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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (21), marcada pela detenção de aliado de Trump por acusações de lobying, pela violenta inundação na China e pela nomeação do premiê interino do Haiti.

    Ministro da Educação defende retorno às aulas presenciais em todo o país

    Nesta terça-feira (20), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez pronunciamento em que expressou ser favorável à volta das aulas presenciais em todo o país: "O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações", disse ele, citado pelo portal G1. Embora os estados e municípios tenham autonomia a respeito desse assunto e o governo federal não possa tomar decisão, ele disse que a medida é "uma necessidade urgente". Além disso, os voos domésticos recuperaram quase 68% das viagens do pré-pandemia, informou na terça-feira (20) o jornal Folha de São Paulo. A alta foi mais intensa do que o aumento gradual nos voos domésticos desde abril, com a meta girando em torno de 36%. A Abear, associação do setor, atribui o salto no resultado ao avanço da imunização da população brasileira. O presidente da associação, Eduardo Sanovicz, acredita também que a média de voos continuará crescendo nos próximos meses, mas "vai se acelerar em direção aos 100% quando voltarem as feiras, congressos e convenções", de acordo com suas palavras. Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.425 mortes e 30.574 casos de COVID-19, totalizando 544.302 óbitos e 19.419.741 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Movimentação no Aeroporto Internacional de São Paulo GRU, 20 de julho de 2021
    © Folhapress / Saulo Dias/Photo Press
    Movimentação no Aeroporto Internacional de São Paulo GRU, 20 de julho de 2021

    Bolsonaro anuncia recondução de Augusto Aras para novo mandato de procurador-geral

    Nesta terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro confirmou no Facebook que indicou Augusto Aras, o atual chefe do Ministério Público Federal, para um novo mandato. O atual expira em setembro. "Encaminhei ao Senado Federal mensagem na qual proponho a recondução ao cargo de Procurador-Geral da República o Sr. Antônio Augusto Aras", escreveu. Com isso, Bolsonaro voltou a ignorar a lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), já que o nome de Augusto Aras não está nela. Sendo a prerrogativa do presidente, a decisão deve ser aprovada pelo Senado. Para recondução ao cargo, Aras precisa receber pelo menos 41 votos favoráveis. O próprio Aras reagiu à postagem do presidente: "Honrado com a recondução para o cargo de procurador-geral da República, reafirmo meu compromisso de bem e fielmente cumprir a Constituição e as leis do País". Aras assumiu o cargo do procurador-geral da República em setembro de 2019 após indicação do presidente.

    O PGR Augusto Aras no Palácio do Planalto, em 18 de março de 2020
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    O PGR Augusto Aras no Palácio do Planalto, em 18 de março de 2020

    Aliado de Trump detido por acusações de lobbying para os EAU

    Nesta terça-feira (20), Thomas Barrack, bilionário e amigo do ex-presidente americano Donald Trump, foi detido. Ele presidiu o fundo inaugural de Trump e foi detido por pressionar ilegalmente a administração Trump no interesse dos Emirados Árabes Unidos. Uma acusação apresentada por promotores federais em Brooklyn, Nova York, alegou que Barrack, um ex-empregado e um empresário dos EAU não se registraram como lobbystas e utilizaram sua influência para atingir objetivos dos Emirados na política externa nos Estados Unidos. Barrack, que foi detido em Los Angeles, é também acusado de ter mentido repetidamente durante uma entrevista do FBI sobre seus negócios com os Emirados. O representante do bilionário refutou as acusações. "O sr. Barrack disponibilizou-se voluntariamente para os investigadores desde o início. Ele não é culpado e vai de declarar inocente". Barrack foi um proeminente apoiador da bem-sucedida campanha presidencial de Trump em 2016 e dirigiu seu comitê inaugural. Os promotores federais estão procurando manter Barrack detido, dizendo ao tribunal que sua vasta riqueza, o acesso a jatos privados e história de viagens internacionais aponta que ele pode fugir.

