08:40 15 Maio 2021
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quarta-feira (23), marcada pela prisão domiciliar de Crivella, pelo endurecimento da quarentena em São Paulo, pela COVID-19 sem fronteiras e pela recusa de Trump de assinar lei de alívio econômico.

    COVID-19 avança e chega a todos os continentes

    Ao todo, 36 chilenos na base General Bernardo O'Higgins Riquelme na Antártica contraíram o novo coronavírus, tornando o continente o último a ser afetado pela COVID-19. Em 17 de dezembro, a Marinha do Chile informou que a tripulação do navio Sargento Aldea iniciou uma quarentena preventiva no interior da embarcação após a detecção de três casos de coronavírus entre os seus 208 tripulantes. A embarcação visitou a base Bernardo O'Higgins Riquelme entre 27 de novembro e 10 de dezembro. O continente gelado era o único lugar no planeta livre da pandemia. Pelo visto, o vírus insidioso encontrou seu caminho para a terra do gelo eterno. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), já foram registrados 78.028.353 casos por todo o mundo. No total, a pandemia já vitimou 1.717.510 pessoas. EUA, Índia, Brasil, Rússia e França são os países com mais infectados.

    Impressão 3D de uma partícula do SARS-CoV-2
    © REUTERS / NIH
    Impressão 3D de uma partícula do SARS-CoV-2

    Instituto Butantan pedirá registro da CoronaVac à Anvisa

    Nesta quarta-feira (23), o Instituto Butantan vai apresentar os dados sobre a eficácia da CoronaVac e deve fazer os pedidos de uso emergencial e de registro definitivo da vacina na Anvisa. O Instituto Butantan também anunciou que a terceira e última fase de testes clínicos da vacina chinesa CoronaVac foi concluída. Recentemente, o instituto recebeu mais três carregamentos de doses, formando um estoque de 10,8 milhões de doses prontas. Além disso, a Sinovac também deve pedir o registro à agência chinesa de vigilância nesta quarta-feira (23).

    Marcus Miranda, o diretor- presidente substituto, Antonio Barra e a coordenadora de infraestrutura e meio de transporte da gerência geral de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa, Viviane Vilella
    © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil
    Marcus Miranda, o diretor- presidente substituto, Antonio Barra e a coordenadora de infraestrutura e meio de transporte da gerência geral de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa, Viviane Vilella

    São Paulo endurece quarentena

    O estado de São Paulo endureceu a quarentena no Natal e Ano Novo, permitindo apenas serviços essenciais. Nesta terça-feira (22), a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patrícia Ellen, informou que apenas os serviços essenciais ficarão abertos entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º e 3 de janeiro. Desta forma, o estado entra em uma fase vermelha temporária, na qual apenas farmácias, mercados e padarias poderão funcionar. Com isso, SP pretende diminuir a circulação da COVID-19 entre a população. No sábado (19), a taxa de isolamento no estado foi de 40%, um número abaixo do esperado pelo governo. Uma das principais preocupações do estado de SP é o rápido aumento de internações, especialmente depois de parte dos leitos reservados para casos de COVID-19 ter sido desmobilizada com a diminuição dos casos. Na segunda-feira (21), a região metropolitana de SP atingiu 66,8% dos leitos ocupados, sendo que em todo o estado a taxa é de 61,8%, segundo o Valor Econômico.

    Avenida Paulista com pouco movimento, São Paulo, Brasil
    © Foto / Rovena Rosa/Agência Brasil
    Avenida Paulista com pouco movimento, São Paulo, Brasil

