00:53 29 Junho 2017
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    Joko Widodo e Jusuf Kalla, presidente e vice-presidente da Indonésia.

    Indonésia pode adiar fuzilamento de condenados à morte

    © AFP 2017/ Bay Ismoyo
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    A Indonésia não deverá executar um grupo de condenados que está no corredor da morte, a maioria estrangeiros, por semanas ou mesmo meses, até que os seus tribunais decidam sobre os recursos apresentados de última hora, disse à Reuters o vice-presidente Jusuf Kalla nesta quarta-feira (18).

    O país asiático tem duras penas por tráfico de drogas e retomou as execuções em 2013 depois de um hiato de cinco anos. Cinco estrangeiros estão entre as seis pessoas executadas no mês passado, as primeiras desde que o Presidente Joko Widodo assumiu o cargo em outubro. Com isso, surgiram tensões entre a Indonésia e países como Austrália e Brasil, cujos cidadãos estão no grupo de 10 infratores da legislação antidrogas que serão alvo do pelotão de fuzilamento.

    Widodo prometeu não ter qualquer misericórdia com o abuso de drogas, dizendo que a Indonésia enfrenta uma "emergência". O país é o principal destino dos entorpecentes traficados na região.

    Kalla afirmou que a Indonésia está mais cautelosa em relação às apelações jurídicas após os esforços diplomáticos para salvar os prisioneiros. "Vamos ouvir e considerar sempre as opiniões não apenas da Austrália, mas também da França e do Brasil", disse o vice-presidente em uma entrevista. "É por isso que nós estamos muito cuidadosos com a sequência dos processos."

    Quatro dos presos no corredor da morte apelaram contra a sentença após Widodo rejeitar os pedidos de clemência no ano passado. A Austrália tem feito repetidos apelos por misericórdia em nome de Myuran Sukumaran, 33, e Andrew Chan, 31, mas o presidente se recusa a ceder, rejeitando ofertas de troca de prisioneiros e de pagamento dos custos da prisão perpétua para os australianos condenados.

    O brasileiro Rodrigo Gularte está no grupo de 11 prisioneiros que deverá ser executado em breve na Indonésia. Sua família pediu clemência por motivos de doença mental. Outros cidadãos que enfrentam a iminente execução no presídio da ilha Nusakambangan são de França, Filipinas, Gana, Nigéria e Indonésia.

    Em janeiro, o também brasileiro Marco Archer foi fuzilado e provocou tensão diplomática entre o Brasil e a Indonésia.

     

    Reuters

    Tags:
    clemência, fuzilamento, adiamento, diplomacia, execução, pena de morte, Jusuf Kalla, Joko Widodo, Gana, Filipinas, Austrália, Nigéria, França, Indonésia, Brasil
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