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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta sexta-feira (17), marcada pela reunião virtual de Biden com os líderes das principais economias mundiais, pelo início das eleições parlamentares na Rússia e pelo escândalo em torno da ex-chefe do Banco Mundial.

    Dossiê: plano Prevent Senior ocultou óbitos em estudo sobre cloroquina

    Conforme aponta um dossiê ao qual o GloboNews teve acesso, o plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes de pacientes participantes de uma pesquisa sobre a eficácia da hidroxicloroquina associada à azitromicina como tratamento da COVID-19. O estudo foi apontado pelo presidente Jair Bolsonaro como exemplo de sucesso do uso do medicamento. O chefe do Executivo postou resultados do estudo sem mencionar as mortes de pacientes que tomaram a hidroxicloroquina. De acordo com materiais do dossiê, durante a pesquisa morreram nove participantes, mas apenas dois foram mencionados pelos autores. O dossiê com denúncias de irregularidades foi elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent e foi enviado à CPI da Covid. O texto aponta que a disseminação da hidroxicloroquina e outros medicamentos resultou de um acordo entre o governo Bolsonaro e a Prevent. Entretanto, o Brasil confirmou mais 637 mortes e 35.128 casos de COVID-19, totalizando 589.277 óbitos e 21.067.396 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Bolsonaro segura caixa de hidroxicloroquina na cerimônia de posse do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Brasília, 26 de fevereiro de 2021
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Bolsonaro segura caixa de hidroxicloroquina na cerimônia de posse do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Brasília, 26 de fevereiro de 2021

    Câmara aprova parecer polêmico sobre nova lei antiterrorismo

    Na noite desta quinta-feira (16), a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o projeto da nova lei antiterrorismo, por 22 votos a favor e 7 contra. A proposta procura regulamentar as ações do Estado para prevenir e punir atos de terrorismo. Em particular, foi proposto ampliar a punição e repressão de atos que sejam potencialmente destrutivos ou perigosos para a vida, alguma infraestrutura crítica ou serviço público. Além do mais, a aplicação da lei se estende aos atos que aparentem ter a intenção de "intimidar ou coagir a população civil ou de afetar a definição de políticas públicas por meio de intimidação, coerção, destruição em massa, assassinatos, sequestros ou qualquer outra forma de violência", cita o Correio Braziliense. Os pontos propostos geram preocupações entre os deputados, organizações e movimentos sociais. Por exemplo, alguns receiam que a legislação, caso seja aprovada, possa silenciar oposicionistas do governo, criminalizar greves e restringir liberdades. Por sua vez, o relator da proposta, o deputado Ubiratan Sanderson, afirma que "não há nenhuma possibilidade de colocar em risco a democracia". A proposta segue agora ao Plenário da Câmara.

    Plenário da Câmara durante votação de projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo, Brasília, 27 de fevereiro de 2019
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Plenário da Câmara durante votação de projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo, Brasília, 27 de fevereiro de 2019

    Datafolha: Bolsonaro tem menor aprovação do que antecessores que enfrentaram escândalos

    De acordo com novo levantamento do Instituto Datafolha divulgado ontem (16) pelo jornal Folha de São Paulo, a avaliação do chefe de Estado é pior que a de muitos ex-presidentes no mesmo período do mandato. Seu índice de aprovação é de apenas 22%, segundo a pesquisa. Houve vários casos em que os presidentes enfrentaram escândalos de corrupção e episódios de turbulência social, mas o nível de desaprovação nunca caiu tão abaixo. Por exemplo, Fernando Henrique Cardoso em 1997, após o escândalo de compra de votos para a reeleição, tinha a aprovação de 39% dos entrevistados. Por sua vez, o rival de Bolsonaro na corrida eleitoral para a Presidência em 2022 do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha 35% de aprovação em 2005, logo após o escândalo do mensalão. Agora ele mantém larga vantagem sobre o atual presidente da República: no segundo turno, ele teria 56% contra 31% de Bolsonaro, segundo dados no momento atual. O estudo foi realizado de 13 a 15 de setembro, com 3.777 participantes em 190 cidades do Brasil.

