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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (1º), marcada pela quebra dos sigilos bancário e fiscal de Carlos Bolsonaro, pelo discurso à nação de Biden sobre a saída do Afeganistão e pelo acordo militar EUA-Ucrânia.

    COVID-19: variante Delta alastra rapidamente no Brasil

    A variante Delta do coronavírus avança no país. Ela já corresponde a 96% das amostras no Rio de Janeiro e a 89% no estado, conforme um novo boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado em 31 de agosto. A cepa está presente em 87 dos 92 municípios fluminenses, tendo sido detectada pela primeira vez no estado no mês de junho. Desde então, a Delta se espalhou por todas as nove regiões do RJ. Segundo a nota da Fiocruz, a variante está entre principais razões pelo aumento de casos da infecção no Rio, na contramão do resto do país. Mais do que isso, o estado de São Paulo confirmou ontem (31) a primeira morte pela cepa Delta. Segundo dados da Prefeitura de Piracicaba, a vítima é uma mulher de 74 anos, com comorbidades. A mulher foi vacinada com duas doses do imunizante CoronaVac, do Instituto Butantan. Estudos apontam que a cepa Delta é muito mais transmissível do que outras variantes do novo coronavírus. Entretanto, o Brasil confirmou mais 882 mortes e 26.759 casos de COVID-19, totalizando 580.525 óbitos e 20.777.867 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Pesquisador da Universidade de São Paulo trabalha no laboratório estudando utilização do veneno de cobra jararacussu no combate à COVID-19, 30 de agosto de 2021
    © REUTERS / Carla Carniel
    Pesquisador da Universidade de São Paulo trabalha no laboratório estudando utilização do veneno de cobra jararacussu no combate à COVID-19, 30 de agosto de 2021

    Justiça autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de Carlos Bolsonaro

    O Tribunal de Justiça do RJ autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, na investigação de desvio de recursos públicos em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. O parlamentar é suspeito de contratar funcionários fantasmas e praticar o esquema de rachadinhas - em que os funcionários são obrigados a devolver parte do salário para o político, bem como para seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que também está na mira da investigação. A decisão da Justiça atende ao pedido do Ministério Público do RJ que acredita na organização do esquema. Além dele, outras 26 pessoas e sete empresas, inclusive a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, também tiveram os sigilos quebrados. O procedimento foi aberto pelo Ministério Público em junho de 2019, mas agora é a primeira vez que os promotores falam na possibilidade da prática no gabinete de Carlos Bolsonaro.

    © Folhapress / Pedro Ladeira
    O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, 6 de maio de 2021

    Biden declara fim das 'guerras eternas'

    O presidente dos EUA Joe Biden fez na terça-feira (31) uma defesa feroz da saída do Afeganistão, qualificando-a como "a melhor decisão para a América". "Esta é a decisão certa. Uma decisão sábia", disse o presidente em seu discurso à nação em Washington após ter cumprido a promessa de terminar a missão americana no país da Ásia Central até 31 de agosto. Para os EUA, afirmou Biden, a única escolha no Afeganistão foi "sair ou causar escalada". O presidente, criticado por muitos pela retirada das tropas, disse que a evacuação por meio da ponte aérea foi "um sucesso extraordinário". "Nenhuma nação nunca fez algo semelhante durante toda a História; apenas os Estados Unidos tiveram a capacidade e a vontade de realizar isso", acrescentou. Joe Biden bateu no púlpito enquanto detalhava os custos extraordinários da guerra – mais de 2.400 militares americanos mortos e mais de US$ 2,3 trilhões de gastos (R$ 11,85 trilhões), guerra que durou quase 20 anos e terminou com a volta do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). "Assumi um compromisso com o povo americano de que terminaria essa guerra. Hoje, honrei esse compromisso. Era hora de ser honesto", disse, mas avisou os militantes do Estado Islâmico-Khorasan (EI-K) (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) que "nós ainda não terminamos com vocês". Leia mais aqui.

