11:50 30 Outubro 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nos destaques desta sexta-feira (21), marcada pela liberação de Steve Bannon sob fiança, pela rejeição de europeus à tentativa dos EUA de restaurar sanções contra o Irã e pelos resultados da última reunião da OPEP+ para manter cortes na produção mundial de petróleo.

    Ministério da Saúde promete agir para suprir falta de medicamentos em UTIs

    Nesta quinta-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou medidas para suprir a falta de medicamentos essenciais para intubação de pacientes em estado grave pela COVID-19. O ministério vai entrar em contato com organizações internacionais e empresas privadas para obter sedativos e analgésicos essenciais para a realização de procedimentos, como a ventilação mecânica. De acordo com o portal UOL, o ministério recebe alertas sobre a falta de medicamentos essenciais em UTIs desde maio. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais 1.204 óbitos por COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 112.304 vítimas fatais e 3.501.975 casos da COVID-19.

    Funcionário de cemitério segura foto de Jairo de Ávila, vítima da COVID-19, durante seu enterro em Nova Iguaçu (RJ), 20 de agosto de 2020
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Funcionário de cemitério segura foto de Jairo de Ávila, vítima da COVID-19, durante seu enterro em Nova Iguaçu (RJ), 20 de agosto de 2020

    Ministros do STF revelam que dossiê antifascista começou no dia da saída de Moro

    Durante o julgamento que analisou a produção de dossiês no Ministério da Justiça sobre supostos grupos antifascistas, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin e Gilmar Mendes, revelaram que os relatórios foram requisitados pela primeira vez em 24 de abril, isto é, no dia da saída de Sergio Moro do ministério. Nesta quinta-feira (21), os ministros do STF decidiram, por nove votos a um, proibir a produção de relatórios dessa natureza sobre servidores públicos. Para Fachin, este tipo de coleta de informação é característica de "governos autoritários".

    Steve Bannon é liberado da prisão após pagar fiança de US$ 5 milhões

    Nesta quinta-feira (20), o ex-assessor de Donald Trump, Steve Bannon, foi liberado da prisão, após se declarar inocente e pagar fiança de US$ 5 milhões (cerca de R$ 27 milhões). Bannon é acusado de fraude durante campanha para construir um muro na fronteira entre os EUA e o México. "Todo esse fiasco é para parar as pessoas que querem construir o muro", disse Bannon a repórteres, na saída da prisão. A campanha Nós Vamos Construir o Muro teria arrecadado mais de US$ 25 milhões (cerca de R$ 138 milhões) que teriam sido usados para financiar o "estilo de vida luxuoso" dos seus organizadores, apontou a procuradoria do estado norte-americano de Nova York.

    Steve Bannon deixa o Tribunal Federal de Manhattan após audiência, em Nova York, 20 de agosto de 2020
    © REUTERS / Andrew Kelly
    Steve Bannon deixa o Tribunal Federal de Manhattan após audiência, em Nova York, 20 de agosto de 2020

    Mike Pompeo acusa europeus de 'ficarem do lado dos aiatolás'

    Nesta quinta-feira (21), aliados europeus rejeitaram a tentativa dos EUA de restaurar sanções e embargo de armas contra Teerã, reportou a AFP. Em resposta, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeu, acusou Reino Unido, França e Alemanha de "ficar do lado dos aiatolás".  Anteriormente, a embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft, havia enviado carta ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU), informando que os EUA vão iniciar os procedimentos para restaurar as sanções, com base em artigo do acordo nuclear iraniano. A medida é controversa, uma vez que os EUA se retiraram unilateralmente desse acordo, em 2018.

    • Os EUA rejeitaram a proposta russa de convocar uma reunião no CSNU para debater o assunto, informou o vice-embaixador da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky. "Após afirmar, sem fundamentos, que haviam iniciado a restauração imediata [das sanções contra o Irã], nossos colegas dos EUA foram contra a realização de uma reunião no CSNU para debater o assunto", escreveu Polyansky no Twitter.
    • Porta-voz da representação chinesa na ONU classificou a tentativa de restaurar sanções contra o Irã como um "show político" encenado por Washington. "A demanda dos EUA não tem base legal [...], não passa de um show político de Washington. Não conta com o apoio dos membros do CSNU ou reconhecimento da comunidade internacional", disse o porta-voz chinês, lembrando que Pompeo ameaçou Rússia e China com sanções, caso não cumpram a restauração das sanções contra o Irã.
    Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo durante briefing à imprensa, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, 20 de agosto de 2020
    © REUTERS / Mike Segar
    Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo durante briefing à imprensa, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, 20 de agosto de 2020

    Países da OPEP+ apontam para recuperação gradual do mercado de petróleo

    Nesta quinta-feira (21), durante reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), líderes concordaram que a recuperação da indústria será mais lenta do que o esperado, em função do prolongamento da chamada "coronacrise". De acordo com o ministro da Energia russo, Aleksandr Novak, a demanda mundial de petróleo se recuperou em 90% em relação ao nível pré-crise, mas é fundamental que o acordo para a redução da produção mundial em 12 milhões de barris diários seja mantido. Durante a reunião, os países que não cumpriram os cortes durante os meses de maio, junho e julho se comprometeram a compensar a diferença e reduzir a produção diária até outubro.

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    Tags:
    Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), OPEP, Mike Pompeo, Steve Bannon, EUA, Ministério da Saúde, COVID-19, pandemia, Brasil
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