    Manifestantes protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo, 12 de setembro de 2021
    © Folhapress / Vincent Bosson /Fotoarena
    Manifestantes protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo, 12 de setembro de 2021

    Biden realiza reunião de líderes das principais economias sobre clima e energia

    O presidente americano Joe Biden está convocando na sexta-feira (17) uma reunião virtual de líderes das maiores economias sobre energia e clima. O evento ocorre um mês e meio antes da grande Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 26) na Escócia. Um total de 17 economias desenvolvidas e em desenvolvimento vai participar da reunião: Austrália, Brasil, Canadá, Rússia, China, União Europeia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Coreia do Sul, México, África do Sul, Reino Unido e EUA. "No encontro, o presidente [Joe Biden] enfatizará a urgência e os benefícios econômicos de uma ação climática mais forte. Ele vai pedir aos líderes para reforçarem a sua ambição climática antes da COP 26 e nos anos seguintes", disse o comunicado emitido pela Casa Branca. O governo dos EUA notou que as conclusões mais recentes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, divulgadas em agosto, e "um ciclo acelerado de desastres climáticos em todo o mundo têm sublinhado a urgência de aumentar drasticamente a ação nesta década para manter a meta de 1,5 graus ao alcance." A Casa Branca também relembrou que Joe Biden retomou a participação dos EUA no Acordo Climático de Paris, firmado em 2015, que tem o objetivo a longo prazo de limitar o aumento global da temperatura a 2 graus Celsius. Os EUA abandonaram oficialmente o acordo em 2019, durante a administração Trump. Em seu primeiro dia na Casa Branca, Biden anunciou que o país voltaria a integrar o pacto climático.

    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante discurso sobre economia na Casa Branca, Washington, 16 de setembro de 2021
    © REUTERS / Leah Millis
    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante discurso sobre economia na Casa Branca, Washington, 16 de setembro de 2021

    Eleições parlamentares começam na Rússia

    Hoje (17), os russos vão às urnas para eleger os membros da Duma de Estado, a câmara baixa do Parlamento da Rússia, bem como os legisladores regionais e diversos governadores regionais e municipais. Neste ano, as eleições duram três dias e decorrem de 17 a 19 de setembro. Em Moscou e na parte central do país, os postos de votação já abriram. A votação de três dias será concluída no domingo (19). Há possibilidade de votar tanto on-line quanto de forma presencial. A votação eletrônica é possível em sete regiões russas, incluindo a capital. No total, foram realizadas mais de 4.400 campanhas de diversos níveis em todas as 85 regiões da Rússia, com mais de 31 mil mandatos em disputa. A câmara baixa do Parlamento russo é eleita através de um sistema misto: 225 deputados – metade da Duma - são eleitos por listas partidárias, e os outros 225 em circunscrições uninominais. Para as eleições foram registrados 23 partidos políticos e cerca de 74 mil candidatos aprovados pelo Comitê Eleitoral Central da Rússia. O presidente Vladimir Putin chamou os russos a votar, dizendo ontem em uma mensagem de vídeo que "a eleição da nova composição [da Duma] é, sem dúvida, o evento mais importante na vida da nossa sociedade e país".

    Cadetes da Marinha votam no primeiro dia das eleições parlamentares, em Vladivostok,  Rússia, 17 de setembro de 2021
    © REUTERS / Tatiana Meel
    Cadetes da Marinha votam no primeiro dia das eleições parlamentares, em Vladivostok, Rússia, 17 de setembro de 2021

    Escândalo em torno da ex-diretora do Banco Mundial

    Os líderes do Banco Mundial, incluindo a então diretora Kristalina Georgieva, aplicaram "pressão indevida" sobre a equipe para aumentar o ranking da China no relatório "Doing Business 2018", de acordo com uma investigação independente publicada ontem (16). O relatório, preparado pelo escritório de advocacia Wilmerhale a pedido do comitê de ética do banco, suscita preocupações quanto à influência da China no Banco Mundial, bem como quanto ao julgamento de Georgieva, desde 2019 diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, e do então presidente do BM, Jim Yong Kim. Por sua vez, Georgieva rejeitou as conclusões do relatório sobre o seu papel. Ela disse, em comunicado, que discorda "decisivamente das conclusões e interpretações" do relatório. "Estas são descobertas sérias", indica por sua vez o Tesouro dos EUA em um comunicado, afirmando que está "analisando o relatório". "Nossa principal responsabilidade é defender a integridade das instituições financeiras internacionais." O The Wall Street Journal ressaltou que o episódio pode ser um "golpe para a reputação" de Georgieva, sendo também"o mais recente exemplo de como o governo chinês busca inúmeras maneiras de lustrar sua posição global".

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    Tags:
    Brasil, Jair Bolsonaro, Hidroxicloroquina, Joe Biden, líderes mundiais, eleições parlamentares, Rússia, banco mundial
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