00:54 29 Junho 2017
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    Lee Kuan Yew, fundador da Cingapura moderna.

    Morre o fundador da moderna Cingapura

    © AFP 2017/ Roslan Rahman
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    Lee Kuan Yew, fundador da moderna Cingapura, morreu nesta segunda-feira (23), aos 91 anos. Ele era temido por suas táticas autoritárias no governo do país, mas admirado em todo o mundo por ter transformado a cidade-Estado numa das nações mais ricas do mundo durante seu governo de 31 anos.

    O ex-líder deu entrada no Singapore General Hospital no dia 5 de fevereiro com pneumonia grave e respirava com a ajuda de aparelhos. O gabinete do primeiro-ministro disse em comunicado, postado em seu site, que Lee "morreu em paz", no hospital, às 3h18 (horário local, domingo no Brasil) desta segunda-feira.

    Lee foi o primeiro premiê do país e o que ficou mais tempo no cargo. Ele guiou Cingapura durante a traumática separação da Malásia em 1965 e levou à transformação de uma sonolenta cidade portuária num centro global de comércio e finanças. Embora pudesse continuar no poder por mais tempo, ele deixou o cargo e a liderança do partido governista em 1990. Apesar disso, continuou a ser uma figura muito influente nos bastidores durante muitos anos, até que sua saúde se deteriorou. 

    "No final, minha maior satisfação na vida vem do fato de que passei anos obtendo apoio, reunindo força de vontade para fazer deste um local meritório, sem corrupção e igual para todas as raças. E isso é algo que vai durar além de mim, como tem acontecido", disse ele em seu livro de 2013, "One Man's View of the World'' (A visão do mundo de um homem, em tradução livre).

    O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que Lee foi um "visionário" e um "verdadeiro gigante da história". "A visão e a percepção de Lee sobre a dinâmica e a gestão da economia da Ásia eram respeitadas por muitas pessoas ao redor do mundo", disse o chefe da Casa Branca em comunicado. "Não foi pequeno o número de líderes mundiais desta e de antigas gerações que buscaram seus conselhos sobre governança e desenvolvimento."

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que estava "profundamente triste" com a morte de Lee. Ele lembrou que Cingapura faz 50 anos de sua independência neste ano e que "seu pai fundador será relembrado como um dos líderes asiáticos mais inspiradores", afirmou em comunicado divulgado por seu porta-voz. 

    Ban disse que Lee ajudou Cingapura na "transição de um país em desenvolvimento para um dos mais desenvolvidos do mundo, transformando-o num próspero centro de negócios internacional".

    O legado de Lee inclui um governo eficiente com pouca corrupção, um bem-sucedido programa habitacional, baixas taxas de juros para atrair investimentos estrangeiros, excelentes escolas e ruas limpas e seguras, fatores que ajudam Cingapura a permanecer sempre nas primeiras posições de rankings de melhores cidades para expatriados.

     

    Estadão Conteúdo

    Tags:
    fundador, morte, Casa Branca, ONU, Lee Kuan Yew, Ban Ki-moon, Barack Obama, Cingapura, Malásia, EUA
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