12:43 05 Agosto 2021
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta sexta-feira (9), marcada pelo novo recorde de reprovação do governo Bolsonaro, pelo anúncio de Biden de nova data de retirada completa de tropas do Afeganistão e por novos detalhes do assassinato do presidente do Haiti.

    Braço direito de Pazuello teria transferido dinheiro das vacinas para manutenção de aviões

    Com o aval do coronel Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello, as Forças Armadas gastaram mais de R$ 110 milhões destinadas à vacinação no país contra o coronavírus para comprar combustível e peças de aviões, informa o jornal Folha de São Paulo nesta quinta-feira (8), que obteve acesso aos dados do Tesouro Nacional. Em 19 de janeiro, Franco assinou um Termo de Execução Descentralizada, o qual viabilizou a transferência de recursos de enfrentamento à pandemia COVID-19 do Ministério da Saúde para a Defesa. De acordo com o documento, a maior parte do dinheiro foi usada "na manutenção de viaturas, aeronaves e equipamentos, horas de voo, combustível e alimentação das tropas, entre outras, para as atividades de apoio à vacinação e à distribuição de vacinas". No momento, o coronel é assessor especial da Casa Civil da Presidência. No depoimento de quarta-feira (7), o ex-diretor de logística da Saúde, Roberto Dias, afirmou que Franco coordenava a negociação da vacina Covaxin com o governo.

    • Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.733 mortes e 53.824 casos de COVID-19, totalizando 530.344 óbitos e 18.962.786 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.
     Ex-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco durante depoimento à CPI da Covid, Brasília, 9 de junho de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Ex-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco durante depoimento à CPI da Covid, Brasília, 9 de junho de 2021

    Datafolha: reprovação do governo Bolsonaro bate recorde, atingindo 51%

    De acordo com novo levantamento do instituto Datafolha divulgado nesta quarta-feira (8) pelo jornal Folha de São Paulo, a rejeição do governo Jair Bolsonaro atingiu o recorde de 51%. Essa é a pior marca de reprovação popular registrada desde janeiro de 2019, quando Bolsonaro oficialmente assumiu a presidência. De acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros considera seu presidente desonesto, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário, com pouca inteligência e favorecedor dos ricos. No entanto, a avaliação positiva de Bolsonaro seguiu estável desde março, fixando na marca de 24%. O levantamento se baseia nas respostas de 2.074 pessoas ouvidas em 7 e 8 de julho em todo o Brasil. A anterior pesquisa de maio mostrava 45% de reprovação da gestão do presidente. O período entre dois levantamentos foi marcado pelas denúncias de corrupção na Saúde durante a pandemia, contínua atividade da CPI da Covid e novos protestos contra o presidente.

    Boneco do presidente Jair Bolsonaro durante protestos contra sua gestão da pandemia da COVID-19, São Paulo, 3 de julho de 2021
    © AFP 2021 / MIGUEL SCHINCARIOL
    Boneco do presidente Jair Bolsonaro durante protestos contra sua gestão da pandemia da COVID-19, São Paulo, 3 de julho de 2021

    Biden: Missão militar dos EUA no Afeganistão vai terminar até 31 de agosto

    Nesta quinta-feira (8), o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que a missão militar americana no Afeganistão ficará concluída em 31 de agosto, cerca de 20 anos após seu início. Conforme seu discurso na Casa Branca, os militares dos EUA "atingiram" suas metas no solo afegão – eliminaram Osama bin Laden, enfraqueceram a Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) e preveniram mais ataques aos Estados Unidos. "Estamos acabando com a guerra mais longa da América", disse. Perguntado se a conquista do poder pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) no Afeganistão era "inevitável", o presidente disse: "Não, não é." Biden também pediu para continuar apoiando o governo e as forças de segurança do Afeganistão, adicionando que milhares de intérpretes afegãos que trabalham para as forças dos EUA e enfrentam ameaças do Talibã podem encontrar refúgio nos EUA. "Há um lar para vocês nos Estados Unidos, se vocês quiserem". Ao mesmo tempo, o presidente refutou a comparação desta missão com a experiência americana no Vietnã. "O Talibã não é o Exército do Vietnã do Norte" em termos de suas capacidades, apontou Biden.

