17:31 21 Novembro 2017
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    Líderes dos BRICS na sexta reunião de cúpula, realizada em Fortaleza nos dias 15 e 16 de julho de 2014

    Embaixador comenta mudança de comando nos BRICS e expectativa para próxima cúpula

    © Sputnik/ Michael Klimentyev
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    BRICS: organização do futuro (189)
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    A Rússia está assumindo hoje a presidência rotativa do BRICS. Em entrevista à Rádio Sputnik, o embaixador Flávio Soares Damico, diretor do Departamento de Mecanismos Inter-regionais do Itamaraty e coordenador adjunto do Brasil para o BRICS, falou sobre esse assunto e sobre o que esperar da próxima cúpula do grupo, em julho, na cidade russa de Ufa.

    A próxima reunião do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul acontecerá em solo russo, uma vez que o país acabou de assumir a presidência rotativa do BRICS. Segundo o embaixador brasileiro Fávio Soares Damico, a exemplo do que aconteceu nas gestões anteriores, a Rússia deverá se empenhar ao máximo para manter em dia toda a agenda do bloco e realizar os compromissos que fazem parte do programa, tendo como objetivo aprofundar a cooperação entre os países-membros.

    Esse novo encontro, de acordo com o diplomata, deverá ter como foco a continuidade das ações que tiveram início na cúpula de Fortaleza, no ano passado, quando foram assinados os acordos para a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS) e do Arranjo Contingente de Reservas, espécie de fundo monetário próprio. Essas duas instituições, as primeiras criadas pelo grupo, já tiveram seus tratados ratificados pelos parlamentos de China, Índia e Rússia, enquanto que, em Brasília, o documento permanece em fase inicial de tramitação no Congresso. Mas para o coordenador adjunto do Brasil para o BRICS, todas as formalidades legais deverão ser concluídas dentro do prazo combinado, antes da data oficial de início das operações do banco e do fundo.

    Destacando que o Congresso Nacional recebeu só no final da legislatura anterior os dois acordos para seu exame e que a nova legislatura só tomou posse em fevereiro, Damico disse que "ainda é um pouco prematuro para tentar se antecipar quão cedo o Brasil estaria em condições de ratificar os dois acordos". Entretanto, ele lembrou que o Banco do BRICS entrará em funcionamento já no ano que vem, o que significa que as comissões competentes da Câmara e do Senado têm apenas alguns meses para realizar os procedimentos necessários.

    Além da questão envolvendo a criação dessas duas novas entidades financeiras, russos, brasileiros, chineses, indianos e sul-africanos também debaterão outros assuntos de interesse mútuo durante o próximo evento do bloco. Mas, questionado se o Itamaraty já havia tomado conhecimento da pauta oficial da sétima cúpula do BRICS, o coordenador brasileiro explicou que o teor exato dos debates só será conhecido depois que a Rússia, na qualidade de anfitriã, definir um grande tema para unificar as discussões. 

    Da parte do Brasil, deverão estar presentes na reunião dos dias 9 e 10 de julho, na cidade russa de Ufa, no Bascortostão, a presidenta Dilma Rousseff, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entre outras autoridades. 

     

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    BRICS: organização do futuro (189)

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    Tags:
    sétima cúpula do BRICS, BRICS, Flávio Soares Damico, Armando Monteiro Neto, Mauro Vieira, Joaquim Levy, Dilma Rousseff, Bascortostão, Ufa, África do Sul, Índia, China, Rússia, Brasil
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