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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais importantes desta sexta-feira (29), na qual repercute a possível reforma ministerial de Bolsonaro, Bolívia começa vacinação contra a COVID-19 com a vacina Sputnik V e OMS inicia investigações em Wuhan.

    Brasil tem 3º pior boletim diário de número de mortes por COVID-19

    Nesta quinta-feira (28), o Brasil registrou 1.439 mortes em 24 horas, o terceiro pior boletim diário de número de mortes por COVID-19 desde o início da pandemia. A média móvel de número de mortes nos últimos sete dias é de 1.064, a maior desde o dia 4 de agosto. O país registrou mais 60.301 casos de COVID-19, informou consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. Com a alta, a justiça de São Paulo suspendeu início de aulas presenciais das redes públicas e privadas do estado em zonas de alto risco, atendendo ao pedido do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).  Ao todo, o país registra 221.676 óbitos, 9.060.786 diagnósticos de COVID-19 e 1.509.826 de pessoas vacinadas.

    Agentes de Saúde fazem fila para receber primeira dose da vacina contra COVID-19, CoronaVac, em Curitiba, 28 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Rodolfo Buhrer
    Agentes de Saúde fazem fila para receber primeira dose da vacina contra COVID-19, CoronaVac, em Curitiba, 28 de janeiro de 2021

    Bolsonaro rebate comentário de Mourão sobre reforma ministerial: 'palpiteiro'

    Nesta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro desautorizou seu vice, general Hamilton Mourão, que levantou a possibilidade de reforma ministerial no palácio do Planalto. "O que nós menos precisamos é de palpiteiro no tocante à formação do meu ministério", disse Bolsonaro a apoiadores. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Mourão aventou a possibilidade de troca de ministros após as eleições para a presidência da Câmara dos Deputados. De acordo com o jornal O Globo, há indícios de que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, possa ser substituído pelo atual ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

    O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão conversam durante evento no Palácio do Planalto.
    © AP Photo / Eraldo Peres
    O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão conversam durante evento no Palácio do Planalto.

    Bolívia inicia vacinação em massa com vacina Sputnik V

    Nesta sexta-feira (29), a Bolívia deve iniciar campanha de vacinação contra a COVID-19, utilizando o imunizante russo Sputnik V, informou o presidente do país, Luis Arce. O país andino recebeu o primeiro lote de 20 mil doses da vacina no aeroporto El Alto de La Paz, nesta quinta-feira (28). O governo boliviano selou acordo para assegurar 5,5 milhões de doses da Sputnik V no fim de dezembro e autorizou o seu uso emergencial em 6 de janeiro. Ao todo, o país registra mais de 200 mil casos de COVID-19 e cerca de dez mil vítimas fatais.

    EUA sofrem maior contração econômica desde 1946

    Nesta quinta-feira (28), dados do Departamento do Comércio dos EUA revelam que a economia do país retrocedeu em 3,5% em 2020, a pior retração desde 1946. A queda foi motivada pela pandemia de COVID-19 e demissões em massa no país. Cerca de 18.3 milhões de pessoas recebem algum tipo de assistência em decorrência do desemprego no país, reportou a AFP. A exportação líquida caiu em 13%, enquanto o consumo individual retrocedeu em 3,9%. No início da semana que vem, o Congresso norte-americano deve votar pacote de ajuda econômica de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões) proposto pelo novo presidente do país, Joe Biden.

    Voluntários distribuem caixas de alimentos em comunidades carentes em Nova York, EUA (foto de arquivo)
    © REUTERS / Lindsay DeDario
    Voluntários distribuem caixas de alimentos em comunidades carentes em Nova York, EUA (foto de arquivo)

    Novavax anuncia vacina contra COVID-19 com eficácia de 89,3%

    Nesta quinta-feira (28), a farmacêutica norte-americana Novavax anunciou que sua vacina contra a COVID-19 tem eficácia de 89,3%. Os dados teriam sido coletados durante testes da fase três conduzidos no Reino Unido, EUA e México. "A [vacina] NVX-CoV2373 tem o potencial de desempenhar papel importante para resolver essa crise sanitária global", disse o CEO da empresa, Stanley Erck. A empresa recebeu US$ 1,75 bilhão (cerca de R$ 9,5 bilhões) do governo dos EUA para desenvolver a vacina contra a COVID-19. O premiê britânico, Boris Johnson, anunciou em rede social que o imunizante será produzido no Reino Unido e "caso seja aprovado, reservaremos 60 milhões de doses".

    Ampola e seringa próximas de logotipo da farmacêutica norte-americana Novavax, em foto ilustrativa retirada em 11 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Dado Ruvic
    Ampola e seringa próximas de logotipo da farmacêutica norte-americana Novavax, em foto ilustrativa retirada em 11 de janeiro de 2021

    OMS inicia investigações sobre origem do novo coronavírus em Wuhan

    Nesta sexta-feira (29), equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) inicia investigações sobre as origens do novo coronavírus na cidade chinesa de Wuhan. Os especialistas concluíram período de quarentena obrigatória e devem visitar laboratórios, mercados e hospitais na primeira cidade a reportar casos de COVID-19 no mundo, informou a OMS. Os especialistas trabalham com a hipótese de que o vírus tenha sido vazado de laboratório governamental da China, reportou a Reuters. Pequim, por sua vez, argumenta que o vírus foi detectado em embalagem de alimentos congelados que circularam na Europa em 2019. O ministério das Relações Exteriores de Pequim também levantou a hipótese de o fechamento repentino de laboratório do Exército dos EUA em Fort Detrick, Maryland, em julho de 2019, estar ligado ao início da pandemia.

    Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) deixam hotel no qual realizaram quarentena, em Wuhan, China, 28 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) deixam hotel no qual realizaram quarentena, em Wuhan, China, 28 de janeiro de 2021

    China não reconhecerá novos passaportes britânicos concedidos a habitantes de Hong Kong

    Nesta sexta-feira (29), o ministério das Relações Exteriores da China anunciou que não reconhecerá o passaporte britânico especial concedido aos habitantes de Hong Kong como documento de viagem válido a partir de 31 de janeiro. O passaporte especial emitido pelo Reino Unido a moradores de sua ex-colônia permitia visitas de até seis meses, mas não o direito a trabalho ou residência permanente. Em meio à disputa com a China por influência em Hong Kong, o premiê britânico, Boris Johnson, anunciou que os passaportes especiais poderão ser estendidos a mais três milhões de habitantes da região autônoma, que poderão obter direito a residência de até cinco anos no Reino Unido e, eventualmente, obter cidadania.

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    Tags:
    Bolívia, Sputnik V, vacinação, pandemia, COVID-19, Brasil
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