    Presidente dos EUA Joe Biden fala sobre o fim da missão militar americana no Afeganistão, Casa Branca, Washington, 8 de julho de 2021
    © REUTERS / Evelyn Hockstein
    Presidente dos EUA Joe Biden fala sobre o fim da missão militar americana no Afeganistão, Casa Branca, Washington, 8 de julho de 2021

    Suspeitos de assassinato do presidente do Haiti são militares aposentados da Colômbia, diz ministro

    Continua a investigação sobre as circunstâncias da morte do presidente do Haiti em sua casa, na madrugada de 7 de julho. Na noite desta quinta-feira (8), o ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano Aponte, declarou que os alegados assassinos do presidente haitiano são militares aposentados do país. "Relativamente ao assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse, a Interpol solicitou hoje [8] ao governo colombiano e à polícia nacional que compartilhem as informações sobre os autores do crime. As informações preliminares mostram que são cidadãos colombianos, militares aposentados do Exército nacional", escreveu o ministro na conta oficial do Twitter. Ele adicionou que o governo colombiano deu ordem à polícia e ao Exército do país para ajudarem imediatamente na investigação. Anteriormente, o ministro das Eleições do Haiti, Mathias Pierre, disse à agência Reuters que a unidade de mercenários que matou Moïse era composta por 26 pessoas e também confirmou que a próxima eleição presidencial acontecerá em 26 de setembro, como estava planejado antes.

    Suspeitos do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse no chão após terem sido detidos, na sede da polícia de Port-au-Prince, Haiti, 8 de julho de 2021
    © AP Photo / Jean Marc Hervé Abélard
    Suspeitos do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse no chão após terem sido detidos, na sede da polícia de Port-au-Prince, Haiti, 8 de julho de 2021

    Pfizer e BioNTech intentam pedir aprovação de 3ª dose da vacina para reforçar sua eficácia

    As farmacêuticas Pfizer e BioNTech vão prestar informação à Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) sobre a terceira dose da vacina contra o coronavírus, vista como booster do medicamento. "Nós planejamos apresentar os dados à FDA, à EMA e a outras autoridades reguladoras nas próximas semanas", disseram as empresas em um comunicado conjunto nesta quinta-feira (8). Elas apontaram terem recebido "dados encorajadores" no ensaio de reforço da terceira dose de sua vacina: "Dados iniciais da pesquisa demonstram que a dose reforçadora aplicada seis meses depois da segunda dose tem um perfil de tolerabilidade consistente, obtendo títulos de alta neutralização contra a cepa selvagem e a variante Beta, que são 5-10 vezes maiores do que após as primeiras duas doses". Tal declaração surgiu em meio às preocupações de transmissão rápida de novas cepas do SARS-CoV-2 e discussões sobre a necessidade de revacinação. Recentemente, conforme os dados da Universidade Jonhs Hopkins, o número de vítimas fatais pelo coronavírus em todo o mundo ultrapassou a marca triste de quatro milhões.

    Funcionário de saúde testa criança ao coronavírus em Tel Aviv, Israel, (imagem ilustrativa)
    © REUTERS / Amir Cohen
    Funcionário de saúde testa criança ao coronavírus em Tel Aviv, Israel, (imagem ilustrativa)

    Argentina enviou granadas e gás lacrimogênio a autores do golpe na Bolívia em 2019

    O governo Mauricio Macri (2015-2019) enviou às forças que perpetraram o golpe de Estado na Bolívia diversos tipos de granadas de gás, sprays de gás lacrimogênio e 40 mil cartuchos de balas de borracha, conforme uma carta de agradecimento ao embaixador argentino do momento, enviada pelo então comandante da Força Aérea Boliviana. "Gostaria de informar que foi recebido o seguinte material de guerra de agentes químicos", escreveu o general Jorge Gonzalo Terceros Lara na carta enviada em novembro de 2019 ao embaixador argentino Normando Álvarez, a que a Sputnik obteve acesso. No documento, o comandante agradece "a colaboração prestada a esta instituição armada no quadro do apoio internacional entre os nossos países devido à situação conflituosa que a Bolívia vive". O presidente da Argentina, Alberto Fernández, por sua vez, pediu desculpas ao governo boliviano, na quinta-feira (8), depois de constatar o envio feito pelo governo Mauricio Macri às forças que obrigaram à renúncia do ex-presidente Evo Morales em 10 de novembro de 2019.

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    Tags:
    Joe Biden, Afeganistão, Jair Bolsonaro, Datafolha, levantamento, Haiti, assassinato, presidente, Argentina, Bolívia, vacina, Pfizer, Alberto Fernández, Mauricio Macri
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