17:34 21 Novembro 2017
Ouvir Rádio
    Ilhas Malvinas

    Moscou critica retórica agressiva da Grã-Bretanha sobre as Malvinas

    © flickr.com/ David Stanley
    Mundo
    URL curta
    0 1313244

    O uso de retórica agressiva não vai ajudar a aliviar a tensão sobre as Ilhas Malvinas e a única maneira de resolver a disputa entre Argentina e Grã-Bretanha de maneira pacífica é através do diálogo direto.

    A declaração foi feita nesta quinta-feira (2) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksander Lukashevich, ao comentar o recente anúncio do ministro da Defesa britânico a respeito do reforço da segurança no arquipélago, também conhecido como Ilhas Falkland.

    "Ninguém questiona o direito da liderança britânica de agir segundo sua própria avaliação da situação ao redor das ilhas. Mas o uso da oratória pública abertamente agressiva dificilmente pode promover a desescalada das tensões e, obviamente, não vai ajudar a construir confiança entre as partes envolvidas”, disse ele.

    O diplomata russo observou que no pano de fundo da atual campanha eleitoral na Grã-Bretanha, parte do governo de coalizão procura ganhar pontos adicionais fazendo declarações polêmicas sobre questões sensíveis da agenda internacional.

    No último dia 24 de março, data que marcou o 39° aniversário do golpe militar argentino, o secretário de Defesa britânico, Michael Fallon, anunciou planos do governo de gastar £ 280 milhões (R$ 1,3 bilhão) nos próximos dez anos para reforçar a defesa das Malvinas. O anúncio foi feito depois de a imprensa britânica ter dito que a Argentina estava analisando uma série de possíveis contratos para a compra de armas, incluindo supostos aviões de bombardeio da Rússia. Fallon disse que esse acordo “não foi confirmado”, mas insistiu que "a ameaça permanece” e é preciso “responder a ela".


    Mais:

    Grã-Bretanha vai investir RS$1,3 bilhão na defesa das Malvinas
    Argentina: declarações dos EUA sobre ameaça da Venezuela são absurdas
    Tags:
    Defesa, Michael Fallon, Aleksander Lukashevich, Falkland, Malvinas, Grã-Bretanha, Rússia, Argentina
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik