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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as principais notícias desta sexta-feira (5), marcada por "mimimi" e recorde de mortes por COVID-19 no Brasil, pela divulgação da meta de crescimento econômico da China e avanço dos testes clínicos das vacinas russa Sputnik Light e cubana Soberana 2.

    Bolsonaro fala em 'mimimi' no dia em que Brasil bate novo recorde de mortes pela COVID-19

    O presidente Jair Bolsonaro causou polêmica ao questionar as medidas de combate à COVID-19, enquanto o Brasil passa pelo pior momento da pandemia. "Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?", disse o mandatário. A ameaça de colapso dos sistemas de saúde levou 14 governadores a solicitarem aceleração na compra de vacinas ao governo federal. O Ministério da Saúde, no entanto, anunciou redução de oito milhões de doses de imunizantes no cronograma de março, dado os atrasos em fornecimento de doses e insumos. Bolsonaro criticou aqueles que pedem mais vacinas: "Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo". O Brasil confirmou mais 1.786 mortes e 74.285 casos de COVID-19, totalizando 261.188 óbitos e 10.796.506 diagnósticos da doença, informou consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. 

    Pessoas aglomeradas para embarcar em trem na Estação da Luz, São Paulo, Brasil, 4 de março de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Pessoas aglomeradas para embarcar em trem na Estação da Luz, São Paulo, Brasil, 4 de março de 2021

    Presidente retoma agenda internacional com viagem para 'rival' Argentina

    Nesta quinta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro anunciou a retomada de sua agenda de viagens internacionais com visita à Argentina programada para o próximo dia 26. O brasileiro vai participar das comemorações dos 30 anos do Mercosul, bloco econômico que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Essa será a primeira vez que Bolsonaro se reunirá com o presidente do país vizinho, Alberto Fernández. Durante a corrida presidencial argentina de 2019, Bolsonaro expressou publicamente apoio ao candidato derrotado, Mauricio Macri, e não compareceu à posse do atual presidente argentino. "Será a primeira vez que conversaremos com o presidente da Argentina, logicamente [caso] ele queira, e eu quero, uma conversa reservada", disse Bolsonaro.

    Presidente da Argentina, Alberto Fernández (à esquerda), discursa na abertura de sessão no Congresso ao lado de sua vice-presidente, Cristina Kirchner, Buenos Aires, Argentina, 1º de março de 2021
    © REUTERS / Natacha Pisarenko
    Presidente da Argentina, Alberto Fernández (à esquerda), discursa na abertura de sessão no Congresso ao lado de sua vice-presidente, Cristina Kirchner, Buenos Aires, Argentina, 1º de março de 2021

    Congresso dos EUA protela pacote de ajuda conforme números da COVID-19 apresentam melhora

    Nesta quinta-feira (4), os EUA registraram menos de 40 mil novos casos de COVID-19 diários pela primeira vez em cinco meses. A melhora relativa nos números de casos vem após medidas restritivas serem adotadas em diversas regiões do país. O pacote de ajuda econômica de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 5,6 trilhões) proposto por Biden, no entanto, sofre forte oposição no Senado do país. O senador republicano, Ron Johnson, exigiu que todas as 628 páginas do projeto de lei sejam lidas no plenário, o que tomará no mínimo dez horas. "Por que estamos autorizando mais US$ 1,9 trilhão se ainda temos um trilhão parado dos pacotes anteriores que ainda não foram gastos?" questionou o senador, conforme reportou a AFP. "Na verdade, chega a ser difícil gastar tanto dinheiro."

    Guarda Nacional faz a segurança da sede do Congresso Nacional norte-americano, em Washington, EUA, 4 de março de 2021
    © REUTERS / Jim Urquhart
    Guarda Nacional faz a segurança da sede do Congresso Nacional norte-americano, em Washington, EUA, 4 de março de 2021

    EUA e Reino Unido querem mais sanções contra a Rússia

    EUA e Reino Unido consideram a aprovação de novos pacotes de sanções contra a Rússia, reportou a Bloomberg. As novas medidas teriam como alvo a dívida soberana do país e empresários russos. Nas próximas semanas, Londres discutirá possíveis medidas com os principais aliados europeus, incluindo França e Alemanha. As medidas serão justificadas com base em supostas violações de direitos humanos cometidas pela Rússia. "Consideramos particularmente inaceitáveis as reivindicações relacionadas aos direitos humanos. Ninguém tem o direito de nos ensinar a viver", disse o embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, durante debate promovido pelo Clube Cosmos, nessa quinta-feira (4). "Na prática internacional, isso se chama interferência nos assuntos internos de um Estado soberano", completou o embaixador.

    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanha cerimônia no Túmulo do Soldado Desconhecido, na Praça Vermelha, Moscou, Rússia, 23 de fevereiro de 2021
    © Sputnik / Ramil Sitdikov
    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanha cerimônia no Túmulo do Soldado Desconhecido, na Praça Vermelha, Moscou, Rússia, 23 de fevereiro de 2021

    China impõe meta 'modesta' para crescimento do PIB

    Nesta sexta-feira (5), a China divulgou seu plano econômico quinquenal e impôs meta de crescimento do PIB para 2021 acima de 6%. "A meta de crescimento da China foi estipulada para níveis acima de 6%", disse o primeiro-ministro, Li Keqiang. Outras metas são a redução do uso intensivo de carbono em 18% e gastos anuais de 7% do PIB em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os gastos com defesa para 2021 terão aumento de 6.8%, totalizando cerca de US$ 209 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão). A meta de crescimento do PIB foi considerada modesta para os níveis chineses. Apesar de ter sido uma das únicas economias mundiais a apresentarem crescimento econômico em 2020, a alta do PIB chinês no primeiro ano da pandemia foi de somente 2.3%, o menor em 44 anos.

    Presidente da China, Xi Jinping, chega ao Congresso Nacional do Partido, em Pequim, China, 5 de março de 2021
    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
    Presidente da China, Xi Jinping, chega ao Congresso Nacional do Partido, em Pequim, China, 5 de março de 2021

    Rússia completa 2ª fase de testes da vacina contra a COVID-19 Sputnik Light

    Nesta sexta-feira (5), a Rússia completou a segunda fase de testes clínicos com a vacina contra a COVID-19 Sputnik Light, informou o ministro da Saúde do país, Mikhail Murashko. A Sputnik Light será uma versão da vacina russa contra a COVID-19 Sputnik V que demandará somente uma dose para imunizar os pacientes. Segundo Murashko, os dados da fase dois foram submetidos para a análise de especialistas. Na América Latina, a vacina cubana Soberana 2 entrou na fase três de testes clínicos, reportou o jornal Estado de São Paulo. "É incrível que um país pequeno como Cuba, uma ilha pobre em recursos materiais, mas muito rica em recursos humanos, tenha avançado até esse ponto", declarou em entrevista coletiva o médico Vicente Vérez, diretor do Instituto Finlay de Vacinas (IFV, na sigla em espanhol). Caso venha a ser aprovada, a Soberana 2 será a primeira vacina latina contra a COVID-19.

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    Tags:
    Reino Unido, Cuba, Sputnik V, pandemia, vacinação, plano quinquenal, economia, sanções, COVID-19, EUA, Rússia, Brasil
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