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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quarta-feira (17), na qual o Brasil vive "maior colapso sanitário e hospitalar da história", maioria dos brasileiros reprova resposta de Bolsonaro à pandemia e Blinken acusa China de comportamento "agressivo".

    Brasil vive 'maior colapso sanitário e hospitalar da história', diz Fiocruz

    Boletim da Fiocruz aponta que o Brasil vive o "maior colapso sanitário e hospitalar da história". A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é igual ou superior a 80% em 24 estados e no Distrito Federal. O estado mais populoso da federação, São Paulo, tem 90% dos leitos de UTI ocupados e uma morte a cada dois minutos nas últimas 24 horas. Com 200 pacientes na fila por leito, o governo de Minas Gerais pediu ajuda ao Ministério da Saúde para garantir o fornecimento de oxigênio no estado. Nesta quarta-feira (17), somente serviços essenciais devem funcionar em Minas. O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, classificou o momento de "nova onda" da pandemia e pediu unidade nacional. O Brasil registrou novo recorde de número de mortes em 24 horas, com 2.798 vítimas fatais. Mais 84.124 casos foram confirmados no país. Ao todo, são 282.400 óbitos e 11.609.601 diagnósticos da doença, segundo consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (à direita) e o novo ministro, Marcelo Queiroga, durante coletiva de imprensa em Brasília, 16 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (à direita) e o novo ministro, Marcelo Queiroga, durante coletiva de imprensa em Brasília, 16 de março de 2021

    Maioria reprova desempenho de Bolsonaro na pandemia, aponta Datafolha

    Pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta terça-feira (16), aponta que cerca de 54% avaliam a resposta do governo Bolsonaro à pandemia como ruim ou péssima, um aumento de seis pontos percentuais em relação à pesquisa anterior do instituto. No entanto, 22% seguem aprovando a performance do presidente diante da crise sanitária. O desempenho do Ministério da Saúde foi considerado ruim ou péssimo por 29% e ótimo ou bom por 28%, informou a Folha de São Paulo. De acordo com a pesquisa, 43% acreditam que o presidente é o responsável pela grave situação epidemiológica do país, enquanto 17% apontam o dedo para os governadores. Os governadores foram indicados por 38% como os líderes que melhor combatem a pandemia, enquanto 28% creditam esse esforço aos prefeitos.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tosse durante cerimônia sobre vacinas no Palácio do Planalto, Brasília, 10 de março de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tosse durante cerimônia sobre vacinas no Palácio do Planalto, Brasília, 10 de março de 2021

    Oito pessoas mortas nos EUA em ataque supostamente dirigido contra asiáticos

    Oito pessoas, a maioria mulheres de origem asiática, foram mortas por homem armado em três spas no estado norte-americano da Geórgia, informaram autoridades no estado na noite desta terça-feira (16). Um homem de 21 anos chamado Robert Aaron está preso, acusado de perpetrar os ataques nos três centros comerciais. Quatro vítimas foram assassinadas em Acworth, no subúrbio da capital do estado da Geórgia, Atlanta, e outras quatro na capital, informou o chefe da polícia do condado de Cherokee, capitão Jay Baker. Os ataques foram perpetrados em meio à onda de violência contra norte-americanos de origem asiática e geraram suspeita de que estabelecimentos comerciais dirigidos por asiáticos tenham sido atacados deliberadamente.

    Policiais isolam estabelecimento comercial alvo de ataque por atirador em Atlanta, Geórgia, EUA, 16 de março de 2021
    © REUTERS / Chris Aluka Berry
    Policiais isolam estabelecimento comercial alvo de ataque por atirador em Atlanta, Geórgia, EUA, 16 de março de 2021

    Secretário de Estado dos EUA diz que China age de forma 'agressiva' na Ásia

    Nesta quarta-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a China age de forma "agressiva" e "repressiva" na Ásia, em função de disputas territoriais no mar do Sul da China e da China Oriental. As declarações foram feitas após os EUA anunciarem novas sanções contra organizações financeiras e altos funcionários do governo de Pequim e de Hong Kong. Antony Blinken e o secretário de Defesa dos EUA, Jake Sullivan, se preparam para encontro com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que deve ocorrer amanhã (18), no estado norte-americano do Alasca. "Por uma série de razões achamos que [realizar o encontro] em nosso território era extremamente importante [...], ao invés de tentar nos encontrarmos na China", declarou o secretário de Estado dos EUA. 

    Secretário de Defesa, Lloyd Austin, cumprimenta seu homólogo japonês, Nobuo Kishi, durante visita conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (centro), à Tóquio, Japão, 16 de março de 2021
    © REUTERS / Kim Kyung-Hoon
    Secretário de Defesa, Lloyd Austin, cumprimenta seu homólogo japonês, Nobuo Kishi, durante visita conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (centro), à Tóquio, Japão, 16 de março de 2021

    Associação de monges budistas pode romper com junta militar em Mianmar, diz mídia

    A associação de monges budistas mais importante de Mianmar, o Comitê Estatal Sangha Maha Nayaka, pode retirar seu apoio ao golpe militar após registros de violência contra manifestantes no país. Em declaração publicada nesta quarta-feira (17), a associação lamentou que "minoria armada" teria torturado e matado civis inocentes neste último mês. A associação vai publicar novo comunicado após consultas com o ministro para Assuntos Religiosos do país, informou a Reuters. Desde o dia 1º de fevereiro, quando junta militar tomou o poder na capital do país, Naypyidaw, cerca de 140 pessoas teriam sido mortas por agentes de segurança em meio à onda de protestos no país, segundo dados da ONU.

    Manifestantes protestam contra o golpe militar em Dawei, Mianmar, 16 de março de 2021
    © REUTERS / Dawei Watch
    Manifestantes protestam contra o golpe militar em Dawei, Mianmar, 16 de março de 2021

    Alegações de envolvimento de Putin nas eleições dos EUA são infundadas, diz Rússia

    Nesta quarta-feira (17), a Embaixada da Rússia em Washington classificou de infundadas as acusações norte-americanas de envolvimento russo nas eleições presidenciais dos EUA de 2020. "O documento preparado pela comunidade de inteligência dos EUA é mais um conjunto de acusações infundadas sobre um país interferindo no processo político doméstico dos EUA", escreveu a embaixada em rede social. O relatório dos EUA afirma que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria autorizado pessoalmente ações para descreditar o então candidato à presidência, Joe Biden. "Nenhum fato ou prova específica foram apresentados", lamentou a embaixada russa.

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    Tags:
    eleições, Vladimir Putin, Mianmar, Antony Blinken, China, Japão, pandemia, vacinação, Rússia, COVID-19, EUA, Brasil
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