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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as principais notícias desta quarta-feira (21), marcada pelo voto na Câmara pela volta às aulas presenciais, pela condenação de Chauvin pela morte de George Floyd e relatos sobre escassez de vacinas na China.

    Câmara aprova texto para volta das aulas presenciais em meio à pandemia

    Na madrugada desta quarta-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou projeto que permite a volta das aulas presenciais em meio à pandemia de COVID-19, estabelecendo a educação como serviço essencial. Após críticas, o texto passou a incluir professores e funcionários de escolas no grupo prioritário para vacinação. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) se posiciona contra o projeto, argumentando que a decisão sobre o retorno às salas de aulas compete aos estados e municípios. "Não é o momento de obrigar estados e municípios a abrirem suas escolas, numa decisão única para todo o país", disse o CONSED, conforme reportou o G1. O projeto segue para aprovação no Senado Federal. O Brasil confirmou mais 3.481 mortes e 73.172 casos de COVID-19, totalizando 378.530 óbitos e 14.050.885 diagnósticos da doença, de acordo com consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Crianças da etnia munduruku usam máscaras protetoras durante protesto contra mineração em terras indígenas, em Brasília, 20 de abril de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Crianças da etnia munduruku usam máscaras protetoras durante protesto contra mineração em terras indígenas, em Brasília, 20 de abril de 2021

    'Não temos medo de CPI', diz Bolsonaro a empresários

    Nesta terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro declarou não ter medo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a pandemia a ser instalada no Senado Federal. "Não temos medo de CPI, mas espero que essa ação não prejudique o nosso trabalho", afirmou. A declaração foi feita durante reunião promovida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na qual participaram empresários como Abilio Diniz (Península), André Gerdau (Gerdau), André Esteves (BTG Pactual) e Wesley Batista Filho (JBS). Os empresários pediram aceleração na aprovação da Reforma Administrativa e da campanha de vacinação contra a COVID-19. "O Brasil não parou. Fizemos muita coisa no ano passado, desde a gestão Pazuello, e as vacinas são uma realidade hoje", garantiu Bolsonaro.

    Pessoa recebe dose da vacina contra a COVID-19 na escola de samba Portela, no Rio de Janeiro, 20 de abril de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Pessoa recebe dose da vacina contra a COVID-19 na escola de samba Portela, no Rio de Janeiro, 20 de abril de 2021

    Argentina produz 1º lote da vacina Sputnik V em solo americano

    Nesta terça-feira (20), farmacêutica argentina anunciou a produção do primeiro lote da vacina russa contra a COVID-19, Sputnik V, produzida em solo americano. "O Fundo Russo de Investimentos Diretos [RDIF, na sigla em russo] e a farmacêutica Laboratórios Richmond SACIF anunciaram a produção do primeiro lote de vacina russa, contra o [novo] coronavírus, Sputnik V na Argentina", informou o RDIF em comunicado. O lote será enviado ao Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, que desenvolveu a vacina, em Moscou, para passar por controle de qualidade. A produção argentina poderá atender à demanda doméstica por imunizantes e ser exportada para países da região. O vice-ministro de Comércio Exterior e Integração da Bolívia, Benjamín Juan Carlos Blanco, disse que a produção argentina "beneficia toda a região". "Para nós, é uma alegria que o povo irmão argentino possa produzir a vacina", declarou.

    Manifestantes protestam contra medidas de restrição para conter a COVID-19 impostas em Buenos Aires, Argentina, 17 de abril de 2021
    © REUTERS / Agustin Marcarian
    Manifestantes protestam contra medidas de restrição para conter a COVID-19 impostas em Buenos Aires, Argentina, 17 de abril de 2021

    Chauvin é condenado pela morte de George Floyd

    Nesta terça-feira (20), o ex-policial, Derek Chauvin, foi condenado pela morte de George Floyd, em julgamento histórico na luta contra o racismo entre agentes de segurança nos EUA. Após debates que se estenderam por quase 11 horas, o júri considerou Chauvin culpado por unanimidade de três crimes, inclusive homicídio culposo. Com o veredito, Chauvin poderá enfrentar até 40 anos de prisão. O presidente dos EUA, Joe Biden, telefonou à família de Floyd e se disse "aliviado" com a decisão. "Esse é um passo gigante em direção à justiça na América", disse Biden em discurso transmitido em rede nacional, no qual pediu "união" contra o racismo. No mesmo dia, no entanto, uma adolescente negra foi baleada pela polícia no estado norte-americano de Ohio, por aparentemente ameaçar pessoas com uma faca. Leia mais sobre o incidente

    Manifestantes comemoram a condenação do ex-policial, Derek Chauvin, pela morte de George Floyd, na capital dos EUA, Washington, 20 de abril de 2021
    © REUTERS / Evelyn Hockstein
    Manifestantes comemoram a condenação do ex-policial, Derek Chauvin, pela morte de George Floyd, na capital dos EUA, Washington, 20 de abril de 2021

    China enfrenta oferta apertada de vacinas contra COVID-19, diz mídia estatal

    Cidades chinesas enfrentam oferta apertada de vacinas contra a COVID-19, reportou o jornal ligado ao Partido Comunista local, Global Times. "Neste momento, a oferta doméstica de vacina está relativamente apertada, mas a partir de maio, e principalmente a partir de junho, a oferta de vacina vai aumentar de forma significativa", disse o coordenador da campanha nacional de vacinação contra a COVID-19, Zheng Zhongwei. As declarações foram feitas em meio a relatos de interrupção ou desaceleração da campanha de vacinação em diversas regiões da China. Pequim já administrou cerca de 195 milhões de doses de vacinas, atrás somente dos EUA em número absoluto de doses. De acordo com autoridades locais, o objetivo é vacinar 40% da população até meados de 2021.

    Agente da Saúde aguarda paciente para administrar vacina contra a COVID-19 em Pequim, China, 15 de abril de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Agente da Saúde aguarda paciente para administrar vacina contra a COVID-19 em Pequim, China, 15 de abril de 2021

    Presidente da Ucrânia aprova projeto para convocar reservistas para o serviço militar

    Nesta quarta-feira (21), o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, assinou projeto de lei que permite a convocação de reservistas para o serviço militar, sem a necessidade de anunciar mobilização nacional, informou o seu gabinete. "Isso vai possibilitar que equipemos rapidamente as unidades militares de todas as nossas forças de defesa com reservistas e, portanto, aumentemos significativamente a nossa eficiência de combate durante uma agressão militar", disse a presidência ucraniana. O projeto foi assinado em meio a aumento de tensões com a Rússia, que reage à mobilização de tropas ucranianas e da OTAN em suas fronteiras. Em entrevista à Sputnik, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Pyotr Ilyichev, pediu a Kiev e à OTAN que se abstenham de adotar medidas que possam escalar tensões na região ucraniana do Donbass.

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    Tags:
    racismo, Jair Bolsonaro, vacinação, Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), Sputnik V, Argentina, Rússia, Ucrânia, China, EUA, Brasil
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