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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quinta-feira (1º), marcada pelo "superpedido" de impeachment contra Bolsonaro, pelo aviso de Xi Jinping às outras nações e pela morte do "arquiteto" da invasão americana do Iraque.

    Governo brasileiro analisará regras para volta de eventos com aglomeração

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu nesta terça-feira (29) analisar as regras para retorno dos eventos com aglomeração no país. A promessa foi feita após a reunião do ministro com a Associação de Promotores de Eventos. "É um ramo muito importante para nossa economia e que precisa ser reativado fortemente agora que podemos vislumbrar um controle da pandemia", cita suas palavras a Folha de São Paulo. Queiroga afirmou que o governo federal estudará um protocolo nacional para liberar festas e shows no Brasil com determinadas seguranças. Entretanto, o país confirmou mais 2.127 mortes e 47.038 casos de COVID-19, totalizando 518.246 óbitos e 18.559.164 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. Médias móveis de óbitos e de casos da infecção demonstram uma tendência de queda.

    Manifestantes com cópias de notas de dólares com a imagem do presidente Bolsonaro e marcas de sangue durante o protesto ao lado do Congresso exigindo a resignação do presidente, 30 de junho de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Manifestantes com cópias de notas de dólares com a imagem do presidente Bolsonaro e marcas de sangue durante o protesto ao lado do Congresso exigindo a resignação do presidente, 30 de junho de 2021

    'Superpedido' de impeachment contra Bolsonaro

    Nesta quarta-feira (30), os partidos e parlamentares da oposição, incluindo ex-bolsonaristas, junto com movimentos sociais e entidades da sociedade civil, protocolaram na Câmara dos Deputados o chamado "superpedido" de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O documento tem 46 signatários e unifica argumentos de mais 123 pedidos apresentados recentemente. O texto atribui ao presidente 23 crimes de responsabilidade e inclui a alegada prevaricação de Bolsonaro no caso do contrato da Covaxin. Porém, o processo de impeachment depende de mais provas de corrupção e de mais manifestações nas ruas, acreditam vários deputados, de acordo com a BBC News Brasil. Além do mais, a abertura do procedimento na Câmara depende de seu presidente, Arthur Lira, que disse que precisa "mais que palavras" para aceitar o pedido e ainda é preciso aguardar pela conclusão da CPI da Covid. Leia mais informação aqui.

    Manifestante durante protesto após superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro na frente do Congresso Nacional, 30 de junho de 2021
    © REUTERS / ADRIANO MACHADO
    Manifestante durante protesto após "superpedido" de impeachment do presidente Jair Bolsonaro na frente do Congresso Nacional, 30 de junho de 2021

    Xi saúda ascensão da China no dia do centenário do Partido Comunista

    Nesta quinta-feira (1º), no 100º aniversário do Partido Comunista chinês, o presidente da China Xi Jinping alertou que forças estrangeiras que tentem intimidar a nação vão "ter suas cabeças esmagadas", e saudou "o novo mundo" criado por seu povo. Em um discurso de uma hora na praça Tiananmen, Xi disse: "O povo da China não só é bom em destruir o velho mundo, mas também criou um novo mundo", adicionando que "somente o socialismo pode salvar a China". Além do mais, o líder do gigante asiático disse que os chineses nunca permitirão que qualquer força estrangeira os intimide, oprima ou subjugue. "Qualquer um que se atreva a fazer isso, terá suas cabeças esmagadas com sangue contra a Grande Muralha de aço forjada por mais de 1,4 bilhão de chineses", declarou, provocando os aplausos de 70 mil pessoas reunidas na praça no centro de Pequim. As celebrações de quinta-feira (1º) começaram com um sobrevoo de caças e helicópteros observado pelos líderes da nação, sentados junto às muralhas sul da Cidade Proibida. Um coro de 3.000 pessoas cantou sete canções socialistas durante o evento, celebrando a fundação do Partido em 1921.

