14:53 23 Abril 2017
Ouvir Rádio
    Polociais da Tunísia guardam a entrada do Museu Nacional Bardo, em Túnis, 19 de março de 2015.

    Estado Islâmico assume autoria de ataque a museu na Tunísia

    © REUTERS/ Anis Mili
    Mundo
    URL curta
    0 12702

    O grupo Estado Islâmico divulgou um comunicado nesta quinta-feira assumindo a responsabilidade pelo ataque a um museu nacional na Tunísia que deixou 23 mortos - a maioria turistas. O grupo afirma que o alvo foram "cidadãos de países cruzados".

    O documento, que apareceu num fórum online onde mensagens do grupo são postadas, descreve o ataque de quarta-feira como uma "invasão abençoada de um dos antros de infieis e do vício na Tunísia muçulmana".

    A mensagem diz que foram dois os realizadores do ataque e que eles não foram mortos até ficarem sem munição. O grupo também promete novas ações violentas.

    "Esperem pelas boas novas que farão mal a vocês, impuros, porque o que vocês veem hoje é a primeira gota da chuva", diz o comunicado, cuja existência também foi alertada pelo SITE Intelligence Group, que acompanha ações extremistas na internet.

    Nove pessoas suspeitas de ligação com o ataque foram detidas. O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, disse que um dos homens que atacou o museu era conhecido dos serviços de inteligência tunisianos, mas não foi estabelecida sua ligação com um grupo extremista em particular.

    O ataque ao National Bardo Museum foi o pior ataque num local turístico da Tunísia nos últimos anos e deve afetar a indústria do turismo no país. A companhia Costa Crociere anunciou o cancelamento das paradas de seus navios de cruzeiro em portos do país.

    fonte: Estadão Conteúdo

    Mais:

    Polícia da Tunísia prende nove suspeitos de ataque ao Museu Nacional Bardo
    Militantes atacam edifício do parlamento da Tunísia e levam turistas como reféns
    Ataque terrorista na Tunísia mata 21 pessoas, sendo 17 turistas europeus
    Tags:
    museu, atentado, terrorismo, Estado Islâmico, Tunísia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik