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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta sexta-feira (19), marcada pela disposição dos EUA de negociar a volta ao acordo nuclear iraniano, por aportes de Washington à iniciativa de distribuição de vacinas COVAX e pela aceleração da contaminação por COVID-19 no Brasil.

    Velocidade de contaminação por COVID-19 dobra no Brasil

    Há pouco menos de um ano do primeiro caso de COVID-19 no Brasil, o país atinge a marca de dez milhões de diagnósticos da doença. Neste período, a velocidade de contaminação dobrou no país: foram necessários oito meses para atingir a marca de cinco milhões de casos, mas menos da metade disso para que esse número dobrasse. O quadro epidemiológico brasileiro é agravado pela presença confirmada de novas variantes do coronavírus, como a britânica, a de Manaus e a P1, detectada no Rio de Janeiro, Santa Catarina e Ceará. Além disso, a vacinação caminha a passos lentos, com somente 5.558.205 pessoas imunizadas, o equivalente a 2,62% da população brasileira. O país confirmou mais 1.432 mortes e 49.368 casos de COVID-19, totalizando 243.610 óbitos e 10.028.644 diagnósticos da doença.

    Manifestantes protestam pela manutenção do auxílio emergencial durante a pandemia, no Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2021
    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Manifestantes protestam pela manutenção do auxílio emergencial durante a pandemia, no Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2021

    EUA dizem estar prontos para diálogo com Irã sobre acordo nuclear

    Nesta quinta-feira (18), os EUA anunciaram estarem dispostos a aceitar convite para reunião com Rússia, China, França, Alemanha, Reino Unido e Irã para debater a volta do país ao acordo nuclear iraniano. "No passado, Rússia e China tiveram papel construtivo nas negociações do Plano de Ação Conjunta Global [JCPOA, na sigla em inglês], porque eles não têm interesse em ver o Irã adquirir armas nucleares [...] ou em um conflito na região", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price. Em 2018, os EUA se retiraram unilateralmente do Plano de Ação Conjunta Global, que tem como objetivo regular o programa nuclear iraniano, em troca do alívio de sanções econômicas impostas contra Teerã.

    • Outra revisão importante na política externa dos EUA anunciada nesta quinta-feira (18), foi a decisão do presidente Joe Biden de alocar até US$ 4 bilhões (cerca de R$ 21 bilhões) na aliança de distribuição de vacinas para países em desenvolvimento COVAX, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O ex-mandatário norte-americano, Donald Trump, havia recusado a participação na COVAX, por ela estar ligada à OMS. A primeira parcela de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,8 bilhões) será liberada neste ano, e a segunda, em 2022 conforme a aliança demonstrar resultados, anunciou a Casa Branca. O aporte será anunciado hoje (19) por Biden durante reunião virtual do grupo de países desenvolvidos G7.
    • Nesta sexta-feira (19), os EUA retornam oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima. A administração Biden ainda prometeu providenciar ajuda no combate às mudanças climáticas para países pobres prometida pelos EUA em 2009, mas não concretizada. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, retirou os EUA do acordo, por considerá-lo desvantajoso à economia do país. Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, o retorno do segundo maior emissor de gases do efeito estufa ao acordo "é importante em si mesmo". 
    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião na Casa Branca, Washington, 17 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Leah Millis
    Presidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião na Casa Branca, Washington, 17 de fevereiro de 2021

    Israel e Síria realizam troca de prisioneiros mediada pela Rússia

    Nesta quinta-feira (18), dois cidadãos sírios e uma israelense foram libertados durante troca de prisioneiros entre Síria e Israel mediada pela Rússia. As Forças Armadas de Israel disseram que os sírios haviam sido detidos "há poucas semanas", após cruzar a fronteira da região contestada das Colinas de Golã. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter buscado apoio de seu "amigo", o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que teria "agido" para garantir a troca. Síria e Israel se encontram em guerra desde 1967, em função da disputa pelo território das Colinas de Golã, atualmente ocupado por Israel. As Forças Aéreas israelenses bombardeiam alvos na Síria regularmente, apesar de muitas vezes não confirmarem os ataques.

    Garota dentro de tenda de campo para pessoas internamente deslocadas na Síria, ao norte de Alepo, 17 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Mahmoud Hassano
    Garota dentro de tenda de campo para pessoas internamente deslocadas na Síria, ao norte de Alepo, 17 de fevereiro de 2021

    China confirma morte de militares em disputa de fronteira com a Índia

    Nesta sexta-feira (19), a China confirmou pela primeira vez que quatro militares, inclusive um comandante de batalhão, foram mortos durante embates com forças indianas em junho de 2020. Os embates, que colocaram as duas potências nucleares à beira de um conflito militar, teriam deixado 20 soldados indianos mortos. Os soldados chineses "se sacrificaram" durante embates no vale de Galwan, durante confrontos com "força militar estrangeira", declarou o ministério da Defesa da China. Na ocasião, a China não confirmou o número de soldados mortos durante os embates. Sem citar nominalmente a Índia, Pequim acusou "força estrangeira" de "violação repentina" dos acordos de fronteira. China e Índia disputam a delimitação da fronteira entre os países em Ladakh, na região do Himalaia.

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    Tags:
    Índia, China, troca de prisioneiros, Rússia, Síria, israel, Acordo de Paris, acordo nuclear, Irã, Antony Blinken, Joe Biden, EUA, vacinação, pandemia, COVID-19, Brasil
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