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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as principais notícias desta terça-feira (18), na qual a CPI da Covid se aproxima dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, EUA têm queda histórica no número de mortes por COVID-19 e comunidade internacional luta por um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    Brasil tem alta na média de mortes e ocupação de leitos de UTI sobe em São Paulo

    Nesta segunda-feira (17), o Brasil registrou alta na média de mortes por COVID-19 pela segunda vez consecutiva, após queda durante duas semanas. Os dados preocupam, uma vez que novas variantes da COVID-19 podem causar terceira onda de infecções pela doença no país. Em Manaus, cerca de 31% dos pacientes com coronavírus apresentavam reinfecção pela variante P.1, apontou estudo do Instituto de Medicina Tropical da USP em parceria com a Universidade de Oxford. Além disso, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado de São Paulo aumentou de 79% para 85%, de acordo com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (SINDHOSP). A associação aponta que a reposição dos medicamentos do chamado "kit intubação" segue lenta, reportou a Folha de São Paulo. O Brasil confirmou mais 1.039 mortes e 35.888 casos de COVID-19, totalizando 436.862 óbitos e 15.661.106 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Moradora recebe vacina contra a COVID-19 em meio a inundações na cidade amazonense de Anama, 14 de maio de 2021
    © REUTERS / Bruno Kelly
    Moradora recebe vacina contra a COVID-19 em meio a inundações na cidade amazonense de Anama, 14 de maio de 2021

    CPI da Covid mira filhos de Bolsonaro

    Nesta terça-feira (18), a CPI da Covid retoma os seus trabalhos com o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. A gestão do ministro é apontada como suposta responsável pela deterioração das relações do Brasil com países como China e Índia, o que teria levado ao atraso na obtenção de vacinas e insumos para o combate à pandemia da COVID-19. O depoimento do ex-ministro pode fornecer indícios sobre a participação do assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, e do filho do presidente da República, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em ações internacionais que tenham prejudicado o combate à pandemia no Brasil. Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE) ainda solicitaram a convocação do vereador Carlos Bolsonaro, citado durante os depoimentos do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e do gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo. O vereador teria participado das negociações para a compra de vacinas, mesmo sem ocupar cargo no Executivo federal.

    Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), acompanha o então ministro Ernesto Araújo em visita à Casa Branca, Washington, EUA, 30 de agosto de 2019
    © AP Photo / Evan Vucci
    Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), acompanha o então ministro Ernesto Araújo em visita à Casa Branca, Washington, EUA, 30 de agosto de 2019

    Após conversa com Biden, Netanyahu diz que vai 'continuar bombardeando alvos terroristas'

    Na noite desta segunda-feira (17), o presidente dos EUA, Joe Biden, realizou conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre o conflito israelo-palestino. Após a conversa, Netanyahu declarou que tem a intenção de "continuar bombardeando alvos terroristas". Os EUA enfrentam críticas por não pressionarem seu aliado para um cessar-fogo. Washington bloqueou a aprovação de declaração conjunta do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a violência, alegando estar fazendo "diplomacia intensa" nos bastidores. "Como comunicamos sistematicamente aos membros do conselho na última semana, os EUA estão engajados em esforços diplomáticos intensos nos escalões mais altos para tentar colocar um fim a esse conflito", disse a porta-voz da missão permanente dos EUA nas Nações Unidas à Sputnik. A ONU alerta para desastre humanitário, conforme mais de 40 mil palestinos foram deslocados e 2.500 perderam suas casas em função dos bombardeios. Cerca de 212 palestinos morreram na Faixa de Gaza, incluindo 61 crianças, e mais de 1.400 ficaram feridos. Em Israel, dez pessoas morreram, incluindo uma criança, informaram autoridades israelenses.

    Homem coloca a mão na cabeça após fábrica ser bombardeada por forças israelenses, no norte da Faixa de Gaza, 17 de maio de 2021
    © REUTERS / Ashraf Abu Amrah
    Homem coloca a mão na cabeça após fábrica ser bombardeada por forças israelenses, no norte da Faixa de Gaza, 17 de maio de 2021

    Com vacinação acelerada, mortes nos EUA caem ao menor nível em 14 meses

    O número de mortes semanais por COVID-19 nos EUA caiu ao seu menor nível em 14 meses, apontaram estatísticas da agência de notícias Reuters. A desaceleração da pandemia no país é largamente creditada à implementação de medidas de distanciamento social e aceleração da campanha de vacinação. A partir de hoje (18), o estado de Nova York deixará de exigir o uso de máscaras para pessoas totalmente vacinadas em lugares públicos, informou o governador Andrew Cuomo. A medida tem o intuito de incentivar a imunização contra o coronavírus. Cerca de 37% da população norte-americana já recebeu duas doses de imunizantes contra a COVID-19 e 47% receberam pelo menos uma dose, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). A partir de junho, os EUA exportarão pela primeira vez doses de vacinas produzidas para consumo interno. A Casa Branca não informou qual o país que deve receber o primeiro lote, estimado em cerca de 20 milhões de doses excedentes de vacinas.

    Governador de Nova York, Andrew Cuomo, anuncia relaxamento das exigências de uso de máscaras no estado, EUA, 17 de maio de 2021
    © REUTERS / Mike Segar
    Governador de Nova York, Andrew Cuomo, anuncia relaxamento das exigências de uso de máscaras no estado, EUA, 17 de maio de 2021

    Por inflação, Argentina suspende exportação de carne bovina por 30 dias

    Na noite desta segunda-feira (17), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, informou que o país suspenderá a exportação de carne bovina por 30 dias para combater a alta no preço doméstico pelo produto. "Em consequência do aumento continuado do preço da carne bovina no mercado doméstico, o governo decidiu implementar uma série de medidas para regular o setor, restringindo práticas especulativas e impedindo a evasão fiscal no comércio exterior. Durante a implementação dessas medidas, as exportações de carne bovina serão limitadas por 30 dias", informou a presidência argentina. Fernández disse "celebrar" o bom desempenho das exportações argentinas de carnes, mas lamentou que os argentinos tenham que pagar um preço tão alto pelo bem. Segundo Fernández, somente oito mil das 200 mil toneladas de carne produzidas pelo país ficam para o consumidor doméstico, o que ele classificou de "migalhas".

    Enfermeira participa de ato por melhores condições de trabalho, em Buenos Aires, Argentina, 12 de maio de 2021
    © REUTERS / Matias Baglietto
    Enfermeira participa de ato por melhores condições de trabalho, em Buenos Aires, Argentina, 12 de maio de 2021

    China quer sediar diálogo de paz entre grupos do Afeganistão

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu o diálogo entre grupos opositores no Afeganistão para garantir a independência e "evitar a ressurgência de forças terroristas" no país. "A parte chinesa está pronta para facilitar negociações internas entre os grupos afegãos, criando condições inclusive para que essas negociações sejam realizadas na China", disse Wang. As declarações foram feitas após conversa telefônica com o conselheiro de Segurança Nacional do Afeganistão, Hamdullah Mohib. Pequim busca reformular sua política em relação ao Afeganistão, país com quem compartilha fronteira, após a decisão dos EUA de retirarem suas tropas do país asiático. A retirada dos EUA teve início no dia 1º de maio e deve ser finalizada em 11 de setembro de 2021.

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    Tags:
    carne bovina, Argentina, Manaus, CPI, Brasil, vacinação, pandemia, COVID-19, EUA, Afeganistão, China
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