00:40 19 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    Ucrânia em foco da política internacional (289)
    0 642
    Nos siga no

    Três antigos embaixadores estadunidenses na Ucrânia escreveram um editorial no jornal The Los Angeles Times sugerindo que Kiev, em vez de Moscou, devia ser escolhido como o local principal da celebração do Dia da Vitória em 9 de maio.

    Os autores tomaram a responsabilidade de não só apelar aos líderes mundiais para rejeitarem o convite do presidente russo, Vladimir Putin, mas também sugeriram mover a Kiev as celebrações de comemoração do 70º aniversário da vitória contra a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial.

    Steven Pifer, John Herbst e William Taylor, antigos embaixadores dos EUA na Ucrânia, explicaram sua sugestão:

    “Kiev oferece uma alternativa lógica a Moscou para a celebração do Dia V-E [Vitória na Europa]. Os diplomatas ocidentais e o governo ucraniano podem estruturar uma cerimônia sem uma parada de material bélico (os ucranianos parecem não ter propensão para tanques e mísseis)”.

    Porém, os antigos oficiais podiam conhecer melhor o país onde tinham trabalhado. Em 24 de agosto de 2014, as novas autoridades ucranianas fizeram uma parada militar em Kiev.

    A parada efetuada pelo governo que supostamente “não tem propensão para tanques e mísseis” transpirava de grandiosidade e parecia com as paradas da época soviética. Parece irônico porque a ruptura de todos os laços com a época da URSS é essencial para a ideologia ucraniana contemporânea. Além disso, a parada teve lugar apesar do conflito sangrento no leste do país. 

    Parada militar em Kiev no Dia da Independência da Ucrânia
    © Sputnik / Nikolay Lazarenko
    Parada militar em Kiev no Dia da Independência da Ucrânia
    Então, a ideia de realizar uma parada militar num país rompido por uma dívida imensa, inflação e guerra civil é bastante duvidosa mesmo se os líderes ocidentais não podem aguentar a ideia de assistir à parada militar organizada pelo presidente Putin. 

    Porém, a proposta dos antigos diplomatas já provocou críticas. Por exemplo, Larry T. Caldwell, professor de ciência política no Occidental College, escreveu uma carta à edição:

    “Seria uma decisão terrível por Obama. As relações norte-americanas com a Rússia estão no fundo histórico perigoso. Nada podia antagonizar mais o povo russo, inclusive os cidadãos que questionam a política de Putin na Ucrânia, que recusar as celebrações em Moscou para ir às de Kiev”.

    Tema:
    Ucrânia em foco da política internacional (289)
    Tags:
    Rússia, Ucrânia, EUA, Vladimir Putin, Barack Obama, Segunda Guerra Mundial, Exército, embaixador
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar