01:23 24 Outubro 2021
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    A decisão da Alemanha de se juntar ao Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura (AIIB, na sigla em inglês) não irá prejudicar as relações entre Berlim e Washington, segundo declarou o porta-voz do Ministério das Finanças alemão, Frank Paul Weber, em entrevista à Sputnik nesta quarta-feira (1º).

    O AIIB foi criado pela China em outubro de 2014 com um capital social de US$ 100 bilhões. Além da Alemanha, mais de 40 países se candidataram para participar da nova instituição, entre eles França, Grã-Bretanha, Itália, Índia, Áustria, Coreia do Sul, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita, Suíça, Rússia e Brasil.

    "As relações germano-americanas são excelentes e não estão em jogo na decisão de aderir ao AIIB", disse Weber. 

    O porta-voz disse ainda que o AIIB poderia trabalhar em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial, e explicou a decisão de Berlim de se unir ao empreendimento chinês:

    "A Alemanha decidiu juntar-se ao AIIB, porque o AIIB, como um novo banco de investimento trabalhando em parceria com outros bancos multilaterais de investimento e desenvolvimento já existentes, poderia desempenhar um papel importante no fornecimento de fundos para atender às grandes necessidades de infraestrutura na Ásia", disse ele.

    De acordo com Weber, o novo banco poderia promover o desenvolvimento econômico e social na região asiática e contribuir para o crescimento global.

    De fato, o principal objetivo do AIIB é financiar grandes projetos de infraestrutura na Ásia. Alguns analistas veem o banco como um rival potencial para as instituições financeiras ocidentais, tais como o Banco Mundial e o FMI, sediados nos Estados Unidos.

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    Tags:
    China, Ásia, EUA, Alemanha, Rússia, Brasil, Frank Paul Weber, Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco Mundial, FMI, Sputnik, Banco de Desenvolvimento
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