    Presidente Joe Biden após o discurso sobre o fim da guerra no Afeganistão, Casa Branca, Washington, 31 de agosto de 2021
    © AP Photo / Evan Vucci
    Presidente Joe Biden após o discurso sobre o fim da guerra no Afeganistão, Casa Branca, Washington, 31 de agosto de 2021

    Presidentes dos EUA e Ucrânia se reúnem em Washington

    Nesta quarta-feira (1º), o presidente norte-americano Joe Biden vai se encontrar com seu homólogo ucraniano Vladimir Zelensky, em Washington. As conversações sobre assuntos políticos, econômicos e de segurança na Casa Branca estavam inicialmente previstas para terça-feira (31), mas foram adiadas devido às operações de evacuação dos cidadãos do Afeganistão. Ontem (31), o presidente ucraniano visitou o Pentágono, onde os lados firmaram um novo acordo estratégico de defesa para aumentar a cooperação bilateral na segurança do mar Negro, segundo confirmou o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin. "O acordo de defesa estratégica EUA-Ucrânia que o ministro da Defesa [ucraniano Andrei] Taran e eu assinaremos hoje reforça nossa cooperação e faz avançar nossas prioridades comuns, tais como assegurar que nossa cooperação bilateral de segurança continue ajudando a Ucrânia a combater a agressão russa e implementar reformas na indústria de defesa, em apoio às aspirações de adesão da Ucrânia à OTAN, [bem como] aprofundar nossa cooperação em áreas como a segurança do mar Negro, cibersegurança e compartilhamento de informações", disse o secretário norte-americano. Além disso, o novo pacote de assistência de US$ 60 milhões (aproximadamente R$ 311 milhões) para a Ucrânia inclui mísseis Javelin antitanque portáteis, afirmou o secretário.

    Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, acompanha o presidente ucraniano Vladimir Zelensky no Pentágono, Virgínia, EUA, 31 de agosto de 2021
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    SecretáriSecretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, acompanha o presidente ucraniano Vladimir Zelensky no Pentágono, Virgínia, EUA, 31 de agosto de 2021

    Resistência contra talibãs em Panjshir lutará até o fim, diz diplomata afegão

    A província afegã de Panjshir permanece a única não capturada pelo Talibã. Conforme contou em entrevista à Sputnik o embaixador do antigo governo afegão no Tajiquistão, Muhammad Zohir Agbar, o movimento Talibã intende matar o líder da Frente de Resistência em Panjshir, Ahmad Massoud, e não manterá conversações com representantes da resistência. "O Talibã nunca negociará com eles [os líderes da resistência em Panjshir], os talibãs não são políticos, mas sim terroristas que estão na lista das organizações proibidas em muitos países já há três anos", disse o embaixador. "Eles são arrogantes e agressivos, seu objetivo é pôr todo o Afeganistão de joelhos. Eles não concordaram com nenhuma das condições das negociações em Doha. O objetivo deles é eliminar os líderes da resistência, particularmente Ahmad Massoud", ressaltou. Mesmo assim, confirmou o diplomata, a resistência na província de Panjshir vai continuar: "Proteção não significa guerra, a resistência em Panjshir está lutando pelo que alcançámos ao longo destes anos, por nossos direitos e interesses, e o filho de [ex-comandante da guerrilha Ahmad Shah] Massoud, nosso herói nacional, tem experiência, o sangue de seu pai corre em suas veias. Os genuínos guerreiros patrióticos que lutaram juntos com Massoud vivem em Panjshir. Agora eles apoiam seu filho e vão resistir até o fim", acentuou Agbar.

    Combatentes se preparam para se defender das forças talibãs na província de Panjshir, Afeganistão, 22 de agosto de 2021
    © REUTERS / Agência Aamaj
    Combatentes se preparam para se defender das forças talibãs na província de Panjshir, Afeganistão, 22 de agosto de 2021

    Helicóptero MH-60 da Marinha dos EUA cai no mar ao largo da Califórnia

    Um helicóptero da Marinha dos EUA caiu no mar ao largo da costa de San Diego, em Califórnia, nesta terça-feira (31). As operações de busca e resgate estão em andamento, anunciou a Frota do Pacífico dos EUA no Twitter. "Um helicóptero MH-60S embarcado a bordo do USS Abraham Lincoln (CVN 72) caiu no mar durante operações de voo de rotina, a aproximadamente 111 quilômetros da costa de San Diego, às 16h30 [20h30 de Brasília], do dia 31 de agosto", escreveu a Frota. "As operações de busca e salvamento estão em andamento com múltiplos recursos terrestres e aéreos da Marinha e Guarda Costeira", continuou. De acordo com a ABC News, citando um representante da Guarda Costeira dos EUA, um membro da tripulação do helicóptero MH-60S foi resgatado, enquanto outros cinco continuam desaparecidos. O helicóptero estava a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln e caiu no mar logo depois de decolar da embarcação. Até o momento, não há informações sobre as possíveis causas da queda da aeronave.

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    Tags:
    Brasil, Carlos Bolsonaro, Joe Biden, Afeganistão, queda, helicóptero, Ucrânia, Vladimir Zelensky
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