15:32 21 Novembro 2017
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    Barack Obama, presidente dos EUA

    Barack Obama admite arma nuclear iraniana após os 10 anos de congelamento

    © AP Photo/ Charles Dharapak
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    Defendendo o acordo nuclear alcançado com Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu nesta terça-feira (7) a capacidade do Irã de desenvolver rapidamente uma arma nucelar, após expirar o prazo de 10 anos de congelamento de suas atividades atômicas.

    O acordo alcançado entre o Irã e as seis potências mundiais (Rússia, EUA, China, Reino Unido, Alemanha e França), na semana passada, prevê que Teerã poderia realizar um aumento gradual e claramente definido de sua capacidade de enriquecimento de urânio entre o 10º e o 13º ano.

    Obama tem sido alvo de críticas pelo o acordo não eliminar totalmente os riscos, pois permite que o país mantenha o enriquecimento de urânio. Em uma entrevista à NPR News, o presidente norte-americano disse que o Irã será limitado por uma década em 300 kg, o que não é suficiente para converter o estoque em material para a construção de armas.

    "O mais relevante é que no 13º, 14º e 15º ano, o Irã teria a capacidade de enriquecer urânio rapidamente, pois possui centrífugas avançadas, e, nesse ponto, o tempo de congelamento das atividades cairia para quase zero", disse Barack Obama.

    O cronograma de desagregação, que é o tempo que o Irã levaria para adquirir material suficiente para uma arma nucelar, é atualmente avaliado de dois a três meses a um ano, com duração de dez anos pelo menos.

    Embora Obama tenha reconhecido que o tempo de desagregação do Irã poderia diminuir, ele disse que o mundo teria uma melhor percepção, uma vez que a república islâmica deverá ter extensas inspeções nos anos anteriores.

     

    Estadão Conteúdo

    Tags:
    críticas, enriquecimento, urânio, arma nuclear, acordo nuclear, programa nuclear, Barack Obama, Teerã, Irã, Reino Unido, Alemanha, China, EUA, França, Rússia
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