19:43 30 Março 2017
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    Mídia: EUA são vulneráveis a sistema financeiro alternativo da Rússia e China

    © Sputnik/ Aleksandr Demyatchuk
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    Apesar de o dólar continuar sendo a moeda mais popular do mundo, um grande número de países e empresas estão à procura de outros moedas e sistemas econômicos, criam seus próprios instrumentos financeiros.

    A cooperação da Rússia com a China pode se tornar um desafio à liderança econômica dos EUA, escreve o jornal norte-americano The Wall Street Journal.

    Nos últimos dez anos, as autoridades financeiras dos EUA conduzem uma guerra econômica contra vários países, nota o jornal e sublinha que os inimigos de Washington estão criando os seus próprios instrumentos financeiros de defesa.

    "Em resumo – a América e os aliados são vulneráveis. Apesar da  interdependência econômica, possivelmente forçando adversários do Ocidente a agir de forma mais cautelosa, a situação pode mudar caso países como a China, a Rússia ou o Brasil decidam desafiar o domínio econômico global dos Estados Unidos", opina a publicação.

    O dólar ainda continua sendo a moeda mais popular, os títulos do Tesouro dos EUA têm a reputação de investimentos estáveis e Washington ainda tem grandes vantagens, mas vários países já estão a procura de outras moedas.

    O FMI trabalha na criação de ativos de reserva alternativos, direitos de empréstimos especiais, que vão reduzir o valor do dólar e aumentar o do yuan.

    As autoridades russas em conjunto com a China vão criar uma alternativa ao sistema de transferências interbancárias norte-americano SWIFT, escreve o jornal:

    “O sistema ainda não tem a reputação que o SWIFT tem. Mas a conjugação de ativos de reserva global alternativos, do sistema chinês de cartões de crédito, de um sistema alternativo ao SWIFT apoiado pela Rússia e a China,  para além de um número de bancos que gostaria de apresentar um desafio ao sistema de financiamento global,  pode se tornar uma ameaça séria aos interesses dos EUA”.

    Tags:
    mídia, finanças, economia, China, EUA, Rússia, Brasil
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