    Tom Barrack, aliado do ex-presidente Donald Trump, discursa na convenção do Partido Republicano, em 21 de julho de 2016
    © AFP 2021 / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / CHIP SOMODEVILLA
    Tom Barrack, aliado do ex-presidente Donald Trump, discursa na convenção do Partido Republicano, em 21 de julho de 2016

    Haiti: nomeação de novo premiê e detenção de mais 3 suspeitos de assassinato do presidente

    Nesta terça-feira (20), o governo do Haiti designou novo primeiro-ministro, enquanto o país continua de luto pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse. O premiê nomeado, Ariel Henry, foi empossado para substituir o primeiro-ministro interino Claude Joseph, que assumiu a liderança do Haiti com o apoio da polícia e dos militares após o ataque à residência presidencial de Moïse em 7 de julho. "É hora de unidade e estabilidade", disse o novo premiê haitiano, um neurocirurgião de 71 anos, durante a nomeação. Ele tinha sido escolhido por Moïse para ser o novo primeiro-ministro poucos dias antes de o presidente ser assassinado, mas não chegou a ser formalmente empossado no cargo. Os Estados Unidos felicitaram o país pela formação do governo provisório. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse em comunicado: "Os Estados Unidos saúdam os esforços da liderança política do Haiti para se unir na escolha do premiê interino e de um gabinete de unidade e traçar o caminho a seguir na esteira do assassinato hediondo de Jovenel Moïse". O presidente foi morto a tiros em sua residência na madrugada desse dia, enquanto sua esposa Martina ficou ferida e transportada para um hospital dos EUA. A polícia disse ter identificado 28 suspeitos do assassinato. De acordo com a polícia nacional, foram detidas 26 pessoas, entre as quais alguns policiais. A lista dos detidos inclui 18 colombianos e cinco haitianos.

    Novo primeiro-ministro haitiano Ariel Henry com seu gabinete em cerimônia de nomeação em Porto Príncipe, Haiti, 20 de julho de 2021
    © REUTERS / Ricardo Arduengo
    Novo primeiro-ministro haitiano Ariel Henry com seu gabinete em cerimônia de nomeação em Porto Príncipe, Haiti, 20 de julho de 2021

    Centro da China enfrenta grande inundação, há vítimas mortais

    Chuvas torrenciais estão atingindo a cidade chinesa de Zhengzhou desde terça-feira (20) e resultaram em uma inundação massiva, interrupções de energia e cortes de estradas. De acordo com relatos, a inundação deixou 12 mortes e destruiu uma barragem perto da cidade. "Desde as 07h00 [as 20h00 da terça-feira (20), horário de Brasília] de 21 de julho, o desastre natural afetou 36.000 pessoas, cerca de 200.000 pessoas foram evacuadas com urgência", disseram as autoridades, citadas pela revista Beijing Daily. O presidente da China, Xi Jinping, mandou na quarta-feira (21) que seja reforçada a coordenação de departamentos governamentais e sejam tomadas todas as medidas necessárias para prestar assistência aos afetados pela inundação massiva, que atingiu a província central de Henan. O presidente também apelou aos líderes do partido e do governo em todos os níveis para "colocar a vida e a propriedade das pessoas acima de tudo e assumir a liderança em seu trabalho", adicionando que o Exército e policiais armados devem ativamente ajudar as autoridades locais em operações de resgate. Mais de 20 mil pessoas são envolvidas nos trabalhos de resgate e eliminação das consequências da inundação, segundo o comunicado.

    Residentes percorrem área inundada em uma estrada em meio às fortes chuvas em Zhengzhou, China, 20 de julho de 2021
    © REUTERS / CHINA DAILY
    Residentes percorrem área inundada em uma estrada em meio às fortes chuvas em Zhengzhou, China, 20 de julho de 2021

    EUA condenam planos da Turquia de reabrir bairro Varosha no Norte do Chipre

    O Departamento de Estado dos EUA denunciou, em comunicado desta terça-feira (20), os planos turcos de converter o bairro Varosha da cidade de Farmagusta no Chipre, que é uma zona militar atual, para uso civil. Durante a visita do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, à ilha, o líder dos cipriotas turcos Ersin Tatar anunciou em 20 de julho que planeja reabrir parcialmente a cidade cercada para novo reassentamento, acrescentando que imóveis na área podem ser devolvidos aos proprietários. A decisão provocou fortes críticas dos cipriotas gregos, que acusam Ancara de se apropriar de terras. O bairro turístico foi fechado ao público e ficou deserto desde a guerra de 1974, que dividiu a ilha em duas partes, se tornando uma zona militar em que ninguém pode entrar. "Os Estados Unidos condenam o anúncio do líder cipriota turco Ersin Tatar e do presidente turco Recep Tayyip Erdogan de hoje [20] sobre a transferência de partes de Varosha para o controlo cipriota turco. Este movimento é obviamente inconsistente com as Resoluções 550 e 789 do Conselho de Segurança da ONU, que exigem expressamente que Varosha seja administrada pelas Nações Unidas", diz o texto. Washington qualifica as ações da Turquia e dos cipriotas turcos como "provocativas e inaceitáveis".

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    Tags:
    Brasil, Haiti, assassinato, Jovenel Moïse, Jair Bolsonaro, Donald Trump, China, inundação
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