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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta sexta-feira (8), marcada pelo total de 200 mil óbitos no Brasil, pela vacinação e suas expectativas, pela criação do novo território marítimo venezuelano e pela condenação de Trump da invasão do Capitólio.

    Brasil atinge 200 mil mortes por COVID-19

    O Brasil atingiu nesta quinta-feira (7) a marca de 200 mil mortos pela COVID-19. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país soma, desde o início da pandemia, 200.498 óbitos e 7,9 milhões de casos registrados de infecção pelo novo coronavírus. Segundo os dados do Conass, a média móvel de mortes por COVID-19 no Brasil atingiu 792, tendo crescido 11,2% em comparação com 14 dias atrás. Nesta quinta-feira, o Instituto Butantan divulgou que a CoronaVac tem uma eficácia de 78% e pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial da vacina.

    Enterro do cantor Genival Lacerda, que morreu vitima de Covid-19 na noite de ontem, o enterro esta rendo realizado na cidade de Campina Grande, PB, nesta quinta feira, 07
    © Folhapress / Leonardo Silva
    Enterro do cantor Genival Lacerda, que morreu vitima de Covid-19 na noite de ontem, o enterro esta rendo realizado na cidade de Campina Grande, PB, nesta quinta feira, 07

    Vacinação no Brasil e suas expectativas

    O Ministério da Economia anunciou nesta quarta-feira (7) a redução do imposto de importação de agulhas e seringas para uso na vacinação contra a COVID-19. A medida visa contornar o pregão eletrônico realizado na semana passada onde o governo brasileiro tentou adquirir 331 milhões de seringas, mas comprou apenas oito milhões. Segundo Jorge Kalil, a redução dos impostos adotada pelo Ministério da Economia é positiva, mas poderia ter sido feita antes. De acordo com o ministério, a alíquota para importação desses produtos era de 16%. A redução a zero vale até junho. Pela decisão, tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), seringas e agulhas passaram a integrar a lista de produtos com reduções tarifárias temporárias com o objetivo de facilitar o combate à pandemia da COVID-19. Nesta quinta-feira (7), o Instituto Butantan divulgou que a CoronaVac tem eficácia de 78% e pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial da vacina. Algumas horas depois, Pazuello anunciou a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para a compra de 100 milhões de doses da vacina CoronaVac.

    O governador João Dória durante coletiva de imprensa no Instituto Butantan em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (7), para tratar sobre a CoronaVac e sua eficácia, que segundo estudos, está entre 78% e 100% em casos leves, moderados e graves
    © Folhapress / Danilo Fernandes
    O governador João Dória durante coletiva de imprensa no Instituto Butantan em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (7), para tratar sobre a CoronaVac e sua eficácia, que segundo estudos, está entre 78% e 100% em casos leves, moderados e graves

    Maduro cria novo território marítimo

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou na quinta-feira (7) um decreto sobre a criação de um novo território marítimo na costa atlântica do país. Na região abrangida pelo decreto de Maduro estão localizadas importantes jazidas de hidrocarbonetos e inclui ainda a região de Essequibo, disputada com a vizinha Guiana. Maduro também emitiu declarações sobre o assunto em suas redes sociais após reunião com o Conselho de Estado e o Conselho de Defesa Nacional. A disputa territorial entre a Venezuela e a Guiana remonta ao século XIX. Em 1966, os dois países assinaram o Acordo de Genebra buscando uma solução pacífica para a disputa, mas em 2018 a Guiana entrou com uma ação na Corte Internacional de Justiça, na qual pede ao tribunal que mantenha a decisão arbitral de 1899, que dá ao país o controle absoluto sobre o território.

    Presidente venezuelano, Nicolás Maduro
    © REUTERS / Manaure Quintero
    Presidente venezuelano, Nicolás Maduro

    Trump condena invasão do Capitólio

    Em um discurso em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (7), o presidente norte-americano condenou as ações violentas que ocorreram no Capitólio dos EUA no dia anterior e reconheceu que uma "nova administração tomaria posse" no dia 20 de janeiro. O presidente dos EUA também afirmou que os manifestantes que infringiram a lei durante o incidente pagarão o preço legal por isso. Relembrando as várias ações judiciais apresentadas em diversos estados dos EUA em uma tentativa de contestar os resultados da eleição, Trump observou que seu "único objetivo era garantir a integridade do voto". O presidente norte-americano enfatizou que sua intenção foi "defender a democracia norte-americana". Os comentários do presidente nesta quinta-feira (7) foram feitos menos de duas horas depois que a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, realizou uma coletiva de imprensa na qual expressou a primeira condenação oficial dos distúrbios violentos. Ambos os comentários, da secretária de imprensa e de Trump vêm à tona em meio a um crescente movimento de legisladores do Congresso norte-americano pela remoção de Trump do cargo por meio da 25ª Emenda ou de um impeachment.

    Policiais e membros da Guarda Nacional em frente ao Capitólio norte-americano
    © AFP 2020 / Brendan Smialowski
    Policiais e membros da Guarda Nacional em frente ao Capitólio norte-americano

    Policial morre em confronto no Capitólio

    Um oficial da polícia do Capitólio dos EUA foi morto durante o protesto de quarta-feira (6), quando apoiadores de Donald Trump invadiram a sede do poder legislativo, confirmou nesta quinta-feira (7) a polícia do Capitólio. Além do policial, morreram quatro manifestantes. Na quarta-feira, uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Capitólio norte-americano, atacando os policiais com barras de metal, produtos químicos e outras armas. Apesar da tentativa, os manifestantes não conseguiram impedir a confirmação da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais do país. O ataque ocorreu após Trump pedir que seus partidários continuassem lutando para anular o resultado da votação. Após a invasão, Trump afirmou estar indignado com a violência, ilegalidade e caos que tomou conta do Capitólio.

    Confronto entre policiais e manifestantes em frente ao Capitólio norte-americano
    © AFP 2020 / Roberto Schmidt
    Confronto entre policiais e manifestantes em frente ao Capitólio norte-americano

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    Tags:
    vacinação, vacina, Venezuela, novo coronavírus, COVID-19, EUA, Brasil
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