12:56 25 Fevereiro 2018
Ouvir Rádio
    Militantes do EI em um veículo das forças de segurança do Iraque (Mossul, junho de 2014)

    Opinião: EUA não impediram o Estado Islâmico e acobertaram os terroristas

    © AP Photo/ Arquivo
    Mundo
    URL curta
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)
    0 283

    Políticas dos EUA no Iraque, Síria, Líbano, Afeganistão e Iêmen, além do apoio ao Estado Islâmico, revelam fracasso norte-americano no Oriente Médio.

    O diretor-geral de do jornal iraniano de língua árabe "Al-Vafag”, Masib Na'imi, comentou o apoio contínuo de Washington a insurgentes do Estado Islâmico no Iraque e sobre o acordo entre Irã e Austrália de trocar informações de inteligência relacionadas a operações do grupo extremista no Iraque.

    Ao falar com a agência Sputnik Persian, Masib Na'imi afirmou:

    “Hoje é evidente que a origem do Estado Islâmico está condicionada ao Ocidente. E isso não é só aparência. A atividade vital dos militantes é mantida pelos EUA e seus aliados, que lhes fornecem armas, munições e apoio financeiro. E a intercessão de Washington já foi tão longe que os bombardeios indiscriminados na Síria e no Iraque não trazem nada além de destruição e vítimas civis. Agora os próprios EUA já não sabem mais o que fazer com o gênio que eles soltaram da garrafa.” 

    Segundo o diretor-geral do noticiário iraniano, “os americanos poderiam impedir o avanço dos militantes no norte do Iraque e salvar Mosul, eles estavam bem cientes dos planos agressivos do Estado Islâmico, mas não fizeram isso, e não informaram o governo iraquiano central”. Masib Na'imi afirma, portanto, que os EUA não impediram isso e, na atual conjuntura, acobertaram os terroristas. “Agora são forçados a lidar com as conseqüências”, disse. 

    Ele destaca também que “o serviço de inteligência iraniana realizou uma série de operações bem sucedidas em cooperação com a milícia iraquiana para evitar provocações e ataques terroristas na fronteira entre o Irã e o Iraque, além de ajudar a organizar uma série de incursões transfronteiriças para prender e, sempre que exigido pela situação, eliminar líderes de gangues do EI”.

    O diretor-geral do jornal iraniano observa que combater individualmente grupos terroristas de grande expressão, que já possuem impacto no mundo, é uma tarefa extremamente complicada. Segundo ele, “a situação exige a criação de uma nova coalizão internacional, que estabeleça um objetivo real, e não virtual, de destruir o Estado Islâmico”. 

    Ainda de acordo com Masib Na'imi, “as gangues do ‘Estado Islâmico’ estão equipadas com a mais recente tecnologia. A tecnologia avançada de combatentes agressivos foi fornecida pelos países ocidentais”. Ele ressalta que esses recursos geram preocupação não só aos países da região, mas até mesmo à Austrália, que manifestou séria irritação pela presença de seis mil voluntários da Europa na composição dos terroristas. 

    O alto comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, Ali Fadavi, por sua vez, declarou que a política americana no Oriente Médio está fadado ao fracasso, enquanto Washington continua a apoiar a campanha militar contra o regime saudita no Iêmen. Citado pela mídia local, ele observou que "a política dos EUA falhou repetidamente no Iraque, Síria, Líbano e Afeganistão, e certamente falhará no Iêmen".

    Ao mesmo tempo, Ali Fadavi disse que a hegemonia global, liderada pelos EUA e o regime israelense, “obtêm lucro causando o massacre de muçulmanos em países islâmicos", enquanto Teerã tem desempenhado um papel influente na resolução dos conflitos regionais e internacionais.

    Tema:
    Estado Islâmico: pior ameaça mundial (299)

    Mais:

    Irã: EUA fornecem armas ao Estado Islâmico
    EI comandou ataques no Iêmen
    Obama: aparecimento do EI é resultado das ações dos EUA no Oriente Médio
    UE desiste de considerar Assad parceiro na luta contra o EI
    Opinião: ações da Rússia neutralizam EUA no Oriente Médio
    Tags:
    ajuda financeira, terrorismo, Estado Islâmico, Iraque, Irã, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik