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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta sexta-feira (28), marcada pelo alerta da Fiocruz, pela ação apresentada por Bolsonaro contra lockdown, pelos supostos crimes de guerra de Israel e pela reeleição de Bashar Assad na Síria.

    Brasil ultrapassa 456 mil mortes por COVID-19

    O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) informou na quinta-feira (27) que o Brasil somou 2.245 mortes relacionadas à COVID-19 e 67.467 casos da doença nas últimas 24 horas. Com os números da quinta-feira, o Brasil soma um total de 456.674 óbitos acumulados desde o início da pandemia de COVID-19. Além disso, o país já tem quase 16,5 milhões de casos confirmados. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a média de mortes diárias pelo coronavírus deve alcançar 2.200 nas próximas semanas. Em seu relatório Observatório COVID-19, a entidade afirmou ainda que a ocupação de leitos de UTI para a doença aumentou ou continuou em patamares elevados em quase todo o Brasil, e o aumento do número de casos vai se refletir em uma alta nas mortes nas próximas duas semanas.

    Morador de rua deitado próximo de um posto de vacinação contra COVID-19 no Rio de Janeiro, 27 de maio de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Morador de rua deitado próximo de um posto de vacinação contra COVID-19 no Rio de Janeiro, 27 de maio de 2021

    Bolsonaro vai ao STF contra lockdown e toque de recolher nos estados

    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, apresentou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que sejam declaradas inconstitucionais as medidas de governadores e prefeitos por lockdown e toques de recolher para conter a pandemia de COVID-19. A ação de Bolsonaro vai além de lockdown e toque de recolher, e cita o que determinou como "interdição de forma genérica e indiscriminada das liberdades de locomoção, de trabalho e de exercício das atividades econômicas em geral". De acordo com a Advocacia-Geral, a intenção da ação é invalidar juridicamente estes decretos, indicando que os efeitos destas medidas são "devastadores", prejudicando a subsistência para as pessoas, educação, relações familiares e sociais, além da saúde física e emocional da população.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, 26 de maio de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília, 26 de maio de 2021

    Biden apresenta maior orçamento federal para tornar EUA mais competitivos

    A proposta do presidente dos EUA, Joe Biden, prevê gastar US$ 6 trilhões (R$ 31 trilhões) em 2022. Além disso, a proposta aumenta a despesa para o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial. O plano, que inclui as duas grandes propostas do governo já reveladas, sendo o plano de investimentos em infraestruturas e o plano de educação e saúde, assume um déficit federal de mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) por ano, ao longo da próxima década. A proposta de Biden deverá enfrentar a recusa frontal da oposição republicana no Congresso, onde precisa ser aprovada. Além disso, Biden já apresentou iniciativas para elevar os impostos sobre as grandes empresas e os rendimentos mais altos para ajudar a conter o desequilíbrio dos cofres públicos nos próximos anos.

    Presidente dos EUA, Joe Biden durante visita a Ohio, EUA, 27 de maior de 2021
    © REUTERS / Evelyn Hockstein
    Presidente dos EUA, Joe Biden durante visita a Ohio, EUA, 27 de maior de 2021

    'Sem crimes nos EUA', FBI inicia investigação sobre incidente com avião em Minsk

    O FBI e a Polônia decidiram iniciar uma investigação independente sobre o incidente envolvendo avião da Ryanair em Minsk. O anúncio ocorreu depois de o Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) cobrar um esclarecimento dos fatos relacionados ao incidente, que, por sua vez, também lançou uma investigação sobre o pouso forçado e a detenção de opositor de Belarus.

    A Missão Permanente de Belarus para as Nações Unidas enviou seu protesto a seis Estados-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo Estônia, França, Irlanda, Noruega, Reino Unido e EUA. O protesto pede que o incidente seja devidamente investigado antes de tomarem suas próprias conclusões.

    Avião da companhia aérea Ryanair no aeroporto de Minsk
    © AFP 2021 / ONLINER.BY
    Avião da companhia aérea Ryanair no aeroporto de Minsk

    ONU investiga possíveis crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza

    Durante sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a alta comissária Michelle Bachelet falou que, apesar de Israel assegurar que a maioria dos prédios e casas bombardeados em Gaza abrigavam grupos armados, "não observamos provas a respeito". Para a alta comissária, "se for verificado que os ataques [israelenses] foram realizados de forma indiscriminada e desproporcional, eles poderiam constituir um crime de guerra". Após os comentários da executiva, Benjamin Netanyahu criticou a postura da entidade em suas redes sociais, afirmando que "mais uma vez, uma maioria automática imoral no conselho encobre uma organização terrorista genocida que almeja deliberadamente civis israelenses enquanto transforma os civis de Gaza em escudos humanos". Netanyahu ressaltou que Israel age legitimamente para proteger seus cidadãos de milhares de ataques indiscriminados com foguetes e que esta farsa da ONU zomba do direito internacional e incentiva terroristas em todo o mundo.

    Palestino Shaban Esleem recolhe livros de sua livraria que foi destruída pelos ataques aéreos de Israel durante os conflitos em Gaza
    © REUTERS / Ibraheem Abu Mustafa
    Palestino Shaban Esleem recolhe livros de sua livraria que foi destruída pelos ataques aéreos de Israel durante os conflitos em Gaza

    Na Síria, Bashar Assad é reeleito presidente com 95% dos votos

    O presidente sírio ganhou um quarto mandato depois de conseguir 95,1% dos votos, segundo informações da agência SANA. Assad governará por mais sete anos, após ter obtido aproximadamente 13.540.860 votos, o que representa uma participação de 78% da população. Vale lembrar que, em 2014, ele teve 88,7% dos votos. Portanto, sua popularidade aumentou entre os sírios.

    Presidente da Síria, Bashar Assad gesticula depois de votar para eleições presidenciais, em Douma, Síria, 26 de maio de 2021
    © REUTERS / Kinda Makieh
    Presidente da Síria, Bashar Assad gesticula depois de votar para eleições presidenciais, em Douma, Síria, 26 de maio de 2021

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    Tags:
    avião, Minsk, Belarus, eua, Joe Biden, Bolsonaro, novo coronavírus, COVID-19, Brasil, israel, Síria
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