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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta sexta-feira (16), marcada pela condição estável do presidente Bolsonaro internado, pela assinatura da Declaração EUA-Alemanha e pela videoconferência extraordinária da APEC com participação de Biden, Putin e Xi Jinping.

    Bolsonaro autoriza indústrias veterinárias a fabricarem vacinas anti-COVID-19

    Nesta quinta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro aprovou uma lei autorizando os estabelecimentos que fabricam vacinas de uso veterinário a produzirem imunizantes contra o coronavírus. Estes também vão ajudar na produção de insumos farmacêuticos ativos (IFA), informa o portal UOL. "Com a alta capacidade produtiva e conhecimento tecnológico, a indústria de saúde animal pode ser adaptada para produzir em larga escala o IFA da vacina contra a COVID-19 de vírus inativado", diz o trecho do relatório do Senado. Conforme o documento, estas estruturas especializadas em vacinas veterinárias devem cumprir todas as normas sanitárias e as exigências de biossegurança antes de obterem o direito de produzir vacinas para seres humanos. Além disso, a lei determina que a Anvisa deverá priorizar a análise dos pedidos dos estabelecimentos de saúde animal para participarem da produção de vacinas contra a COVID-19. Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.552 mortes e 52.720 casos de COVID-19, totalizando 539.050 óbitos e 19.261.741 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Menino segura gato aguardando para teste à COVID-19 durante vacinação em massa em Jakarta, Indonésia, 2 de julho de 2021
    © REUTERS / Ajeng Dinar Ulfiana
    Menino segura gato aguardando para teste à COVID-19 durante vacinação em massa em Jakarta, Indonésia, 2 de julho de 2021

    Internação do presidente: médicos ainda não descartam cirurgia

    Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter descartado uma nova operação cirúrgica, os médicos do hospital Vila Nova Star em São Paulo, onde ele foi internado na quarta-feira (14), disseram à Folha de São Paulo que os próximos dois dias ainda inspiram cuidados. Em entrevista ao vivo na noite de ontem (15), Bolsonaro relembrou que teve quatro cirurgias devido à facada durante sua campanha presidencial, o que eleva os riscos em seu caso da obstrução intestinal, mas "graças a Deus, de ontem [14] para hoje [15], evoluiu bastante esse quadro. Então, a chance de cirurgia está bastante afastada", disse. De acordo com o boletim médico do hospital, o presidente mantém "evolução clínica satisfatória" e agora sua terapia consiste em jejum oral, soro de hidratação e reposição de glicose e eletrólitos. A sonda nasogástrica utilizada para remover o líquido no estômago do internado já foi retirada, o que aponta à melhora do estado de Bolsonaro. O presidente deu entrada no hospital na sequência de fortes dores abdominais na madrugada da quarta-feira (14).

    Encontro Biden-Merkel resulta em assinatura da Declaração de Washington

    Nesta quinta-feira (15), na sequência de negociações entre o presidente americano Joe Biden e a chanceler alemã Angela Merkel, os Estados Unidos e a Alemanha firmaram a chamada Declaração de Washington. O texto foi divulgado pelo site oficial da Casa Branca. "A base de nossas relações é a adesão comum aos princípios, valores e instituições da democracia", diz a declaração, adicionando que os dois países se comprometem a defender um "mundo aberto". "Na determinação de sua ordem política, as nações em todo o mundo devem ser livres de interferência estrangeira, coerção ou dominação por países externos", afirmam. Além disso, os lados anunciaram o lançamento da Parceria do Clima e Energia entre os EUA e a Alemanha, destinada a reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. Conforme as palavras da chanceler alemã durante a coletiva de imprensa após o encontro, os lados discutiram também "a Rússia e Ucrânia e, nesse contexto, o Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2). Chegamos a diferentes avaliações sobre o que este projeto implica". Biden, por sua vez, adicionou que "bons amigos podem discordar" em tais assuntos. Já que a reunião ocorreu em meio a desastrosas inundações na Alemanha, que já causaram 80 mortes e cerca de 1.300 desaparecidos, Biden começou a coletiva apresentando suas condolências ao povo alemão.

