05:09 17 Julho 2018
Ouvir Rádio
    Dilma Rousseff discursa durante a 7ª Cúpula das Américas

    Dilma destaca avanços sociais na América Latina durante Cúpula das Américas

    Roberto Stuckert Filho / Fotos Públicas
    Mundo
    URL curta
    0 21

    A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sábado, 11, que a democracia e os novos paradigmas políticos dos últimos anos, na América Latina, inverteram a lógica da ação do Estado conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável aliado à justiça social na região.

    A presidente atribuiu os avanços ao rigor democrático da região e à capacidade dos países latino-americanos de se organizarem em fóruns como o Mercosul, a Aliança do Pacifico, a Unasul e a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), nos últimos anos. Para a líder, essa integração entre os países da América Latina e do Caribe tem o papel de reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento da região. As declarações foram feitas na manhã deste sábado, na1ª sessão plenária da Cúpula das Américas, que ocorre no Panamá.

    “Hoje a América Latina e o Caribe têm menos pobreza, menos fome, menos analfabetismo e menos mortalidade infantil e materna.(…) Mas é preciso mais riqueza, dignidade, educação e é isso o que vamos construir nos próximos anos”, afirmou Dilma Rousseff. “Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países do hemisfério”, acrescentou. A presidente também defendeu a necessidade de se aumentar e consolidar a justiça social no continente.

    Segundo Dilma, a educação ocupa papel fundamental no combate às desigualdades e é hoje o maior desafio na região. “Educação inclusiva e de qualidade é o maior desafio do nosso continente, porque ela é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade para gerar oportunidade de inovação, democratizar o acesso e a produção do conhecimento”.

    Para a presidenta, o desenvolvimento deve ser baseado no investimento em pesquisa e ciência, que seria capaz de romper um ciclo histórico dos países latino-americanos baseado na exportação de produtos primários. “O nosso objetivo é não sermos apenas produtores de commodities e sim entrarmos na economia do conhecimento e introduzirmos a inovação. Sim, temos riqueza (…) Podemos ser grandes produtores de commodities, mas também temos homens e mulheres que serão capazes de criar um novo século de inovação baseada na pesquisa e ciência”, disse.

    Mais:

    Dilma critica EUA por embargo a Cuba e sanções contra Venezuela
    Especialista: EUA tentaram derrubar Dilma temendo fortalecimento dos BRICS
    Dilma Rousseff e fundador do Facebook anunciam parceria
    Dilma no Panamá: ajuste fiscal, acordo Mercosul-UE e abertura comercial nas Américas
    Tags:
    Cúpula das Américas, Dilma Rousseff, América Latina, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik