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    Fundador do Wikileaks, Julian Assange, na varanda da Embaixada do Equador. 20 de dezembro, 2012.

    Assange será ouvido pela Justiça sueca em Londres

    © REUTERS/ Luke MacGregor/files
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    O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na Embaixada do Equador em Londres, aceitou ser ouvido por juízes suecos na capital britânica. A informação é do advogado Per Samuelsson.

    "Estamos cooperando com a investigação, Assange aceita a proposta do Ministério Público sueco”, disse ele.

    O Ministério Público apresentou a proposta de ouvir Assange em Londres, na expectativa de fazer avançar o inquérito por violação, suspenso desde que o australiano refugiou-se na embaixada.

    De acordo com comunicado do Ministério Público sueco, citado pela Agência Brasil, “a procuradora Marianne Ny enviou pedido aos advogados de Julian Assange para saber se ele aceitaria ser ouvido na capital britânica e para colher uma amostra de DNA". 

    Até agora, a Justiça sueca tinha se recusado a ouvir Assange fora da Suécia, como sempre pediu o australiano. O Ministério Público, no entanto, disse que mudou de posição porque "vários fatos dos quais Assange é acusado vão prescrever em agosto deste ano, ou seja, em menos de seis meses".

    Se todas as partes estiverem de acordo, o Reino Unido deverá aceitar que o fundador da WikiLeaks seja ouvido em seu território por juízes estrangeiros, e o Equador deve abrir as portas.

    Julian Assange, de 43 anos, está refugiado na Embaixada do Equador desde junho de 2012, evitando assim um mandado de prisão que o Reino Unido pretende executar assim que ele deixar o território equatoriano.

    Assange não foi formalmente indiciado, mas é procurado para ser interrogado a respeito de uma acusação de má conduta sexual e estupro de duas mulheres que ele conheceu na Suécia em 2010. Ele nega as acusações. O fundador do WikiLeaks está na embaixada equatoriana desde 19 de junho de 2012. Ele afirmou não ter intenção de ir para a Suécia porque não tem garantias de que não será enviado para os Estados Unidos, onde continua aberta uma investigação sobre a liberação, pelo WikiLeaks, de centenas de milhares de documentos secretos. 

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    Tags:
    justiça, Julian Assange, Londres, Reino Unido, Suécia
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