08:45 30 Outubro 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha os destaques desta quarta-feira (23), marcada pelos discursos de líderes mundiais na ONU, pela estimativa de rombo de R$ 861 bilhões nas contas públicas brasileiras e pela relativa melhora nos números da COVID-19 no Brasil.

    Regiões do Brasil apresentam estabilidade em número de mortes por COVID-19

    Nesta terça-feira (22), todas as regiões brasileiras apresentaram estabilidade no número de mortes por COVID-19, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. Nas últimas 24 horas, o Brasil confirmou mais 809 mortes pela doença, totalizando 138.159 óbitos. A média móvel dos últimos sete dias é de 707 mortes diárias. O Brasil é o terceiro país com maior número de casos de COVID-19, com 4.591.364 pessoas infectadas, atrás somente de EUA e Índia, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Família visita túmulo de ente querido falecido em decorrência da COVID-19, no cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro, Brasil, 20 de setembro de 2020
    © AP Photo / Silvia Izquierdo
    Família visita túmulo de ente querido falecido em decorrência da COVID-19, no cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro, Brasil, 20 de setembro de 2020

    Contas do governo devem fechar 2020 com rombo de R$ 861 bilhões

    Nesta terça-feira (22), relatório do Ministério da Economia indicou que o governo federal deve fechar 2020 com déficit primário de R$ 861 bilhões nas contas públicas. O déficit indica que o governo gastou mais do que arrecadou durante o ano. O déficit primário não considera os gastos do governo com os juros da dívida pública. O cálculo do ministério considera retração de 4,7% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, enquanto o mercado especula queda de até 5,52%.

    Funcionários de salão de beleza ouvem o discurso do presidente Jair Bolsonaro nas Nações Unidas, em Brasília, 22 de setembro de 2020
    © REUTERS / Adriano Machado
    Funcionários de salão de beleza ouvem o discurso do presidente Jair Bolsonaro nas Nações Unidas, em Brasília, 22 de setembro de 2020

    Chefes de Estado discursam em 2º dia de debates na Assembleia Geral da ONU

    Nesta quarta-feira (23), a Assembleia Geral da ONU entra no seu segundo dia de debates realizados por videoconferência. Graças ao formato digital, o rei Salman da Arábia Saudita poderá realizar o seu primeiro discurso na assembleia, sem a necessidade de deslocamento, o que poderia colocar a saúde do líder de 84 anos em risco em meio à pandemia. Outros destaques são as intervenções dos líderes de Venezuela e Afeganistão.

    • Nesta terça-feira (22), o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizou discurso no qual defendeu a estratégia brasileira de combate à COVID-19, que teria evitado "o caos social", e a agenda ambiental do governo. Segundo ele, a Floresta Amazônica é imune ao fogo graças ao seu caráter úmido, e as queimadas no Pantanal são causadas por "índios e caboclos".
    • O presidente dos EUA, Donald Trump, também gerou polêmica ao pedir à ONU que "responsabilizasse a China" pela propagação do vírus ao redor do mundo. Para Trump, a China agiu de maneira irresponsável ao não suspender voos internacionais durante o início da epidemia. 
    • Durante seu discurso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enfatizou o desenvolvimento da vacina russa contra a COVID-19, Sputnik V, e prometeu disponibilizá-la de graça a funcionários das Nações Unidas. Putin também pediu a retirada de barreiras ao comércio e "sanções ilegítimas" como forma de superar a recessão econômica mundial causada pela pandemia.

    Presidente rotativo da Huawei pede que EUA reconsidere 'ataque' contra a empresa

    Nesta quarta-feira (23), o presidente rotativo da gigante de telecomunicações chinesa Huawei, Guo Ping, afirmou que a cadeia de produção da empresa está sob "ataque" norte-americano. "Esperamos que o governo dos EUA possa reconsiderar sua política", disse Guo durante evento em Xangai, acrescentando que a empresa "está disposta a continuar comprando produtos de fornecedores dos EUA". No dia 15 de setembro, os EUA impuseram novas restrições ao acesso da Huawei a chips e demais tecnologias norte-americanas, o que, "de fato, trouxe muitas dificuldades para a nossa produção", garantiu Guo.

    China promete ser 'neutra em emissão de carbono' até 2060

    Nesta terça-feira (22), o presidente da China, Xi Jinping, afirmou que o país deve se tornar neutro em emissão de carbono até 2060. A meta ambiental, divulgada durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, é a mais ambiciosa jamais proposta pela China. De acordo com o Atlas Global de Carbono de 2019, a economia chinesa é a maior emissora de carbono do mundo. Segundo Xi, o país deve atingir o pico de emissões no ano de 2030 e "aproveitar a oportunidade histórica" para investir em um "novo ciclo de revolução científico-tecnológica e transformação industrial".

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    Tags:
    meio ambiente, China, Huawei, Donald Trump, Vladimir Putin, Jair Bolsonaro, Brasil, Assembleia Geral, ONU
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