06:45 25 Março 2017
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    A procuradora da república da Crimeia, Natalia Poklonskaya

    Poklonskaya: recebi ameaças de ser “despedaçada” se assumisse a Promotoria da Crimeia

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    A nomeação de Natalia Poklonskaya como promotora da Crimeia antes do referendo sobre a autodeterminação da península poderia ter-lhe custado a vida, relata a agência russa Tass.

    “Me ligaram, atemorizaram, ameaçaram que eu iria para a cadeia, seria morta e despedaçada. Quem me ligou foram funcionários da Procuradoria-Geral (ucraniana). Disseram sem rodeios que, se eu não aceitasse a Promotoria da Crimeia, eles considerariam esse passo como renúncia voluntária e não seria perseguida criminalmente. Eu disse que preferia ir para a cadeia do que servir aos nazistas”, disse Poklonskaya em entrevista à Tass.

    Em 25 de fevereiro de 2014, durante os confrontos na praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) em Kiev, Poklonskaya pediu a demissão do cargo que ocupava. Apontou, como motivo da sua decisão, que “tinha vergonha de viver num país em cujas ruas andam livremente neofascistas impondo as suas exigências ao chamado novo poder”. A seguir, Natália mudou-se imediatamente para Simferopol (Crimeia) e propôs a sua ajuda ao governo local a fim de evitar a repetição dos eventos de Kiev.

    Em 25 de março, após a reintegração da península na Federação Russa, durante a formação das novas promotorias da República da Crimeia e da cidade de Sevastopol, o promotor-geral da Federação Russa, Yury Chaika, nomeou Natalia Poklonskaya promotora interina da República da Crimeia.

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    Natalia Poklonskaya, Crimeia, Rússia
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