18:46 23 Abril 2017
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    China lidera revolução no mercado global de ouro

    © Sputnik/ Pavel Lisitsyn
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    Desde 20 de março, o mercado global do ouro tem novas regras do jogo: o fixing do ouro de Londres deixou de existir e os bancos chineses receberam acesso direto à determinação do preço do metal precioso. Isso significa mais um passo no domínio da China neste mercado.

    O fixing de Londres será substituído por um leilão on-line, onde vão participar não quatro bancos, como antes, mas cerca de 20. Entre eles estão três bancos chineses – o Banco Industrial e Comercial, o Banco de Construção e o Banco da China.

    De fato, os participantes chineses do novo consórcio bancário controlam o maior mercado de ouro na Ásia – o Shanghai Gold Exchange. Devido à participação de bancos chineses, as transações comerciais no mercado mundial de ouro serão feitas ao longo de 24 horas. Todos os esforços da China têm o objetivo de privar o dólar do status de “carregador” do mercado financeiro, disse o especialista do Instituto do Extremo Oriente da Academia Russa de Ciências, Yakov Berger.

    “A China mantém uma luta muito difícil e longa com os Estados Unidos para a liderança no mercado financeiro global. Ela não quer um retorno à paridade ouro. Ela quer aumentar o papel da moeda nacional, substituir o dólar. Esse é o objetivo. O ouro é uma ajuda na luta contra os EUA e seu dólar”, disse Berger.

    Na opinião dele, os países que estão dispostos a diversificar as suas reservas cambiais vão receber bem a nova tendência. Aqueles que tendem ao antigo sistema, continuam na esfera de influência dos EUA.

    “Mas isso é um confronto de longo prazo, a concorrência prolongada entre a China e os Estados Unidos, entre o yuan e o dólar, e ninguém sabe quando isso vai terminar”, acrescentou.

    A União Europeia não introduzirá forças de paz no território da Ucrânia, em Bruxelas “não tem loucos”, disse o ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov, comentando o pedido de Kiev sobre o envio de uma força policial da UE para a Ucrânia. 

    “Eu acho que, não há loucos na UE. Precedentes de introdução de uma força policial da UE referem-se a situações (como foi nos Balcãs) em que teve o consentimento de todas as partes do conflito. A UE não iria para qualquer ponto, para o leste da Ucrânia ou qualquer outro lugar, a menos que haja consentimento das partes em conflito sobre essa missão”, disse Lavrov em entrevista no programa televisivo "Vesti v Subbotu" (Notícias de Sábado").

    Na terça-feira, 17 de março, o parlamento ucraniano aprovou o projeto de solicitação ao Conselho de Segurança da ONU e ao Conselho Europeu de uma operação internacional para a manutenção da paz e da segurança na Ucrânia. Nesta sexta-feira, 20 de março, Kiev enviará o pedido oficial à ONU.


    Tags:
    yuan, Dólar, ouro, bancos, EUA, China
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