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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quarta-feira (7), marcada pelo anúncio de novo membro da STF por Bolsonaro, pela intenção do Irã de produzir urânio enriquecido a 20% e pela negação de ataque cibernético aos EUA pela Rússia.

    Saúde: sócia da Covaxin teria enganado governo em negócio de R$ 20 milhões na gestão Barros

    O Ministério da Saúde afirmou que a sócia da empresa que vendeu a vacina indiana Covaxin anti-COVID-19 havia enganado a pasta em um negócio de R$ 20 milhões realizado em 2017, informou na terça-feira (6) o jornal Folha de São Paulo. O contrato foi assinado na gestão do então ministro Ricardo Barros, agora deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A empresa Global Gestão em Saúde – sócia da representante da Covaxin no Brasil, Precisa Medicamentos, fez o negócio com a pasta mas não chegou a entregar os medicamentos, usando "expedientes procrastinatórios e obscuros", de acordo com declarações da Saúde. O caso da Global entrou no foco da CPI da Covid devido às possíveis irregularidades na compra da Covaxin, e os senadores querem revelar se o mesmo grupo empresarial foi beneficiado tanto em 2017 como agora e se Barros participa das compras. Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.787 mortes e 62.730 casos de COVID-19, totalizando 527.016 óbitos e 18.854.806 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Frascos vazios da vacina Covaxin contra a COVID-19 em Gauhati, Índia, sexta-feira, 18 de junho de 2021
    © AP Photo / Anupam Nath
    Frascos vazios da vacina Covaxin contra a COVID-19 em Gauhati, Índia, sexta-feira, 18 de junho de 2021

    Bolsonaro indica André Mendonça para STF no lugar de Marco Aurélio

    Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto nesta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro indicou o advogado-geral da União, André Mendonça, para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), que vai se aposentar no dia 12 de julho. "Todos sabem que André Mendonça é a minha vontade para o Supremo Tribunal Federal", citam as palavras do presidente dois ministros presentes na reunião. No entanto, a nomeação ainda deve ser aprovada pela maioria do Senado, e o presidente do STF, Luiz Fux, pediu a Bolsonaro para adiar o anúncio oficial até a aposentadoria de Marco Aurélio. Mendonça pode ter sido o preferido de Bolsonaro por ter bom diálogo com seus futuros colegas, o que o fez se tornar uma espécie de interlocutor do governo no tribunal. Ele tem 48 anos e é servidor da Advocacia-Geral da União desde 2000, tendo comandado a instituição até 2019. Depois assumiu o cargo do ministro da Justiça e Segurança Pública, e, em março deste ano, retornou ao cargo de advogado-geral da União.

    Ex-ministro da Justiça do Brasil, André Mendonça
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Ex-ministro da Justiça do Brasil, André Mendonça

    Países expressam preocupação pelo enriquecimento de urânio no Irã

    O Irã começou o processo de produção de urânio enriquecido ao nível de 20%, disse nesta terça-feira (6) o porta-voz da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A intenção do Irã é utilizar urânio enriquecido a 20% na produção de combustível para um reator de pesquisa em Teerã. Tal decisão provocou "grande preocupação" dos países europeus e dos EUA, bem como da Rússia. "Com seus recentes passos, o Irã está ameaçando a resolução bem-sucedida das negociações em Viena, apesar do progresso atingido após seis rodadas de negociações até hoje", dizem os chanceleres do Reino Unido, França e Alemanha em comunicado conjunto. Os Estados Unidos chamaram as intenções iranianas de "lamentável passo atrás". Na quarta-feira (7), o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov também expressou a preocupação russa: "Apelamos aos participantes das negociações em Viena a duplicarem seus esforços a fim de encontrar soluções mutualmente aceitáveis para os problemas restantes".

