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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta sexta-feira (26), marcada pelas novas vacinas contra a COVID-19 no Brasil e na Rússia, pela retirada de tropas da Eritreia da região de Tigré e retaliação chinesa às marcas de roupas internacionais que aderiram às restrições a Xinjiang.

    Cidades entram em 'megaferiado' conforme filas de UTI crescem

    Cerca de 6.370 pacientes infectados com a COVID-19 estão na fila por um leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) divulgados nesta quinta-feira (25). A situação mais preocupante é a do estado de São Paulo, com 1.500 pacientes na fila, seguido de Minas Gerais, com 714 e Rio de Janeiro, com 582, reportou o portal G1. Para conter o avanço da pandemia, São Paulo e Rio de Janeiro criam "megaferiados" que poderão se estender até o dia 4 de abril. O presidente, Jair Bolsonaro, criticou as medidas, dizendo que "se a política do 'fecha tudo' de forma radical continuar, a gente não sabe onde vai parar o nosso Brasil, aí". O Brasil confirmou mais 2.639 mortes e 97.586 casos de COVID-19, totalizando 303.726 óbitos e 12.324.765 vítimas fatais, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Agentes da Saúde protestam contra a resposta do governo federal à pandemia de COVID-19, em Brasília, 25 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Agentes da Saúde protestam contra a resposta do governo federal à pandemia de COVID-19, em Brasília, 25 de março de 2021

    Rússia começa a produzir sua 3ª vacina contra a COVID-19

    Nesta quinta-feira (25), o Centro Federal de Pesquisas Chumakov iniciou a produção industrial da vacina contra a COVID-19, CoviVac, a terceira desenvolvida na Rússia. De acordo com o ministro da Ciência e Ensino Superior, Valery Falkov, a vacina estará disponível para a população russa nos próximos dias. A CoviVac usa a tecnologia tradicional de uso do vírus inativado e é aplicada em duas doses. No Brasil, o Instituto Butantan anunciou avanços no desenvolvimento de sua vacina contra a COVID-19, a ButanVac. O instituto deve solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para testes clínicos com voluntários, informou o jornal Folha de São Paulo.

    Pesquisadora do Centro Federal de Pesquisas Chumakov testa componentes para fabricação da vacina CoviVac, em Novossibirsk, Rússia, 5 de março de 2021
    Vitaly Belousov
    Pesquisadora do Centro Federal de Pesquisas Chumakov testa componentes para fabricação da vacina CoviVac, em Novossibirsk, Rússia, 5 de março de 2021

    Testes com mísseis colocam a Coreia do Norte no topo da agenda de Biden

    Nesta quinta-feira (25), o presidente norte-americano, Joe Biden, concedeu sua primeira entrevista coletiva desde o início de seu mandato, na qual confirmou que a Coreia do Norte está no topo da agenda de política externa dos EUA. "Se eles optarem por uma escalada, nós vamos reagir de acordo", disse o presidente. Segundo Biden, os EUA estão preparados para se engajar "em algum tipo de diplomacia", caso a Coreia do Norte esteja comprometida com a desnuclearização da península coreana. Anteriormente, o Departamento de Estado dos EUA havia informado que Washington tentara estabelecer contatos diplomáticos com Pyongyang, sem sucesso.

    Presidente dos EUA, Joe Biden, concede a primeira conferência de imprensa de seu mandato na Casa Branca, Washington, EUA, 25 de março de 2021
    © REUTERS / Leah Millis
    Presidente dos EUA, Joe Biden, concede a primeira conferência de imprensa de seu mandato na Casa Branca, Washington, EUA, 25 de março de 2021

    Marcas estrangeiras arcam com custos de participar de campanha sobre Xinjiang

    Marcas de roupas estrangeiras arcam com custos de marketing e financeiro, após anunciarem restrições à compra de algodão produzido na província chinesa de Xinjiang. As empresas seguiam política de países ocidentais, que acusam a China de violações dos direitos humanos na região. A marca britânica Burberry perdeu contrato com a estrela de cinema chinesa, Zhou Dongyu, e suas roupas foram retiradas de video games populares da empresa Tencent. Marcas como Adidas, Nike, Calvin Klein, H&M são alvo de críticas nas redes sociais chinesas após aderirem à agenda sobre Xinjiang. Nesta sexta-feira (26), o Conselho Nacional de Têxteis e Vestuário da China (CNTAC, na sigla em inglês) emitiu declaração solicitando que marcas internacionais corrijam seu "comportamento errado" e incluam o algodão de Xinjiang em sua cadeia de suprimentos "em respeito aos clientes chineses".

    Modelo acompanha notícias no celular durante semana de moda em Pequim, China, 25 de março de 2021
    © REUTERS / Tingshu Wang
    Modelo acompanha notícias no celular durante semana de moda em Pequim, China, 25 de março de 2021

    UE não deve exportar vacinas caso seus contratos não sejam honrados, diz Macron

    O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a União Europeia (UE) deve se abster de exportar vacinas, caso fornecedores não honrem os contratos selados com o bloco. "Eu apoio o mecanismo de controle [sobre produtores de vacinas] introduzido pela Comissão Europeia. Eu apoio a ideia de que nós devemos bloquear as exportações até que o laboratório cumpra seus compromissos com a Europa", disse Macron durante reunião do bloco nesta quinta-feira (25). Segundo ele, o laboratório AstraZeneca, que produz parte de suas vacinas na Bélgica, não estaria honrando seus contratos com o bloco. Líderes europeus pressionam laboratórios para aumentarem a produção de imunizantes, conforme a campanha de vacinação caminha a ritmo aquém do esperado.

    Presidente da França, Emmanuel Macron, em conferência de imprensa após reunião do Conselho Europeu, no Palácio de Elysée, Paris, França, 25 de março de 2021
    © REUTERS / Benoit Tessier
    Presidente da França, Emmanuel Macron, em conferência de imprensa após reunião do Conselho Europeu, no Palácio de Elysée, Paris, França, 25 de março de 2021

    Premiê etíope anuncia retirada de tropas da Eritreia da região de fronteira

    Nesta sexta-feira (26), o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, declarou que tropas da Eritreia serão retiradas da região de fronteira entre os países. "Em nossos debates com o presidente Isaias Afwerki, em 26 de março de 2021, durante minha visita a [capital da Eritréia] Asmara, o governo eritreu concordou em retirar suas tropas da fronteira com a Etiópia". Segundo ele, as Forças Armadas da Etiópia vão "tomar o controle das áreas de fronteira imediatamente". O primeiro-ministro admitiu recentemente que forças da Eritréia foram mobilizadas durante o conflito entre Adis Abeba e a Frente Popular para a Libertação de Tigré (FPLT), na região etíope de Tigré, em novembro de 2020

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    Tags:
    Brasil, Jair Bolsonaro, COVID-19, pandemia, vacinação, União Europeia, China, moda, Xinjiang, Etiópia, Eritreia
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