    Presidente chinês Xi Jinping (na tela) faz discurso durante celebrações do 100º aniversário do Partido Comunista na China, 1º de julho de 2021
    © AFP 2021 / WANG ZHAO
    Presidente chinês Xi Jinping (na tela) faz discurso durante celebrações do 100º aniversário do Partido Comunista na China, 1º de julho de 2021

    Empresa de Trump e seu chefe de finanças podem ser acusados, segundo fontes

    Nesta quinta-feira (1º) os procuradores de Nova York, EUA, devem anunciar a primeira acusação criminal de uma investigação de dois anos contra práticas comerciais de Donald Trump e sua empresa homônima. As acusações contra a Organização Trump e seu chefe financeiro Allen Weisselberg permaneceram seladas, mas devem ser reveladas hoje (1º), antes de uma audiência em um tribunal estadual em Manhattan, informaram à AP duas pessoas familiarizadas com o assunto. As acusações estão ligadas aos benefícios que a companhia deu aos executivos superiores, como o uso de apartamentos, carros e pagamento de propinas escolares. O ex-presidente dos EUA não deverá ser acusado esta semana, disse seu advogado à Reuters, mas a repercussão do caso pode complicar o futuro político de Trump, nomeadamente sua possível intenção de concorrer às presidenciais em 2024. O republicano não respondeu às questões dos jornalistas sobre o caso durante sua visita ontem (30) ao Texas, mas no início desta semana ele chamou os procuradores de Nova York de "rudes, desagradáveis e totalmente tendenciosos", acentuando que as ações de sua empresa eram "prática padrão em toda a comunidade empresarial dos EUA e não são de forma nenhuma um crime".

    Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante reunião com governador do Texas Greg Abbott, Texas, EUA, 30 de junho de 2021
    © REUTERS / Brandon Bell
    Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante reunião com governador do Texas Greg Abbott, Texas, EUA, 30 de junho de 2021

    Morte do 'arquiteto da Guerra no Iraque': EUA ainda sentem consequências de seu 'passo errado'

    O mundo ainda sente as consequências devastadoras das decisões tomadas pelo ex-secretário da Defesa dos EUA Donald Rumsfeld e seu papel no ataque americano contra o Iraque, disse à Sputnik o ex-funcionário da CIA Phil Giraldi. Rumsfeld, amplamente considerado o arquiteto da invasão do Iraque pelos EUA em 2003, morreu nesta quarta-feira (30) aos 88 anos de idade. Ele serviu como secretário de Defesa duas vezes: nos anos 1970, na presidência de Gerald Ford, e em 2001-2006 na administração George W. Bush. "Ele se deixou abertamente manipular para atacar um país [o Iraque] que de modo nenhum ameaçava os Estados Unidos", disse o analista. "As consequências desse passo errado estão sendo experimentadas até hoje, com a presença contínua das forças norte-americanas no Iraque, bem como na vizinha Síria, contra a vontade e estabilidade de ambos os países". Além disso, Rumsfeld também ficou sob fogo a propósito do tratamento de prisioneiros em Guantánamo e a utilização de técnicas de interrogatório melhoradas que muitos grupos de direitos humanos acreditam ser tortura.

    Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, durante coletiva de imprensa no Pentágono, Washington, EUA, 23 de setembro de 2004
    © REUTERS / Mannie Garcia
    Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, durante coletiva de imprensa no Pentágono, Washington, EUA, 23 de setembro de 2004

    Parlamento do Equador chamará Lenín Moreno para que responda sobre trama de corrupção

    A Comissão de Fiscalização do Parlamento do Equador vai convocar o ex-presidente do país Lenín Moreno (2017-2021) para que responda sobre uma trama de corrupção relacionada a supostas comissões recebidas por uma empresa offshore, com sede no Panamá. O caso está ligado à criação da empresa offshore Ina Investment Corporation, com sede no Panamá, na qual estariam envolvidos o ex-presidente e seu irmão, Edwin Moreno, entre outros. Nesta quarta-feira (30) o presidente da Mesa de Fiscalização, Fernando Villavicencio, disse aos jornalistas a empresa chinesa Sinohydro, construtora da usina hidrelétrica Coca Codo Sinclair, teria entregado comissões num total de US$ 80 milhões (R$ 398 milhões) a uma empresa de um amigo do Moreno. "Este dinheiro acabou em uma rede de empresas offshore no Panamá e um pouco na conta bancária da empresa Ina Investment Corporation", ressaltou o legislador.

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    Tags:
    Donald Trump, Iraque, invasão, Xi Jinping, Partido Comunista Chinês, Marcelo Queiroga, Brasil
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