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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quinta-feira (26), marcada pela primeira visita do novo premiê de Israel aos Estados Unidos, pela queda do helicóptero Mi-17 no México e pela contaminação de doses da vacina Moderna revelada no Japão.

    Queiroga: faltará vacina se estados não seguirem plano federal para dose de reforço

    Após ter anunciado que o Brasil começará a aplicar doses de reforço da vacina anti-COVID-19 a partir do dia 15 de setembro, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou que os estados que não respeitarem a "soberania" do Programa de Imunização Nacional correm risco de ficar sem imunizante. "Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde lamentavelmente não terá condições de entregar doses de vacinas", disse em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (25), citado pelo Estadão. Ele criticou o que chamou de "demagogia vacinal", mas não especificou um estado. A decisão da pasta é ofertar a terceira dose para idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos. Logo depois, o governador do São Paulo, João Doria, anunciou que a oferta para uma dose de reforço ficará disponível no estado para pessoas acima de 60 anos a partir de 6 de setembro. Por sua vez, o estado da Bahia confirmou que seguirá integralmente a deliberação da Saúde e também vai reduzir o intervalo ente as doses das vacinas da Pfizer e AstraZeneca. Entretanto, o Brasil confirmou mais 901 mortes e 30.047 casos de COVID-19, totalizando 576.730 óbitos e 20.645.055 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante coletiva de imprensa, Brasília, 18 de agosto de 2021
    © REUTERS / ADRIANO MACHADO
    Ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante coletiva de imprensa, Brasília, 18 de agosto de 2021

    STF retoma julgamento da autonomia do BC: 'Instituições devem servir ao Estado', diz Barroso

    Hoje, na quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento sobre a autonomia do Banco Central. O projeto que confere autonomia ao BC foi sancionado no início deste ano e estabeleceu que os mandatos do presidente e dos diretores do banco não devem coincidir com o do chefe do Executivo. Ontem (25), a Corte se reuniu para votar um pedido do PSOL e do PT que alegava a inconstitucionalidade do projeto já sancionado. O ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a autonomia da entidade durante a reunião: "O fato que nós vivenciamos foi que o descontrole fiscal fez mal ao Brasil, trouxe desemprego e aumentou a pobreza expressiva entre nós", declarou, adicionando que isso não depende da ideologia. "Sou do entendimento de que responsabilidade fiscal não tem ideologia. Não é nem de esquerda e nem de direita, não é nem monetarista nem estruturalista. É apenas um pressuposto das economias saudáveis", ressaltou. "Não são instituições submetidas a vontades políticas do governante, mas a compromissos com a Constituição e com o Estado brasileiro", pontuou o ministro, cita o Correio Braziliense.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, discursa no plenário da Corte.
    © AP Photo / Eraldo Peres
    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, discursa no plenário da Corte.

    Evacuação do Afeganistão: aliados dos EUA avisam sobre ameaça terrorista no aeroporto de Cabul

    Nesta quarta-feira (25), várias nações ocidentais instaram seus cidadãos a deixarem imediatamente os arredores do aeroporto da capital afegã por causa de uma ameaça terrorista, enquanto milhares de pessoas tentam sair do Afeganistão. Cerca de 90.000 afegãos e estrangeiros fugiram do país por via aérea, em uma evacuação liderada pelos EUA desde que o movimento Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) assumiu o controle do Afeganistão em 15 de agosto. A "ameaça terrorista" indicada por Biden e seus assessores esta semana seria proveniente da célula regional do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). O governo americano e seus aliados deram o alarme após uma série de alertas coordenados e específicos para que seus cidadãos evitem o aeroporto. "Aqueles que estão agora no Abbey Gate, East Gate, ou North Gate [do aeroporto] devem sair imediatamente", anunciou o Departamento de Estado dos EUA, se referindo a "ameaças de segurança" não especificadas. A chancelaria australiana também declarou que houve uma "contínua e muito alta ameaça de ataque terrorista". "Não viajem para o Aeroporto Internacional de Cabul Hamid Karzai. Se você estiver na área do aeroporto, vá para um local seguro e aguarde mais conselhos", segundo o comunicado. Londres emitiu um aviso similar, adicionando "se você pode deixar o Afeganistão em segurança por outros meios, você deve fazê-lo de imediato".

