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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta terça-feira (27), marcada pelo anúncio de Biden do final da missão militar americana no Iraque, pelo ataque à embaixada cubana em Paris e pela restauração da linha de comunicação entre a Coreia do Norte e a do Sul.

    Anvisa cancela estudos clínicos da vacina indiana Covaxin

    Nesta segunda-feira (26), a Anvisa cancelou a realização de testes clínicos no Brasil da vacina Covaxin anti-COVID-19, desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech. A decisão foi tomada após a empresa indiana ter rompido o acordo com a Precisa Medicamentos – representante da Bharat Biotech. A fabricante indiana não divulgou o motivo do rompimento do contrato, mas isso ocorreu no momento em que a Precisa ficou alvo da apuração na CPI da Covid. A Precisa afirmou lamentar o cancelamento do acordo, atribuindo o passo ao "caos político que se tornou o debate sobre a pandemia", citado pelo jornal Folha de São Paulo. Além disso, no mesmo dia (26), a Secretaria de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde informou estar avaliando a redução do intervalo entre as doses do imunizante Pfizer – dos atuais 90 dias para três semanas, conforme a bula. O próprio ministro da Saúde Marcelo Queiroga confirmou logo depois que a redução será possível: "Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está no bulário", declarou. Entretanto, o Brasil confirmou mais 587 mortes e 21.088 casos de COVID-19, totalizando 550.586 óbitos e 19.706.704 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Ampolas da Covaxin com logotipo da Precisa Medicamentos
    © Folhapress / Kevin David/A7 Press
    Ampolas da Covaxin com logotipo da Precisa Medicamentos

    Bolsonaro tem encontro com deputada de extrema direita alemã

    Beatrix von Storch, deputada alemã e vice-presidente do partido de extrema direita Alternativa para Alemanha (AfD, na sigla em alemão), publicou nesta segunda-feira (26) fotos com o presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto na última quarta-feira (21), fora da agenda oficial do presidente, do qual também participou a neta de um ex-ministro das Finanças da Alemanha durante o regime nazista de Adolf Hitler, de acordo com o G1. Na publicação, a deputada agradeceu a recepção por Bolsonaro e elogiou sua compreensão dos problemas europeus e os desafios políticos atuais. O Planalto não informou a pauta da reunião. Alguns políticos comentaram o desgaste que foi causado pela aproximação do país às forças de extrema direita mundial. O deputado federal Paulo Ramos, titular da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que "o presidente [Jair Bolsonaro] se identifica com essas ideias e reafirma sua natureza fascista. O dano à imagem do Brasil está causado e só se agrava com episódios como esse", cita suas palavras o portal UOL.

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    Публикация от Beatrix von Storch (@beatrix.von.storch)

    Biden anuncia final da missão militar dos EUA no Iraque

    O presidente norte-americano Joe Biden declarou, na segunda-feira (26), que o papel dos militares dos EUA no Iraque terminará no final do ano, já que as forças americanas estão mudando seu foco para o treinamento e assistência às forças de segurança iraquianas, a fim de conter o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). "Nosso papel no Iraque será [...] estar disponível para continuar treinando, assistindo, ajudando e lidando com o Daesh à medida que ele chegar, mas, já no final do ano, não vamos estar em uma missão de combate", disse Biden durante a reunião com o primeiro-ministro do Iraque, Mustafa Al-Kadhimi, na Casa Branca. O presidente americano acentuou que os Estados Unidos e o Iraque estão comprometidos com a cooperação de segurança, particularmente no que se refere à luta compartilhada contra o Daesh, o que é fundamental para a estabilidade do Oriente Médio. Após esse encontro EUA-Iraque, os governos de ambos os países divulgaram um comunicado conjunto, confirmando que não haverá forças dos EUA em missões de combate no Iraque após 31 de dezembro. "As delegações decidiram, seguindo as recentes negociações técnicas, que a relação de segurança vai transitar totalmente para um papel de treinamento, aconselhamento, assistência e compartilhamento de informações, e que não haverá forças dos EUA com um papel de combate no Iraque após 31 de dezembro de 2021", diz o texto.

