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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as principais notícias desta quarta-feira (3), marcada pelo pior boletim diário de número de mortes por COVID-19 da história do Brasil, pela missão do Itamaraty a Israel por spray nasal contra a doença e bombardeio das Forças Armadas colombianas contra as FARC.

    Fundo do poço? Brasil tem 1.726 mortes por COVID-19 em 24 horas

    O Brasil registrou o pior boletim diário de número de mortes de COVID-19 de sua história, com 1.726 óbitos, totalizando 257.562 vítimas fatais do novo coronavírus. O país vive o pior momento da pandemia, com 19 estados com taxa de ocupação de leitos de UTI acima dos 80%, segundo dados da Fiocruz. A Câmara dos Deputados aprovou projeto que permite a compra de vacinas por estados, municípios e pela iniciativa privada. O texto segue para sanção presidencial. Na sequência, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), declarou que comprará 40 milhões de doses das vacinas Sputnik V e Pfizer para acelerar a campanha de vacinação paulista.

    Nesta terça-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou o envio de delegação chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a Israel para avaliar o spray nasal EXO-CD24, que seria utilizado para tratar pacientes graves da COVID-19. "O que é esse spray? Não sei. Parece que é um produto milagroso, parece. Nós vamos atrás disso", declarou o presidente. Em transmissão ao vivo em rede social, Bolsonaro lamentou que "querem me culpar pelas 200 e tantas mil mortes" e disse que as medidas de restrição para combater a doença "cabem a governadores e prefeitos".

    Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante conferência de imprensa no Palácio do Itamaraty, Brasília, 2 de março de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante conferência de imprensa no Palácio do Itamaraty, Brasília, 2 de março de 2021

    Guedes quer volta de programa que reduz salários e jornada

    Nesta terça-feira (2), o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo vai recriar o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM), que autoriza a redução de salários e carga horária de trabalhadores durante a vigência da pandemia de COVID-19. A retomada do programa seria uma reivindicação da classe empresarial, liderada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). No ano passado, o programa custou aos cofres públicos cerca de R$ 51 bilhões em somente três meses. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o ministro revelou que o presidente Bolsonaro não autoriza a privatização da Petrobras, Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal: "Pra mim, estatal boa é a que foi privatizada [...] essas três o presidente tem dito que não quer privatizar", disse Guedes. 

    Homem em terminal de ônibus no primeiro dia de lockdown em Brasília, 1º de março de 2021
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Homem em terminal de ônibus no primeiro dia de lockdown em Brasília, 1º de março de 2021

    Biden promete vacina contra COVID-19 para todos os adultos nos EUA até maio

    Nesta terça-feira (2), o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu a entrega de vacinas para todos os adultos residentes nos EUA até maio, após a empresa Merck & Co anunciar a produção de vacinas de sua rival, Johnson & Johnson. "Esse país terá vacinas suficientes para todos os adultos nos EUA até maio", disse Biden. O presidente se declarou "cautelosamente otimista" de que a pandemia deverá arrefecer nos EUA até março, mas alertou para a possibilidade de nova alta, caso o público não observe os protocolos de segurança. A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), Rochelle Walensky, acredita que ainda não chegou a hora dos estados norte-americanos relaxarem nas medidas de combate à COVID-19.

    Senhora recebe vacina contra a COVID-19 da farmacêutica Johnson & Johnson em Ohio, EUA, 2 de março de 2021
    © REUTERS / Gaelen Morse
    Senhora recebe vacina contra a COVID-19 da farmacêutica Johnson & Johnson em Ohio, EUA, 2 de março de 2021

    Bombardeio colombiano em posição das FARC deixa 13 mortos, diz Bogotá

    As Forças Armadas colombianas realizaram bombardeio contra posições das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no sul do país, deixando 13 rebeldes mortos, informou o ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, nesta quarta-feira (3)."O ataque a bomba por nossas Forças Armadas colombianas, apoiadas pela promotoria em Calamar, Guaviare, neutralizou 13 membros da equipe Gentil Duarte das FARC", escreveu Molano em rede social. As FARC foram fundadas em 1964 como uma ala militar de um partido comunista local. Em 2016, o governo colombiano e os rebeldes assinaram um acordo de paz, após longas negociações. Em 2017, o partido político comunista da Força Revolucionária Alternativa Comum foi estabelecido como um sucessor político das FARC.

    Ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, durante conferência de imprensa em Bogotá, Colômbia, 2 de março de 2021
    © REUTERS / Ministerio da Defesa da Colômbia
    Ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, durante conferência de imprensa em Bogotá, Colômbia, 2 de março de 2021

    Países da África recebem primeiros lotes de vacina contra COVID-19 da COVAX

    Primeiros lotes de vacinas contra a COVID-19 disponibilizadas pela aliança COVAX, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chegam a países da África. Nesta quarta-feira (3), o Quênia recebeu sua primeira remessa de pouco mais de um milhão de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca financiados pela COVAX. Na terça-feira (2), a Nigéria, país mais populoso do continente, recebeu quatro milhões de doses de vacinas e Angola, cerca de 600 mil. Gana e Costa do Marfim também receberam doses distribuídas pela OMS. O próximo país a receber lotes será a República Democrática do Congo. A COVAX ambiciona fornecer dois bilhões de doses de vacinas a países de baixo desenvolvimento relativo até o final do ano.

    Secretário de Saúde do Quênia, Mutahi Kagwe, recebe doses da vacina contra COVID-19 financiadas pela COVAX, em Nairóbi, Quênia, 3 de março de 2021
    © REUTERS / Thomas Mukoya
    Secretário de Saúde do Quênia, Mutahi Kagwe, recebe doses da vacina contra COVID-19 financiadas pela COVAX, em Nairóbi, Quênia, 3 de março de 2021

    China classifica sanções dos EUA contra a Rússia de 'inaceitáveis'

    Nesta quarta-feira (3), o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que as sanções norte-americanas contra a Rússia são "inaceitáveis". "Nós temos explicado reiteradamente a posição chinesa: o caso Navalny é um assunto exclusivamente interno da Rússia, forças estrangeiras não têm o direito de intervir", disse Wang. Nesta terça-feira (3), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou seu país responderá às sanções "com base no princípio da reciprocidade, mas não necessariamente de forma simétrica". Anteriormente, os EUA haviam imposto sanções contra altos funcionários, serviços de segurança e instituições científicas russas pelo suposto envenenamento do oposicionista Aleksei Navalny.

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    Tags:
    Rússia, China, FARC, Colômbia, OMS, COVAX Facility, Angola, Quênia, África, Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, pandemia, COVID-19, vacinação, Brasil
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