    Família no centro para refugiados evacuados do Afeganistão, Virgínia, EUA, 25 de agosto de 2021
    © REUTERS / JONATHAN ERNST
    Família no centro para refugiados evacuados do Afeganistão, Virgínia, EUA, 25 de agosto de 2021

    Premiê israelense visita Casa Branca pela 1ª vez

    O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, realizou ontem (25) sua primeira viagem diplomática a Washington, onde vai se encontrar com o presidente dos EUA Joe Biden. Os dois políticos devem analisar o progresso acelerado do Irã em seu programa nucelar, entre outras questões regionais. Na véspera de sua visita aos Estados Unidos, Bennett disse aos jornalistas que Biden é "um velho e verdadeiro amigo do Estado de Israel". O premiê israelense, de 49 anos de idade, assumiu o cargo em junho como chefe de um governo de coalizão dividido ideologicamente. "Há uma nova administração nos Estados Unidos e também um novo governo em Israel, e eu estou trazendo comigo de Jerusalém o novo espírito de cooperação", disse Bennett. Um alto funcionário da administração Biden avançou nesta semana que a Casa Branca espera que os líderes discutam o processo de paz no Oriente Médio. No entanto, Bennett disse recentemente ao The New York Times que ele não está interessado em conversações de paz com os palestinos e se opõe aos esforços dos EUA para revisar o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), conhecido também como acordo nuclear iraniano. Bennett também previu que ele e sua equipe discutirão oportunidades para fortalecer a superioridade militar de Israel no Oriente Médio. Além do mais, ele procurará igualmente reforçar a cooperação com Washington em matéria de comércio, de alta tecnologia e nos esforços de combate ao coronavírus e às mudanças climáticas. Falando ontem (25) com o secretário de Estado americano Antony Blinken, Bennett disse que espera "cooperação e boa vontade" com os americanos.

    Premiê israelense Naftali Bennett durante encontro com o secretário de Estado americano Antony Blinken, Washington, EUA, 25 de agosto de 2021
    © REUTERS / Olivier Douliery
    Premiê israelense Naftali Bennett durante encontro com o secretário de Estado americano Antony Blinken, Washington, EUA, 25 de agosto de 2021

    Helicóptero Mi-17 da Marinha mexicana cai no estado de Hidalgo

    Um helicóptero militar Mi-17, de fabricação russa, da Marinha do México caiu nesta quarta-feira (25) durante um voo de reconhecimento e transporte de pessoal de apoio em áreas afetadas pelo recente furacão Grace. A bordo estava o secretário do governo do estado de Veracruz, Éric Cisneros, que ficou entre as quatro pessoas feridas. O acidente ocorreu no estado de Hidalgo. "Agradeço as expressões de solidariedade após o acidente do helicóptero da Marinha, o qual realizava um voo de reconhecimento em áreas afetadas pelo furacão Grace. Felizmente não houve perdas humanas. Continuamos ajudando, mesmo com ferimentos leves", escreveu o secretário do Interior de Hidalgo na sua conta no Twitter na tarde da quarta-feira (25). Na tentativa de aterrissagem, partes da hélice da aeronave foram esmagadas pelo impacto no solo, atirando peças em todas as direções. É a terceira queda de um Mi-17 no México após o acidente em outubro de 2018 que deixou um morto entre a tripulação e o acidente em maio de 2019, que matou sete pessoas.

    Helicóptero Mi-17 russo durante exercícios militares na região de Nizhny Novgorod, Rússia
    © Sputnik / Aleksei Kudenko
    Helicóptero Mi-17 russo durante exercícios militares na região de Nizhny Novgorod, Rússia

    Japão suspende uso de 1,63 milhão de doses da vacina Moderna por alegada contaminação

    As autoridades do Japão suspenderam a aplicação de doses da vacina Moderna contra o coronavírus por causa da contaminação em algumas doses, informou hoje (26) a agência Kyodo citando o Ministério da Saúde. A farmacêutica Takeda, responsável pelas vendas e distribuição do imunizante da Moderna no Japão, disse ter "recebido relatos de diversos centros de vacinação que foram encontradas substâncias estranhas em frascos fechados". "Após consulta ao Ministério da Saúde, decidimos suspender o uso da vacina" de três lotes a partir da quinta-feira (26), adicionou a empresa. Ela disse ter informado a Moderna e "solicitou uma investigação urgente". A farmacêutica Moderna não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Takeda não especificou a origem da contaminação, mas disse que até agora não recebeu relatos sobre preocupações de saúde decorrentes das doses afetadas. A contaminação só se verificou em um dos três lotes, mas os funcionários suspenderam o uso dos frascos dos outros dois por precaução, disse o porta-voz do governo Katsunobu Kato.

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    Tags:
    Brasil, israel, Naftali Bennett, Marcelo Queiroga, México, Mi-17, vacinação
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