    • Segundo personalidades oficiais, a decisão do Irã pode complicar e potencialmente dificultar as negociações indiretas Irã-EUA, destinadas para trazer ambas as nações de volta ao acordo nuclear de 2015, abandonado unilateralmente pelo ex-presidente americano Donald Trump. O acordo impôs restrições ao programa nuclear da República Islâmica para tornar mais difícil produzir o material para armas nucleares por Teerã.
    Secretário-geral adjunto do Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS), Enrique Mora, fala com jornalistas fora do hotel onde ocorrem negociações sobre o acordo nuclear iraniano, Viena, 20 de junho de 2021
    © AFP 2021 / JOE KLAMAR
    Secretário-geral adjunto do Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS), Enrique Mora, fala com jornalistas fora do hotel onde ocorrem negociações sobre o acordo nuclear iraniano, Viena, 20 de junho de 2021

    Embaixada da Rússia nega informações sobre ciberataque russo a Comitê Republicano dos EUA

    As informações sobre o suposto ciberataque de hackers russos aos sistemas do Comitê Nacional Republicano dos EUA (RNC, na sigla em inglês) são falsas, reagiu em um comunicado a Embaixada russa nos EUA. "Soubemos da publicação da Bloomberg de 6 de julho sobre um alegado ciberataque aos sistemas informáticos do RNC por 'hackers governamentais russos'. Rejeitamos vigorosamente tais fabricações. Enfatizamos que o próprio partido negou o fato de ataque cibernético. Não há qualquer evidência de que tenha ocorrido um ataque", ressaltou a entidade. A embaixada pediu também aos jornalistas para "se lembrarem da ética profissional e pararem de fazer acusações injustas". Na terça-feira (6), a Bloomberg informou, citando suas fontes, que hackers supostamente ligados à Rússia teriam hackeado na semana passada os computadores do Comitê Nacional Republicano. O próprio Comitê negou as denúncias. Segundo o representante do partido, os hackers não conseguiram obter quaisquer dados.

    Modelo 3D de homem trabalhando no computador, 5 de julho de 2021
    © REUTERS / Dado Ruvic
    Modelo 3D de homem trabalhando no computador, 5 de julho de 2021

    Pentágono cancela projeto de US$ 10 bilhões e convida novos jogadores

    O Departamento de Defesa (DoD, na sigla em inglês) dos EUA anunciou na terça-feira (6) que está cancelando seu projeto de computação em nuvem com a Microsoft, conhecido como Infraestrutura de Defesa de Empresas Comuns (JEDI, na sigla em inglês). De acordo com a entidade, o projeto "não satisfaz mais os requisitos para preencher as lacunas de capacidade do DoD", de acordo com comunicado do Pentágono. Em vez disso, vai buscar um contrato tanto com a Microsoft como com a Amazon e possivelmente com outros provedores de serviços em nuvem. A Microsoft tinha recebido o contrato, mas a Amazon alegou que o presidente Trump havia influenciado a decisão, particularmente devido ao seu antagonismo em relação ao fundador da Amazon, Jeff Bezos. O representante do Pentágono, John Sherman, disse aos jornalistas que o JEDI será substituído por um novo programa chamado Joint Warfighter Cloud Capability e que a Amazon e a Microsoft "provavelmente" receberão partes do negócio, embora nenhum dos dois esteja garantido.

    Logo da Microsoft em uma loja em Nova York, EUA, 25 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Carlo Allegri
    Logo da Microsoft em uma loja em Nova York, EUA, 25 de janeiro de 2021

    Tragédia da queda do An-26 russo: governador anuncia luto de 3 dias

    Nesta terça-feira (6), um comitê interministerial começou o trabalho no povoado de Palana, na região russa de Kamchatka, para investigar as circunstâncias da queda de um avião An-26, informou o serviço da imprensa do governo da região. O avião russo An-26 que voava de Petropavlovsk-Kamchatsky, não estabeleceu contato na hora determinada. A bordo seguiam 28 pessoas: seis membros da tripulação e 22 passageiros incluindo uma criança. Segundo os dados preliminares, não há sobreviventes. A recuperação dos corpos já se iniciou, mas não se sabe quantos foram recuperados, disse o governo da região à Sputnik. O governador de Kamchatka, Vladimir Solodov, anunciou um luto de três dias na região, indicando que as bandeiras nacionais devem ser colocadas a meio mastro em toda a região e recomendando cancelar os eventos de entretenimento.

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    Tags:
    Brasil, Ministério da Saúde, Bolsonaro, Irã, Pentágono, Amazon, Microsoft, ataque cibernético, queda
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