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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (29), marcada pela eleição de novo líder do partido governante do Japão, pelo depoimento dos generais americanos sobre a retirada do Afeganistão e pela reunião de Putin e Erdogan na Rússia.

    Pfizer pede para que Anvisa inclua 3ª dose na bula de vacina anti-COVID-19

    Nesta terça-feira (28), a Anvisa informou que o laboratório Pfizer pediu a introdução de alteração na bula de seu imunizante contra a COVID-19. Se referindo aos estudos que indicam a possibilidade de uma dose complementar, a Pfizer solicitou incluir a administração da terceira dose na bula. Atualmente, a bula da vacina prevê duas doses. Segundo os dados das pesquisas, a dose adicional comprovou ser segura e eficaz contra a doença. Do estudo clínico realizado pelo laboratório participaram voluntários brasileiros, americanos e sul-africanos, e a mesma Anvisa aprovou o protocolo clínico da pesquisa em junho. A proposta da Pfizer é aplicar a terceira dose a todas as pessoas desde os 12 anos de idade que já tomaram a vacina fabricada pelo laboratório há pelo menos seis meses. A agência deve analisar os dados apresentados pela Pfizer e conceder uma resposta no prazo de 30 dias. Entretanto, o Brasil confirmou mais 818 mortes e 16.904 casos de COVID-19, totalizando 595.520 óbitos e 21.381.393 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Publicidade da Pfizer Ciência vai ganhar
    © REUTERS / CARLO ALLEGRI
    Publicidade da Pfizer "Ciência vai ganhar"

    Ministro Guedes promete que 'economia vai voar' em 2022

    Na noite desta terça-feira (28), o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve um encontro com empresários, durante o qual falou sobre a situação financeira no país. Ante a crise grave e a alta inflação nos tempos da pandemia, o ministro afirma que a equipe econômica realizou um bom trabalho durante o governo Bolsonaro. O que impediu o crescimento mais expressivo do Brasil foram fatos fora do controle do Planalto, tais como o coronavírus e desastres ambientais. Segundo ele, no ano que vem, a história vai ser outra: "Eu acho que a economia está voando, está vindo com força. Os juros vão subir um pouco para tentar frear a inflação, é verdade, mas as duas coisas são indissociáveis. O crescimento está encomendado e contratado, o Brasil vai crescer no ano que vem, acima de tudo porque os empresários acreditam no Brasil e sabem que estamos fazendo o trabalho na direção correta", disse Guedes, citado pelo Correio Braziliense. Além disso, ele defendeu a necessidade de aumento do Bolsa Família e da reforma do Imposto de Renda, entre outros. O ministro disse observar uma forte tendência de recuperação do setor privado em breve e concluiu que "a ideia de que o Brasil não vai crescer no ano que vem é política, é blá blá blá, é fake news".

    Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia no Palácio do Planalto
    © REUTERS / ADRIANO MACHADO
    Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia no Palácio do Planalto

    Partido no poder do Japão elege seu líder e futuro premiê

    Nesta quarta-feira (29), o Partido Liberal Democrata (PLD), no poder do Japão, elegeu o ex-chanceler Fumio Kishida como seu novo líder, colocando-o no caminho para se tornar o próximo primeiro-ministro da terceira economia do mundo. Ele conseguiu derrubar o popular chefe da campanha de vacinação, Taro Kono, em uma corrida anormalmente próxima para suceder ao anterior premiê Yoshihide Suga, que decidiu renunciar após apenas um ano de governo. Além dele, Kishida venceu a ex-ministra do Interior, Sanae Takaichi, e a vice-secretária-geral do partido, Seiko Noda. Kishida é um antigo ministro das Relações Exteriores de linha branda e centrista, de uma família de políticos de Hiroshima, com a reputação de procurar compromissos. Ele prometeu gastar mais em novos estímulos para superar a pandemia, combater a desigualdade de renda e se afastar da economia neoliberal, que tem dominado a política japonesa nas últimas duas décadas. "É diferente nesta vez. Eu estou aqui com uma forte convicção de que sou o líder necessário neste momento", afirmou durante sua campanha. Anteriormente, Kishida foi chefe da seção política do PLD e chanceler entre 2012 e 2017. Durante esse período, ele negociou os acordos com a Rússia e Coreia do Sul, países com os quais o Japão sempre teve relações tensas. Em 2016, o então chanceler ajudou a organizar a visita histórica do então presidente dos EUA, Barack Obama, a Hiroshima. O político também chama a abolição das armas nucleares de "meu trabalho de toda a vida".

