15:29 21 Novembro 2017
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    Uhuru Kenyatta, presidente do Quênia

    Presidente do Quênia promete duras medidas contra os rebeldes da Somália

    © AFP 2017/ SIMON MAINA
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    O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu tomar duras medidas contra os militantes islâmicos do grupo somali al-Shabab, que matou 148 pessoas em ataque a uma universidade na cidade de Garissa.

    Em um discurso televisionado nacionalmente neste sábado, Kenyatta disse que os planejadores e financiadores de ataques como este estão "profundamente enraizados em nossas comunidades". 

    Kenyatta disse que seu governo "deve utilizar as medidas mais severas possíveis". O ataque aconteceu na última quinta-feira, quando quatro homens armados invadiram o campus de uma universidade e atiraram contra os alunos. Os atiradores foram mortos pela polícia. 

    "Nós vamos lutar contra o terrorismo até o fim", disse Kenyatta. "Eu quero que vocês saibam que as nossas forças de segurança estão perseguindo os cúmplices que restaram e faremos justiça. Nós também estamos em busca do líder do ataque em Garissa e daremos uma recompensa por sua captura", acrescentou o presidente. Kenyatta declarou três dias de luto.

    O pronunciamento do presidente aconteceu depois de o grupo extremista islâmico da Somália ter alertado para mais ataques como este à universidade. "Cidades quenianas ficarão da cor vermelho sangue", disse o grupo al-Shabab. Os militantes afirmaram  que o ataque em Garissa foi uma retaliação por assassinatos realizados por tropas quenianas que combatiam os rebeldes na Somália.

    "Esta será uma longa guerra, e os estudantes foram as primeiras vítimas", diz um comunicado divulgado nos sites filiados ao al-Shabab. "Nenhuma medida de precaução e de segurança será capaz de garantir a segurança, impedir outro ataque ou evitar outro banho de sangue", completa a declaração do al-Shabab. 

    fonte: Estadão Conteúdo

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    Tags:
    universidade, atentado, mortes, terrorismo, Al Shabab, Somália
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