18:02 19 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Hoje atualizado
    URL curta
    1311
    Nos siga no

    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais importantes desta quinta-feira (6), na qual o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai à CPI da Covid, Antony Blinken visita a Ucrânia e a China rompe diálogo econômico com a Austrália.

    Teich diz que saiu do cargo por pressão para uso de cloroquina

    Nesta quarta-feira (5), o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, declarou durante depoimento na CPI da Covid que deixou o cargo por pressão do governo federal pela "ampliação do uso da cloroquina" para o tratamento contra o novo coronavírus. "O pedido específico [de demissão] foi pelo desejo [do Palácio do Planalto] de ampliação do uso de cloroquina. Esse era o problema pontual. Mas isso refletia uma falta de autonomia e uma falta de liderança", disse o ex-ministro, que permaneceu somente 28 dias na pasta. Hoje (6), o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve prestar depoimento no Senado Federal, assim como o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. O Brasil confirmou mais 2.791 mortes e 75.652 casos de COVID-19, totalizando 414.645 óbitos e 14.936.464 vítimas fatais, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, durante depoimento na CPI da Covid, no Senado Federal, Brasília, 5 de maio de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, durante depoimento na CPI da Covid, no Senado Federal, Brasília, 5 de maio de 2021

    Bolsonaro evita confronto com a China após declarações sobre guerra bacteriológica

    Nesta quarta-feira (5), o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, voltou a causar polêmica ao insinuar que a China teria usado o novo coronavírus como instrumento de uma possível guerra bacteriológica. "É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês", disse o presidente, durante cerimônia no Palácio do Planalto. Mais tarde, o presidente negou que estivesse se referindo à China, país que classificou de "muito importante" para o Brasil. "Eu não falei a palavra China hoje de manhã. Eu sei o que é guerra bacteriológica, guerra nuclear. Vocês, da imprensa, sabem onde nasceu o vírus. Falem. Muita maldade tentar aí um atrito com um país que é muito importante para nós", considerou Bolsonaro.

    Presidente Jair Bolsonaro discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 5 de maio de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente Jair Bolsonaro discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 5 de maio de 2021

    EUA apoiam quebra de patentes de vacinas contra a COVID-19

    Nesta quarta-feira (5), o presidente dos EUA, Joe Biden, modificou a posição tradicional norte-americana e declarou seu apoio à quebra de patentes de vacinas contra a COVID-19, atendendo às demandas de mais de 100 países em desenvolvimento e contrariando os interesses de grandes empresas farmacêuticas. "Essa é uma crise sanitária global, cujas circunstâncias extraordinárias pedem medidas extraordinárias", disse a representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai. A medida foi aplaudida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por organizações como os Médicos Sem Fronteiras. As ações das principais farmacêuticas norte-americanas, como a Moderna e a Pfizer, no entanto, sofreram queda em decorrência do anúncio.

    Presidente dos EUA, Joe Biden, sorri durante visita à comunidade em Washington, EUA, 5 de maio de 2021
    © REUTERS / Jonathan Ernst
    Presidente dos EUA, Joe Biden, sorri durante visita à comunidade em Washington, EUA, 5 de maio de 2021

    Facebook mantém banimento de Trump, mas não indefinidamente

    Nesta quarta-feira (5), o conselho de supervisão da empresa Facebook manteve o banimento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de suas redes sociais. A empresa justificou a decisão fazendo referência à invasão da sede do Congresso dos EUA, em 6 de janeiro deste ano, para a qual Trump "criou um ambiente no qual um sério risco de violência se tornou possível". A gigante da Internet, no entanto, reconheceu que "não foi apropriado" suspender a conta do ex-mandatário "por um período indefinido", prometendo rever sua decisão dentro de seis meses. Trump acusou a empresa de ser "uma rede social corrupta", que deve pagar politicamente por frear a liberdade de expressão. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o presidente Joe Biden não comentaria a decisão da empresa, mas acredita que as redes sociais são responsáveis por mediar "conteúdo prejudicial" e "proteger os norte-americanos".

    Então presidente dos EUA, Donald Trump, usa seu smartphone na Casa Branca, Washington, 18 de junho de 2020 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Leah Millis
    Então presidente dos EUA, Donald Trump, usa seu smartphone na Casa Branca, Washington, 18 de junho de 2020 (foto de arquivo)

    Blinken faz visita à Ucrânia antes do encontro Biden-Putin

    Nesta quinta-feira (6), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, realiza visita de um dia à capital da Ucrânia, Kiev, durante a qual deve se reunir com o presidente do país, Vladimir Zelensky. Recentemente, o líder ucraniano renovou o pedido de entrada de seu país na aliança militar do Atlântico Norte, a OTAN. Apesar da relutância de países ocidentais de aceitar a Ucrânia no grupo, a administração Biden ofereceu pacote de ajuda militar de US$ 408 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) ao país do Leste Europeu. A visita à Ucrânia é realizada poucas semanas antes do possível encontro entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin. Em entrevista à CNN, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitry Kuleba, considerou o encontro dos líderes das superpotências uma "bela obra da diplomacia", que "não vai contra os interesses da Ucrânia, pelo menos até agora".

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e seu homólogo ucraniano, Dmitry Kuleba, durante reunião em Kiev, Ucrânia, 6 de maio de 2021
    © REUTERS / Efrem Lukatsky
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e seu homólogo ucraniano, Dmitry Kuleba, durante reunião em Kiev, Ucrânia, 6 de maio de 2021

    China suspende diálogo econômico com Austrália

    Nesta quinta-feira (6), a China suspendeu "indefinidamente" as atividades do Diálogo Econômico Estratégico China-Austrália, em mais um revés nas relações entre Pequim e Camberra. "Recentemente, alguns oficiais do governo australiano [...] lançaram uma série de medidas para interromperem o intercâmbio normal e a cooperação entre a China e a Austrália, devido à mentalidade da Guerra Fria e à discriminação ideológica", disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, na sigla em inglês) em comunicado sobre a decisão. O ministro australiano do Comércio, Dan Tehan, classificou a decisão chinesa de "decepcionante", uma vez que o Diálogo Econômico Estratégico China-Austrália teria sido "um fórum importante para a Austrália e a China trabalharem em questões relevantes para a nossa parceria econômica". Após a decisão, o dólar australiano sofreu forte queda em relação ao dólar norte-americano.

    Mais:

    'Brasil em maus lençóis': dívida com órgãos internacionais é recado ruim ao mundo, diz especialista
    Quais as consequências do fim do pacto do transporte naval do Brasil com Argentina e Uruguai?
    Especialista explica cenário de drástica redução de tropas do Brasil em missões de paz da ONU
    Tags:
    Jair Bolsonaro, Antony Blinken, Joe Biden, Ucrânia, Austrália, CPI, China, pandemia, COVID-19, vacina, EUA, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar