08:39 19 Novembro 2017
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    Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC

    Diplomata brasileiro foi espionado por autoridades da Nova Zelândia

    © AFP 2017/ Tobias Schwarz
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    Órgãos de imprensa da Nova Zelândia informaram no último domingo que o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), foi alvo de espionagem pelo governo neozelandês em 2013, quando disputava o cargo com candidatos de outros oito países, incluindo a Nova Zelândia.

    Segundo o site The Intercept e o jornal The New Zealand Herald, além do diplomata brasileiro, representantes de Costa Rica, Indonésia, Jordânia, Quênia, Gana, Coreia do Sul e México teriam tido seus e-mails monitorados pela agência neozelandesa de inteligência, a GCSB, com o objetivo de obter informações que pudessem favorecer o candidato de Wellington, o atual ministro do Comércio, Tim Groser. Esse esquema, intitulado Projeto OMC, tinha como base a utilização do sistema XKEYSCORE, ao qual o país teve acesso por fazer parte do grupo Five Eyes, aliança formada por EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia para cooperação na área de segurança estratégica. 

    O primeiro-ministro neozelandês, John Key, disse à imprensa que não iria comentar a denúncia, que tem como base documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. 

    Mais:

    Mídia acusa Nova Zelândia de espionagem a favor dos Estados Unidos
    Tags:
    xkeyscore, espionagem, GCSB, The New Zealand Herald, The Intercept, OMC, Five Eyes, Edward Snowden, Roberto Azevêdo, John Key, Tim Groser, Wellington, Quênia, Costa Rica, Indonésia, Jordânia, Coreia do Sul, Gana, México, Austrália, Reino Unido, Canadá, EUA, Nova Zelândia, Brasil
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