06:40 25 Março 2017
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    Soldado das forças iraquianas na cidade de al-Alam

    Forças iraquianas retomam cidade perto de Tikrit

    © REUTERS/ Thaier Al-Sudani
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    Forças de segurança iraquianas retomaram, nesta terça-feira, a cidade de Alam, nas proximidades de Tikrit, que ainda é controlada pelos militantes do Estado Islâmico.

    As forças iraquianas entraram em Alam durante a madrugada e, horas depois, já haviam retomado o controle total da cidade. A retomada de Tikrit, cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein, é um importante teste para as forças iraquianas, que lutam para reconquistar parte do território tomado pelo Estado Islâmico.

    Ahmed al-Karim, chefe do conselho provincial de Salahuddin, disse à agência Associated Press que o progresso tem sido lento em razão das bombas plantadas pelos militantes e dos ataques de francoatiradores.

    Tikrit, capital da província de Salahuddin, que fica a cerca de 130 quilômetros ao norte de Bagdá, caiu nas mãos do Estado Islâmico em meados de 2014, assim também como a segunda maior cidade do Iraque, Mosul, e outras áreas no coração sunita do país.

    A ofensiva para retirar Tikrit do Estado Islâmico recebe assistência significativa de conselheiros militares iranianos que estão coordenando milícias xiitas iraquianas no campo de batalha. A coalizão liderada pelos Estados Unidos disse que não forneceria apoio aéreo nesta missão particular porque os iraquianos não pediram.

    Antes da retomada de Alam, a ofensiva obteve sucesso em recuperar algumas vilas e cidades, principalmente Dawr, que fica ao sul de Tikrit. Dentre os líderes da operação está o general Ghasem Soleimani, comandante da poderosa Força Quds da Guarda Revolucionária.

    O papel e a importância de milícias xiitas na campanha levantaram temores sobre uma possível limpeza sectária caso Tikrit, cidade majoritariamente sunita, passe a ser controlada pelas tropas do governo.

    Militares americanos disseram que uma missão coordenada para retomar Mosul deve acontecer em abril ou maio e envolver até 25 mil soldados iraquianos. Mas os EUA advertiram que, se os iraquianos não estiverem prontos, a ofensiva pode ser adiada.

    O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, disse durante visita à região, nesta segunda-feira, que está "um pouco preocupado" sobre se a coalizão internacional que combate o Estado Islâmico é sustentável no que diz respeito ao desafio, de longo prazo, de confrontar os extremistas em outras regiões.

    Dempsey disse que, em termos militares, a campanha contra o Estado Islâmico está "no caminho", mas para ele tão importante quanto isso é manter a coalizão no longo prazo. A predominância xiita em Bagdá contraria países majoritariamente sunitas como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    fonte: Estadão Conteudo

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    conflito, Estado Islâmico, Iraque
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