    Primeiro satélite do Brasil rumo ao espaço

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou em seu site que o primeiro satélite projetado e desenvolvido com tecnologia nacional, o Amazonia-1, partiu às 11h48 desta terça-feira (22) no avião B777 da companhia Emirates do aeroporto internacional de São José dos Campos, em São Paulo, rumo à Índia. O satélite será enviado à órbita terrestre por um foguete PSLV da Agência de Pesquisas Espaciais da Índia (ISRO, na sigla em inglês), a uma altitude de 700 quilômetros, ultrapassando a Estação Espacial Internacional (EEI), para coletar imagens de sensoriamento remoto do desmatamento. Dono de seis quilômetros de fios e 14 mil ligações elétricas, o Amazonia-1 é o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto e operará em conjunto com o CBERS-4 e o CBERS-4A. O Amazonia-1 é um satélite de órbita Sol síncrona (polar) que vai gerar imagens do planeta a cada cinco dias. O aparelho terá a capacidade de disponibilizar uma quantidade significativa de informações de um mesmo ponto da Terra e poderá fornecer dados, sob demanda, de um ponto específico em dois dias.

    Container com módulo do satélite Amazonia-1
    Container com módulo do satélite Amazonia-1

    Marcelo Crivella atrás das 'grades'

    Marcelo Crivella foi detido nesta terça-feira (22), em sua residência, na zona oeste da capital fluminense, e levado para o presídio de Benfica, na zona central da cidade, por suspeitas de comandar uma organização criminosa conhecida como "QG da Propina". Ele também foi afastado do cargo. Posteriormente, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, emitiu uma liminar na noite de terça substituindo a prisão preventiva do prefeito do Rio de Janeiro, por prisão domiciliar. Segundo o STJ, as medidas cautelares valem até que seja analisado o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do prefeito, o que só deverá ocorrer após o fim das férias forenses.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, deixa a Cidade da Polícia, após ser preso na manhã desta terça-feira (22) em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do RJ
    © Foto / Tânia Rêgo /Agência Brasil
    O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, deixa a Cidade da Polícia, após ser preso na manhã desta terça-feira (22) em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do RJ

    Pfizer e Moderna testam vacina contra nova cepa da COVID-19

    Nesta terça-feira (22), as farmacêuticas Pfizer e Moderna anunciaram que estão testando suas vacinas contra a cepa mutante do coronavírus que foi encontrada no Reino Unido e em outros países. A vacina desenvolvida em conjunto pelos laboratórios Pfizer e BioNTech passará por novos testes antes que sejam enviadas as 12,5 milhões de doses encomendadas pela União Europeia (UE), o que deve ocorrer até o fim do mês. Na segunda-feira (21), o imunizante recebeu aprovação da Comissão Europeia para ser aplicado, e vários países do continente afirmaram que pretendem iniciar a imunização da população a partir de 27 de dezembro. As autoridades do Reino Unido anunciaram no último sábado (18) a suspensão do alívio às medidas de restrição durante o feriado do Natal devido à descoberta da nova cepa do SARS-CoV-2 no país. Estima-se que a variante pode ser até 70% mais contagiosa que o vírus "original" e diversos países decidiram proibir os voos vindos do Reino Unido para tentar impedir a chegada dessa nova cepa.

    Vacina contra COVID-19 da Moderna
    © REUTERS / Eduardo Munoz
    Vacina contra COVID-19 da Moderna

    Donald Trump se nega a assinar pacote de alívio econômico

    Nesta terça-feira (22), o presidente norte-americano, Donald Trump, negou-se a assinar a lei de alívio econômico de aproximadamente US$ 900 bilhões (R$ 4 trilhões) aprovada pelo Congresso para combater a crise gerada pela pandemia da COVID-19. Trump afirmou que o pacote é "uma desgraça", criticando a ajuda a famílias com situações irregulares no país. Além disso, o líder norte-americano pediu que seja elevada para US$ 2 mil (R$ 10 mil) a ajuda às pessoas mais necessitadas, além de exigir emendas ao texto aprovado pelo Congresso do país. Os EUA enfrentam uma forte onda de contágios pela COVID-19, que mais uma vez provocou o fechamento de comércios nos estados mais críticos.

    Presidente norte-americano, Donald Trump, discursa na Flórida
    © REUTERS / Tom Brenner
    Presidente norte-americano, Donald Trump, discursa na Flórida

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    Donald Trump, Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, vacinação, vacina, vacina, Vacina CoronaVac, novo coronavírus, COVID-19, EUA, Brasil
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