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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quarta-feira (24), marcada pelo impulso para privatização da Eletrobras, por acordo entre EUA e Japão sobre manutenção de tropas e nova tentativa da Câmara de acelerar a aprovação de vacinas contra COVID-19 no Brasil.

    Câmara aprova MP para acelerar aprovação de vacinas pela Anvisa

    Nesta terça-feira (23), a Câmara dos Deputados aprovou medida provisória (MP) para garantir que vacinas contra a COVID-19 aprovadas por uma entre 11 autoridades sanitárias estrangeiras sejam avaliadas pela Anvisa em até sete dias. O prazo pode ser estendido para 30 dias, caso informações sobre o imunizante sejam insuficientes. As autoridades sanitárias listadas são de EUA, União Europeia, Japão, China, Reino Unido, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Canadá, Austrália e Argentina. O Congresso já havia aprovado MP semelhante, mas o texto ainda aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil confirmou mais 1.370 mortes e 63.090 casos de COVID-19, totalizando 248.646 óbitos e 10.260.621 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Fachada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília, 23 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Fachada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília, 23 de fevereiro de 2021

    Governo apresenta MP para privatizar a Eletrobras

    Nesta terça-feira (23), o governo federal apresentou ao Congresso medida provisória (MP) para acelerar a privatização da Eletrobras. O texto prevê a manutenção de poder de veto do governo sobre as decisões da empresa por meio de ações preferenciais. Atualmente, a União possui 60% das ações da Eletrobras. "A Câmara e o Senado vão dar a devida urgência à matéria, até por ser uma medida provisória. E a nossa agenda de privatização, essa MP não trata disso hoje em dia, mas nossa agenda de privatização continua a todo vapor", disse o presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) informou que o texto deve entrar na pauta da Câmara na semana que vem.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à direita) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), durante conferência de imprensa no Congresso Nacional, Brasília, 23 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à direita) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), durante conferência de imprensa no Congresso Nacional, Brasília, 23 de fevereiro de 2021

    Altos executivos de empresa de energia do Texas renunciam após falha

    O presidente, vice-presidente e três diretores do conselho administrativo da operadora de energia do estado do Texas, Electric Reliability Council of Texas (ERCOT), renunciaram aos seus cargos. Na semana passada, milhões de pessoas ficaram sem energia e água no estado norte-americano, conforme as temperaturas despencaram a até -20 graus Celsius. O estado investiga a responsabilidade por dezenas de mortes relacionadas ao frio severo e as causas das falhas em geradores de energia e linhas de transmissão, reportou a Reuters. O diretor do escritório do grupo de defesa do consumidor Public Citizen do Texas, Adrian Shelley, pediu mais mudanças na empresa. "As falhas que ocorreram foram falhas de mercado. Talvez precisemos de regulamentação", disse Shelley. 

    Morador do Texas coleta água de sua piscina, em meio à falta de água e energia no estado norte-americano do Texas, 20 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Cooper Neill
    Morador do Texas coleta água de sua piscina, em meio à falta de água e energia no estado norte-americano do Texas, 20 de fevereiro de 2021

    Ministro de Mianmar visita a Tailândia em busca de diálogo

    Nesta quarta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores de Mianmar, Wunna Maung Lwin, visita a Tailândia para tentar estabelecer diálogo com os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês). As relações diplomáticas estão em crise desde 1º de fevereiro, quando junta militar promoveu golpe de Estado em Mianmar. A visita foi realizada após o fracasso dos esforços diplomáticos promovidos pela Indonésia. A chanceler indonésia, Retno Marsudi, cancelou sua visita à capital de Mianmar, Naypyidaw. "Após considerar os desenvolvimentos atuais e as posições de outros países da ASEAN, concluímos que este não é o momento ideal para uma visita", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, Teuku Faizasyah, durante entrevista coletiva em Jacarta. Manifestantes em Mianmar mantêm protestos e greve geral para demandar o retorno à democracia no país. 

    Manifestantes durante protesto contra o golpe militar em Rangum, Mianmar, 24 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Stringer
    Manifestantes durante protesto contra o golpe militar em Rangum, Mianmar, 24 de fevereiro de 2021

    EUA sugerem sanções adicionais ao gasoduto Nord Stream 2

    Nesta quarta-feira (23), o Departamento de Estado dos EUA apresentou relatório ao Congresso sugerindo sanções adicionais ao gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2, na tradução), que liga a costa russa à Alemanha. "Mas a história não acabará nisso", disse o porta-voz da chancelaria norte-americana, dizendo que medidas mais duras contra o projeto devem ser aplicadas futuramente. O projeto Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de um gasoduto com uma capacidade total de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano desde a costa russa através do mar Báltico até a Alemanha. O projeto sofre oposição ativa dos Estados Unidos, que promovem a exportação de gás natural liquefeito norte-americano para a União Europeia, bem como da Ucrânia e demais países europeus. As primeiras sanções contra o projeto foram impostas pelos EUA em dezembro de 2019, causando atritos com a Alemanha, sua aliada na OTAN.

    Logo do projeto Nord Stream 2 em gasoduto exposto na fábrica de Chelyabinsk, Rússia, 26 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Maxim Shemetov
    Logo do projeto Nord Stream 2 em gasoduto exposto na fábrica de Chelyabinsk, Rússia, 26 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)

    Japão e EUA selam acordo sobre manutenção de tropas militares norte-americanas

    Nesta quarta-feira (24), Japão e EUA assinaram acordo para manutenção de tropas norte-americanas no país asiático durante o ano fiscal de 2021, informou o ministro das Relações Exteriores japonês, Toshimitsu Motegi. Os países enfrentaram dificuldades para selar acordo sobre o financiamento das tropas dos EUA no país durante a administração Donald Trump, que exigia maior aporte de recursos por parte do Japão. Cerca de 52 mil militares norte-americanos encontram-se estacionados no Japão, a um custo de cerca de US$ 1,92 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões) anuais para o governo japonês. Nesta semana, as Forças Armadas de ambos os países vão conduzir exercícios militares conjuntos Resilient Shield 2021 de forma virtual para coordenar seus sistemas de defesa antimísseis, informou o Departamento de Defesa dos EUA em comunicado.

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    Tags:
    Japão, Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Tailândia, golpe militar, Mianmar, Eletrobras, privatização, Texas, vacinação, pandemia, COVID-19, Brasil
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