    Ex-chanceler do Japão, Fumio Kishida, celebra vitória como líder partidário ao lado do premiê demissionário Yoshihide Suga e de outros candidatos: Seiko Noda, Sanae Takaichi e Taro Kono, Japão, 29 de setembro de 2021
    © REUTERS / Carl Court
    Ex-chanceler do Japão, Fumio Kishida, celebra vitória como líder partidário ao lado do premiê demissionário Yoshihide Suga e de outros candidatos: Seiko Noda, Sanae Takaichi e Taro Kono, Japão, 29 de setembro de 2021

    Coreia do Norte confirma testes de míssil hipersônico

    A Academia de Ciências da Defesa da Coreia do Norte assegurou nesta quarta-feira (29) ter testado um "míssil hipersônico de novo desenvolvimento", denominado Hwasong-8, relatou a KCNA. Em 28 de setembro, a agência de notícias sul-coreana Yonhap tinha informado sobre lançamento de um novo míssil norte-coreano. Segundo a KCNA, o lançamento foi de "grande importância estratégica", pois a Coreia do Norte está procurando aumentar suas capacidades de defesa "em mil vezes". O lançamento a partir da província de Chagang "confirmou o controle de navegação e estabilidade do míssil, incluindo a manobrabilidade e as características do voo de deslizamento da ogiva hipersônica destacada". Os Estados Unidos condenam os recentes testes, que desestabilizam a região, disse o porta-voz do Departamento de Estado em comunicado ao qual a Sputnik teve acesso. "Estamos cientes desses relatos. Estamos trabalhando para confirmar a natureza específica do lançamento recente e consultando de perto com nossos aliados", diz o texto. "Levamos a sério relatos de qualquer nova capacidade, e como dissemos, condenamos quaisquer lançamentos ilícitos de mísseis, que desestabilizam a região e a comunidade internacional."

    Lançamento de novo míssil hipersônico Hwasong-8 na província de Chagang, Coreia do Norte, foto divulgada em 29 de setembro
    © REUTERS / KCNA
    Lançamento de novo míssil hipersônico Hwasong-8 na província de Chagang, Coreia do Norte, foto divulgada em 29 de setembro

    Generais 'aconselharam Biden' a ficar no Afeganistão, segundo depoimento no Senado

    Os principais generais americanos disseram na terça-feira (28) terem aconselhado o presidente Joe Biden a manter as tropas dos EUA no Afeganistão e expressaram preocupação por o Talibã e a Al-Qaeda (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países) não terem cortado laços. O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, e o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA, disseram ter recomendado pessoalmente ao presidente que cerca de 2.500 soldados ficassem no Afeganistão. A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que Biden recebeu a recomendação sobre as ações no país centro-asiático. "Em última instância, cabe ao comandante-em-chefe tomar a decisão", disse Psaki. "Ele tomou a decisão de que era hora de acabar com uma guerra de 20 anos." Durante o depoimento, Milley afirmou: "Eu acho que nossa credibilidade junto de aliados e parceiros em todo o mundo, bem com dos adversários, está sendo intensamente revisada por eles, para ver que caminho isso vai tomar, e acho que 'dano' é uma palavra que pode ser usada". "Resta saber se os talibãs podem ou não consolidar o poder ou se o país vai se fraturar em mais uma guerra civil", acrescentou. "Mas devemos continuar protegendo o povo americano de ataques terroristas provenientes do Afeganistão", indicou. Uma Al-Qaeda reconstituída ou um Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) com aspirações de atacar a América continuam sendo "uma possibilidade muito real".

    Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Mark Milley, durante depoimento no Senado americano sobre operações militares no Afeganistão, Washington, 28 de setembro de 2021
    © AP Photo / Patrick Semansky
    Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Mark Milley, durante depoimento no Senado americano sobre operações militares no Afeganistão, Washington, 28 de setembro de 2021

    Putin e Erdogan se reúnem na Rússia

    O presidente russo, Vladimir Putin, vai se reunir hoje, quarta-feira (29), com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para conversações na cidade russa de Sochi, na costa do mar Negro. As negociações vão abranger a parceria russo-turca nos campos político, econômico e comercial, bem como os assuntos internacionais mais relevantes. Segundo informou o Kremlin, os presidentes vão discutir os temas da Síria, Líbia, Afeganistão e Cáucaso do Sul. "Eles planejam discutir vários aspetos da parceria política, comercial e econômica russo-turca. Trocarão igualmente opiniões sobre questões internacionais prementes, incluindo os desenvolvimentos na Síria, Líbia, Afeganistão e Cáucaso do Sul", diz o comunicado. O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen, expressou a esperança de que os presidentes discutam a situação na província síria de Idlib. "Estou certo de que a situação no terreno em Idlib e em outros lugares será uma questão importante quando os presidentes Putin e Erdogan se reunirem amanhã [29] e eu continuo apelando para aqueles que têm influência para promover a tranquilidade. Muito depende disso", disse o enviado durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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    Tags:
    Brasil, Paulo Guedes, economia, Pfizer, Afeganistão, depoimento, míssil hipersônico, Coreia do Norte, Vladimir Putin, Turquia, Recep Tayyip Erdogan
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