17:35 17 Dezembro 2017
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    Militares das Forças Armadas dos EUA

    Jornalista alemão vê interesse americano na instabilidade da Ucrânia e da Europa

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    Ucrânia em foco da política internacional (289)
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    Em entrevista à Rádio Sputnik, o jornalista alemão Christoph Hörstel disse que os Estados Unidos não têm interesse no fim dos conflitos na Ucrânia. Para ele, Washington pretende fomentar a instabilidade na região para prejudicar a Rússia e a própria Europa.

    "Os Estados Unidos são agora os mestres da situação em Kiev, e eles não mudaram sua agenda estratégica na região. Que é: ganhar o controle político sobre os vastos recursos da Rússia minando sua capacidade de exportar energia através de dutos e prejudicando suas posições financeiras e econômicas", disse Hörstel, destacando o interesse de Washington em atrapalhar as relações entre Moscou e Berlim, distanciar a Europa e criar problemas internos para manter os europeus ocupados e externos para forçar a União Europeia a enviar armas para a Ucrânia.

    De acordo com o analista, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, vai, como sempre, apaziguar os americanos e seguir a linha geral. Ela exigirá condições para o envio de armamentos, mas, gradualmente, acabará se juntando aos outros. "A Alemanha não será a primeira a enviar armas letais, será um dos últimos países da UE a fazê-lo. Mas, em conversas privadas com o governo ucraniano, Merkel nunca excluirá essas entregas".

    Sobre o plano dos EUA de enviar 300 militares para a Ucrânia, além de drones, veículos blindados, radares e outros equipamentos militares, Hörstel disse que não é possível saber quem exatamente estará defendendo os interesses americanos na região, se serão apenas especialistas e conselheiros ou também mercenários. Segundo ele, "nós nunca saberemos quem de fato estará lá", e veremos com pouca clareza o grau de envolvimento de Washington no conflito.

    No entanto, o jornalista argumenta que o que se pode afirmar até agora é que os americanos estão levando adiante o seu objetivo de desestabilizar a Rússia para provocar uma mudança de regime no país, utilizando a Ucrânia apenas como "um teatro para encenar isso". 

    "Acho que a guerra vai recomeçar na Ucrânia. A questão é saber se ela se limitará apenas ao Leste ou se tomará todo o país", concluiu Hörstel. 

     

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    Ucrânia em foco da política internacional (289)

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    armas letais, União Europeia, Angela Merkel, Washington, Moscou, Berlim, Kiev, Rússia, Europa, Ucrânia, EUA
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