    Presidente americano Joe Biden cumprimenta premiê iraquiano Mustafa Al-Kadhimi durante encontro bilateral na Casa Branca, Washington, EUA, 26 de julho de 2021
    © REUTERS / Evelyn Hockstein
    Presidente americano Joe Biden cumprimenta premiê iraquiano Mustafa Al-Kadhimi durante encontro bilateral na Casa Branca, Washington, EUA, 26 de julho de 2021

    Coreia do Norte e Coreia do Sul restauram linha de comunicação

    As linhas de comunicação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, rompidas em 2020, foram restauradas após os líderes dos dois países terem trocado cartas nesse sentido, informou nesta terça-feira (27) a administração presidencial da Coreia do Sul. Segundo a entidade, a comunicação foi restaurada pela primeira vez após o rompimento de todas as linhas em 9 de junho de 2020. Os órgãos responsáveis realizaram a primeira ligação ontem (26) às 22h00, horário de Brasília. "Esperamos que a restauração da linha de comunicação intercoreana tenha efeito positivo no desenvolvimento e restauração de relações intercoreanas", conforme a administração presidencial. Em julho de 2020, os laços entre os Estados se agravaram por causa do envio de panfletos e materiais de propaganda por ativistas anti-Pyongyang da Coreia do Sul à Coreia do Norte. Naquela época, a Agência Central de Notícias da Coreia informou sobre o completo rompimento da comunicação com o Sul, incluindo os canais militares e a linha especial entre a cúpula dos dois países. Logo depois, em 16 de junho de 2020, a Coreia do Norte explodiu o próprio Escritório de Comunicação no complexo de Kaesong.

    Líder norte-coreano Kim Jong-un e presidente sul-coreano Moon Jae-in no posto fronteiriço de Panmunjom na Zona Desmilitarizada, Coreia do Sul, 27 de abril de 2018
    © AP Photo / Korea Summit Press Pool
    Líder norte-coreano Kim Jong-un e presidente sul-coreano Moon Jae-in no posto fronteiriço de Panmunjom na Zona Desmilitarizada, Coreia do Sul, 27 de abril de 2018

    Cuba qualifica de 'ataque terrorista' atentado contra sua embaixada em Paris

    Nesta segunda-feira (26), a embaixada de Cuba na França foi atacada com coquetéis Molotov, que provocaram um incêndio nas instalações da sede diplomática cubana em Paris. Na noite de segunda-feira (26), três coquetéis Molotov foram lançados contra a embaixada: dois desses atingiram o perímetro exterior do edifício e um não entrou. O incêndio foi extinto pelos funcionários da missão diplomática. A polícia e os bombeiros acorreram ao local. Não foram relatados feridos. Cuba denunciou o incidente como "ataque terrorista" encorajado pelos EUA. O ministro das Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez Parrilla, tweetou: "Responsabilizo o governo dos Estados Unidos por suas campanhas contínuas contra nosso país, que encorajam estes comportamentos, e por seus apelos à violência, com impunidade, a partir de seu território". Manifestantes marchando a favor e contra o governo cubano saíram às ruas em cidades em todo o mundo no último final de semana e na segunda-feira (26), coincidindo com as comemorações de 26 de julho (Dia da Rebeldia Nacional Cubana) e apenas duas semanas após os protestos antigovernamentais na ilha. Ontem (26), diversos países, incluindo o Brasil, emitiram um comunicado conjunto criticando as detenções de manifestantes pelo governo cubano.

    Especialistas inspecionam prédio da embaixada cubana em Paris após o ataque, França, 27 de julho de 2021
    © REUTERS / Benoit Tessier
    Especialistas inspecionam prédio da embaixada cubana em Paris após o ataque, França, 27 de julho de 2021

    Porto Alegre recebe 183 haitianos autorizados a viajar para o Brasil sem vistos

    Nesta segunda-feira (26), um grupo de imigrantes do Haiti com parentes no Rio Grande do Sul desembarcou em Porto Alegre. O avião tinha chegado ao Haiti no sábado (24). A permissão para entrada dos haitianos sem visto foi concedida pela Justiça Federal. Segundo a Associação de Integração Social, que promoveu a ação, os haitianos enfrentaram dificuldades para conseguir autorização da entrada no Brasil e para obter o visto na embaixada em Porto Príncipe, capital do Haiti. Conforme a ação julgada pela 6ª Vara Federal de Porto Alegre, "a Embaixada do Brasil no Haiti é investigada por cobrança de propina em vistos e não tem disponibilizado um sistema informatizado eficiente para a proposição de requerimentos", cita o G1. Os haitianos vão morar com os familiares em diversos estados do Brasil. De acordo com os dados do Ministério da Justiça, o país abriga 60 mil refugiados, apesar da pandemia que mudou o fluxo de imigrantes, mas não o impediu completamente.

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    Tags:
    Brasil, Bolsonaro, Jair Bolsonaro, extrema direita, vacina, Cuba, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Iraque, Porto Alegre
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