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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quinta-feira (7), marcada pela repercussão da invasão do Capitólio nos EUA, pela garantia de Pazuello de que o Brasil começará campanha de vacinação ainda em janeiro e pela formalização de acordo histórico entre Sudão e Israel.

    Pazuello diz que Brasil tem 354 milhões de doses de vacinas asseguradas

    Nesta quarta-feira (6), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que o Brasil terá acesso assegurado a 354 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 em 2021, 254 milhões das quais a serem produzidas pela Fiocruz. "Estamos em processo de negociação com os laboratórios Gamaleya, da Rússia; Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; e Bharat Biotech, da Índia", disse. Segundo o ministro, o governo federal poderá iniciar campanha de vacinação ainda em janeiro. Nesta quinta-feira (7), o Instituto Butantan deve divulgar os dados finais da fase três de testes clínicos com a vacina desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac. O Brasil registrou mais 1.266 mortes e 62.532 casos de COVID-19, totalizando 199.043 óbitos e 7.874.539 casos da doença, informou consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Carioca usa máscara protetora durante celebração da Folia de Reis, no Borel, Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Carioca usa máscara protetora durante celebração da Folia de Reis, no Borel, Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 2021

    Quatro mortos e 52 presos após invasão ao Congresso dos EUA, informa polícia

    Quatro pessoas morreram e 52 foram detidas após apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, invadirem o Congresso norte-americano, adiando sessão que confirmaria a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro. "Um policial do Capitólio disparou sua arma de serviço, atingindo uma mulher adulta", disse o chefe da polícia local, Robert Contee. A vítima seria a apoiadora de Trump e veterana da Força Aérea Ashli Babbitt, informou o canal Fox News. Outras três mortes ocorridas na região não teriam relação direta com a invasão do Congresso. Ao todo, 14 policiais foram feridos e dois estariam hospitalizados. Além disso, a polícia identificou e desarmou duas bombas artesanais nas proximidades dos comitês nacionais dos partidos Republicano e Democrata, informou Contee.

    • A prefeita de Washington, Muriel Bowser, informou que a capital dos EUA deve se manter em estado de emergência pública por cerca de 15 dias, em função da invasão do Capitólio ocorrida nesta quarta-feira (6). A cidade permanecerá em estado de alerta pelo menos até a posse do presidente eleito do país, Joe Biden. O FBI pediu que a população colabore e forneça informações sobre todas as pessoas "ativamente" implicadas no incidente.
    • Associações corporativas condenaram veementemente a invasão do Capitólio e algumas pediram a remoção do atual presidente do país, Donald Trump, do cargo. O diretor-executivo da Associação Nacional da Indústria dos EUA, Jay Timmons, que é ligado ao partido Republicano, pediu que o vice-presidente, Michael Pence, "considere seriamente trabalhar com o gabinete para invocar a emenda 25", que consideraria Trump incapaz de governar. O CEO da Apple, Tim Cook, disse que o incidente marca "um capítulo triste e vergonhoso da história da nossa nação".
    Policial imobiliza manifestante favorável a Donald Trump na frente da sede do Congresso dos EUA, Washington, 6 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Shannon Stapleton
    Policial imobiliza manifestante favorável a Donald Trump na frente da sede do Congresso dos EUA, Washington, 6 de janeiro de 2021

    EUA considera proibir compra de ações das chinesas Alibaba e Tencent

    A administração Trump estaria considerando banir a negociação de ações nos EUA das empresas de Internet chinesas Alibaba e Tencent. As empresas seriam adicionadas à lista de companhias supostamente controladas pelo exército da China, reportou a Reuters. A medida deterioraria as relações entre Washington e Pequim, dias antes da posse de Biden. Nesta quarta-feira (6), a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) excluiu empresas chinesas do setor de telecomunicações como a China Telecom e a China Mobile de suas operações, observando diretriz do governo. Enquanto isso, a invasão do Capitólio nos EUA gerou onda de críticas contra Washington na Internet chinesa, reportou a AFP. "A [líder democrata] Nancy Pelosi um dia se referiu aos distúrbios em Hong Kong como 'uma bela cena a ser admirada'. Vamos ver se ela dirá o mesmo sobre os incidentes recentes no Capitólio", escreveu o jornal chinês Global Times.

    Logotipo da gigante da Internet chinesa Tencent (foto referencial)
    © REUTERS / Tingshu Wang
    Logotipo da gigante da Internet chinesa Tencent (foto referencial)

    Sudão estabelece relações diplomáticas com Israel e acordo de ajuda econômica

    Nesta quarta-feira (6), o Sudão estabeleceu formalmente relações diplomáticas com Israel durante visita inédita do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, à capital sudanesa, Cartum. Para viabilizar o acordo, os EUA retiraram o Sudão da lista de países financiadores do terrorismo, o que abriu caminho para que Cartum recebesse ajuda econômica de instituições financeiras internacionais. "Esse acordo permitirá que o Sudão retome acesso a mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) em financiamentos do Banco Mundial pela primeira vez em 27 anos" disse o ministro das finanças sudanês Heba Ahmed.

    Homem carrega seu filho durante protestos no Sudão pela manutenção da força de paz da ONU no país, no campo de Nyala, Darfur, 30 de dezembro de 2020
    © AFP 2021
    Homem carrega seu filho durante protestos no Sudão pela manutenção da força de paz da ONU no país, no campo de Nyala, Darfur, 30 de dezembro de 2020

    Kim Jong-un quer fortalecimento militar da Coreia do Norte

    Nesta quinta-feira (7), o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu que a liderança do país foque no fortalecimento da capacidade militar norte-coreana, que possui programa nuclear e de mísseis controversos. O líder apresentou relatório pedindo que as "capacidades de defesa sejam colocadas em um nível mais elevado" e que metas sejam estabelecidas para seu desenvolvimento. A liderança norte-coreana encontra-se reunida em congresso geral do partido governante, evento celebrado a cada cinco anos, que reúne a alta cúpula do partido.

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    Tags:
    Coreia do Norte, Tencent, Alibaba, China, Congresso dos EUA, Joe Biden, Donald Trump, invasão, Capitólio, EUA, Brasil
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