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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quinta-feira (21), marcada pelo impasse das vacinas no Brasil, pela pandemia que segue avançando no país e pela carta de Bolsonaro enviada a Biden.

    Brasileiros sofrem com impasse das vacinas

    O Brasil vive nesta semana um impasse em relação à importação do insumo farmacêutico ativo (IFA) que vem da China, usado na fabricação da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca, ambas aprovadas para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesta quarta-feira (20), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teve uma reunião com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para discutir o envio dos insumos. Por sua vez, Bolsonaro tentou manter contato com o líder chinês Xi Jinping para apelar pela liberação de insumos para a fabricação de vacinas contra COVID-19. O governo brasileiro tentou ainda entrar em contato com diplomatas indianos para solicitar uma posição que amenize os problemas criados pelo atraso na entrega das vacinas. Na terça-feira (19), a Fiocruz informou que a entrega das vacinas contra a COVID-19 vai atrasar de fevereiro para março justamente em razão da falta de matéria-prima. Além disso, o Brasil enfrenta uma disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, que travam uma batalha visando as eleições de 2022, enquanto os brasileiros seguem sofrendo com a pandemia de COVID-19.

    Os profissionais da saúde do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recebem primeira dose da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para o combate à COVID-19
    © Folhapress / Cris Faga
    Os profissionais da saúde do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recebem primeira dose da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para o combate à COVID-19

    Joe Biden assume comando dos EUA

    O político democrata tomou posse nesta quarta-feira (20) como 46º presidente dos Estados Unidos e cumpriu logo de cara uma de suas primeiras promessas, a de retomar a agenda ambiental do governo, recolocando os EUA no Acordo do Clima de Paris. Além disso, o novo mandatário norte-americano afirmou que aprovará ações para controlar a pandemia - inclusive já tendo decretado o uso obrigatório de máscara nos EUA por 100 dias -, prover auxílio econômico, enfrentar as mudanças climáticas e avançar em equidade racial. Biden também assinou uma série de outros atos executivos para reverter as medidas tomadas por Trump, como o fim do veto à entrada de cidadãos de países muçulmanos nos EUA e a suspensão da construção do muro na fronteira com o México.

    Presidente dos EUA Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden na Casa Branca, Washington
    © AFP 2021 / Jim Watson
    Presidente dos EUA Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden na Casa Branca, Washington

    COVID-19 avança e assola Brasil

    O Brasil registrou 1.382 novas mortes pela COVID-19 e 64.126 novos casos da doença nesta quarta-feira (20). Com isso, o país chegou a 212.893 óbitos e a 8.639.868 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. A média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 54.630 novos diagnósticos por dia. O número representa uma variação de +50% em relação aos casos registrados em duas semanas. Os dados mostram que 12 estados estão com alta nas mortes: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Pernambuco e Sergipe.

    A cidade de Manaus, no estado do Amazonas, continua com um alto índice de contaminação e mortes de vítimas do novo coronavírus (COVID-19). O estado vive uma crise sanitária e sofre com a falta de balões de oxigênio para pacientes internados nos hospitais da cidade portadoras do vírus
    © Folhapress / Phil Limma
    A cidade de Manaus, no estado do Amazonas, continua com um alto índice de contaminação e mortes de vítimas do novo coronavírus

    Bolsonaro envia carta e espera relação 'longa e sólida' com Biden

    O presidente Jair Bolsonaro felicitou Joe Biden nesta quarta-feira (20) pela posse como novo presidente dos Estados Unidos e falou em relação "longa e sólida" com os EUA. Na carta enviada ao presidente norte-americano, Bolsonaro cita parcerias entre os dois países nas áreas econômica, ambiental e científica, e fala em aprofundar as discussões sobre um possível acordo de livre comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. Apesar da esperança de Bolsonaro e da tentativa do presidente brasileiro de construir uma boa relação com Donald Trump, colocando os EUA no topo das relações e política externas do país, os frutos de tal estratégia levantam questões. Vale ressaltar que a relação de Bolsonaro com Biden começou turbulenta depois de o democrata ter ameaçado o Brasil com sanções devido ao desmatamento na Amazônia. Recentemente, Biden nomeou um crítico do governo Bolsonaro para atuar nas relações com a América Latina.

    O presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília
    © AP Photo / Pedro Ladeira / Folhapress
    O presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília

    China sanciona parte da Administração Trump

    A nova lista de sanções, que inclui muitos membros do agora ex-governo Trump, foi divulgada logo após o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tomar posse nesta quarta-feira (20). O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou a introdução de sanções contra 28 norte-americanos que Pequim acusou de realizarem uma série de ações que minaram gravemente os interesses de Pequim e as relações entre os EUA e a China, ofendendo o povo chinês e interferindo nos assuntos internos do país. A lista inclui nomes proeminentes que faziam parte da administração Trump, como o secretário de Estado Mike Pompeo, o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, e seu sucessor Robert O'Brien, o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, e o conselheiro comercial da Casa Branca Peter Navarro.

    Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, um dos sancionados pela China
    © AFP 2021 / Andrew Harnik
    Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, um dos sancionados pela China

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    Tags:
    novo presidente, presidente, Joe Biden, vacinação, vacina, vacina, COVID-19, novo coronavírus, EUA, Brasil
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