    Presidente americano Joe Biden e chanceler alemã Angela Merkel durante coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, Washington, EUA, 15 de julho de 2021
    © REUTERS / Tom Brenner
    Presidente americano Joe Biden e chanceler alemã Angela Merkel durante coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, Washington, EUA, 15 de julho de 2021

    Líderes mundiais participam de videoconferência da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico

    Nesta sexta-feira (16), o presidente dos EUA Joe Biden, o presidente russo Vladimir Putin, o líder chinês Xi Jinping e outros líderes mundiais vão se reunir via videoconferência do grupo Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês). O principal objetivo do encontro é discutir ações coletivas para lidar com a pandemia da COVID-19 e seu impacto econômico. A Nova Zelândia disse que presidirá esta semana a reunião extraordinária antes da reunião formal em novembro. O encontro estará focado nas preocupações em torno da pandemia que assola a região, enquanto países como a Indonésia, Tailândia e Austrália enfrentam novos surtos de infecções. A reunião incluirá uma sessão de perguntas e respostas "interativa" onde os líderes podem fazer perguntas ou fazer comentários, formato incomum nas reuniões da APEC, onde habitualmente os eventos decorrem em um formato padronizado. A premiê neozelandesa Jacinda Ardern ressaltou a importância do grupo econômico de 21 países para a contenção conjunta da pandemia. No entanto, as tensões entre alguns dos membros da APEC – particularmente entre os países ocidentais e a China sobre origem do coronavírus e a questão do mar do Sul da China – podem perturbar a agenda. Um alto funcionário da administração Biden disse que o presidente vai usar o fórum para demonstrar seu compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto.

    Presidente russo Vladimir Putin assiste à videoconferência da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico em sua residência em Novo-Ogaryovo, arredores de Moscou, Rússia, 20 de novembro de 2020
    © AP Photo / Aleksei Nikolsky
    Presidente russo Vladimir Putin assiste à videoconferência da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico em sua residência em Novo-Ogaryovo, arredores de Moscou, Rússia, 20 de novembro de 2020

    Haiti coopera com Colômbia na investigação do assassinato de Moïse

    O embaixador do Haiti na Colômbia, Jean Mary Exil, ressaltou nesta quinta-feira (15) que está trabalhando com as autoridades colombianas para permitir a visita de uma delegação colombiana à prisão onde os mercenários permanecem detidos por participação do assassinato do presidente haitiano. O embaixador respondia a uma pergunta da agência Sputnik na coletiva de imprensa virtual a partir de Bogotá. Além disso, ele assegurou que os 18 mercenários detidos estão em boas condições físicas e mentais, embora não saiba o lugar onde eles se encontram. "Há que saber a verdade sobre o que ocorreu e, para a obter, é preciso ter os mercenários em boas condições físicas e psicológicas a fim de poder avançar na investigação", adicionou. Além disso, ele acentuou que "a magnitude do que aconteceu não pode ser atribuída a uma só pessoa, por isso o Estado haitiano está realizando investigações pertinentes com a ajuda das forças internacionais para obter clareza sobre o assassinato". O presidente Jovenel Moïse foi assassinado em 7 de julho com 12 disparos durante um ataque à residência em Porto Príncipe, em que sua esposa ficou gravemente ferida. O ataque foi perpetrado por um comando formado por militares colombianos reformados, dos quais três morreram e 18 foram detidos em uma operação policial, enquanto continua a busca de pelo menos mais três.

    Diretor da Polícia Nacional da Colômbia, general Jorge Luis Vargas, após coletiva de imprensa sobre participação de vários colombianos do assassinato do presidente haitiano, Bogotá, Colômbia, 15 de julho de 2021
    © REUTERS / Luisa Gonzalez
    Diretor da Polícia Nacional da Colômbia, general Jorge Luis Vargas, após coletiva de imprensa sobre participação de vários colombianos do assassinato do presidente haitiano, Bogotá, Colômbia, 15 de julho de 2021

    Lavrov elogia 'histórico' tratado China-Rússia

    Nesta sexta-feira (16), no vigésimo aniversário da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável entre a Rússia e a China, o chanceler russo Sergei Lavrov disse que os dois países cooperam militarmente, mas que essa cooperação não visa terceiros países. "Com base nos princípios do Artigo 7 do Tratado, estamos desenvolvendo com sucesso a cooperação militar, que é exclusivamente de natureza defensiva e não visa quaisquer países terceiros", disse Lavrov em um artigo publicado pelos jornais Rossiyskaya Gazeta e Renmin Ribao. O ministro acentuou também que os países realizam regularmente exercícios de comando e de tropas, de combate ao terrorismo e navais. "A cooperação é enriquecida através de novos formatos, incluindo a patrulha aérea com aviões de longo alcance na região Ásia-Pacífico", disse. O tratado referido foi assinado em 16 de julho de 2001 e foi prorrogado por mais cinco anos em 28 de julho deste ano.

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    Tags:
    Haiti, Vladimir Putin, Angela Merkel, Joe Biden, EUA, vacina, COVID-19, saúde, internado, internação, Jair Bolsonaro, Brasil
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