09:42 12 Agosto 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quarta-feira (29), marcada pela defesa do uso de hidroxicloroquina por Trump, pelo depoimento das quatro gigantes tecnológicas no Congresso dos EUA e pela fraca atratividade da economia brasileira.

    Brasil registra mais de 88 mil óbitos por coronavírus

    O Ministério da Saúde registrou 921 óbitos e 40.816 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 88.539 mortes e 2.483.191 infectados no Brasil. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o número de infectados e mortes no mundo já ultrapassou 16,7 milhões e 660 mil, respectivamente. EUA, Brasil e Índia seguem sendo os países mais afetados e os únicos com um número total individual de casos do novo coronavírus superior a um milhão. Leia mais sobre o avanço da pandemia

    Trabalhador em traje de proteção coleta amostras de teste para COVID-19, em Dalian, província de Liaoning, China, 27 de julho de 2020
    © REUTERS / China Daily
    Trabalhador em traje de proteção coleta amostras de teste para COVID-19, em Dalian, província de Liaoning, China, 27 de julho de 2020

    Economia brasileira sem atração de investimentos

    Em um balanço analisador de 18 países, a economia brasileira continua no penúltimo lugar no ranking mundial de competitividade elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na frente apenas da Argentina, o estudo compara o Brasil com economias de características similares, avaliando 61 variáveis. Os países mais competitivos são Coreia do Sul, Canadá e Austrália. "Apesar de ser um mercado grande e atraente, o Brasil pode perder a concorrência para outros países na atração de investimentos, por causa da tributação", afirmou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, adicionando que, no pós-pandemia, a disputa por investimentos externos será acirrada na cena mundial e o Brasil deve trabalhar para manter-se competitivo.

    Pessoas são vistas na praia de Copacabana em meio à pandemia do coronavírus no Rio de Janeiro, Brasil, 28 de julho de 2020
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Pessoas são vistas na praia de Copacabana em meio à pandemia do coronavírus no Rio de Janeiro, Brasil, 28 de julho de 2020

    Trump reitera que hidroxicloroquina é 'segura' contra COVID-19

    Durante coletiva de imprensa sobre coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o medicamento antimalárico hidroxicloroquina é seguro durante os estágios iniciais da infecção pela COVID-19. "Acho que funciona nos estágios iniciais […] É seguro, não causa problemas. Não tive nenhum problema", disse Trump nesta quarta-feira (29), recordando ter tomado anteriormente o medicamento "por um período de 14 dias". A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA em junho revogou sua autorização de uso emergencial para a hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19, após vários estudos sugerirem que o medicamento pode ter efeitos colaterais adversos, como problemas cardíacos, em alguns pacientes.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing sobre coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 28 de julho de 2020
    © REUTERS / Carlos Barria
    Presidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing sobre coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 28 de julho de 2020

    ONU: fechamento de escolas pode estar matando crianças

    Os defensores da reabertura de escolas podem ter encontrado um aliado nos líderes das agências da ONU, incluindo a OMS, que citaram nesta quarta-feira (28) um novo estudo para mostrar que as crianças podem sofrer mais danos com os lockdowns do que com a pandemia real. "As repercussões da pandemia estão causando mais danos às crianças do que a própria doença", disse a diretora do UNICEF, Henrietta H Fore. Segundo as autoridades, o fechamento das escolas, a interrupção dos serviços de atenção primária à saúde e a disfunção dos programas nutricionais podem aumentar o número de crianças afetadas pela desnutrição aguda em 6,7 milhões adicionais e causar mais de 128 mil mortes nos próximos 12 meses.

    Homem e crianças, com máscaras protetoras, andam de bicicleta na rua em meio à pandemia do coronavírus, em Hanói, Vietnã, 27 de julho de 2020
    © REUTERS / Kham
    Homem e crianças, com máscaras protetoras, andam de bicicleta na rua em meio à pandemia do coronavírus, em Hanói, Vietnã, 27 de julho de 2020

    Facebook, Google, Apple e Amazon depõem no Congresso dos EUA

    Os presidentes-executivos das quatro gigantes do setor de tecnologia Facebook, Google, Apple e Amazon vão participar nesta quarta-feira (29) de uma audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, em Washington, para depor sobre possíveis práticas de monopólio por parte das empresas que comandam. Mark Zuckerberg, Sundar Pichai, Tim Cook e Jeff Bezos devem enfrentar uma longa sessão de perguntas dos membros do Comitê Judicial, a partir das 13h00 (horário de Brasília), sobre suas posições dominantes e investigadas por agentes antimonopólio.

    Mark Zuckerberg, Sundar Pichai, Tim Cook e Jeff Bezos, presidentes-executivos das quatro gigantes do setor de tecnologia Facebook, Google, Apple e Amazon
    © AFP 2020 / Bertrand Guay
    Mark Zuckerberg, Sundar Pichai, Tim Cook e Jeff Bezos, presidentes-executivos das quatro gigantes do setor de tecnologia Facebook, Google, Apple e Amazon

    França não aceitará acordo sobre Brexit 'a qualquer preço'

    A França não aceitará um acordo do Brexit "a qualquer preço", mas chegar a um acordo ainda é um resultado preferível para todas as partes envolvidas, disse o ministro júnior francês dos Assuntos Europeus, Clément Beaune, à rádio France Inter nesta quarta-feira (29). O negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, afirmou na semana passada que um acordo comercial entre a UE e o Reino Unido é "improvável", já que Londres não mostra "um nível adequado de engajamento" nas negociações do Brexit. O Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro e tem até 31 de dezembro para negociar um acordo comercial com o bloco que entrará em vigor após o término do período de transição.

    Bandeiras da União Europeia e do Reino Unido
    © REUTERS / Hannibal Hanschke
    Bandeiras da União Europeia e do Reino Unido

    Israel detecta atividade suspeita na fronteira com Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam ter detectado indivíduos considerados suspeitos na fronteira com o Líbano. "Vários suspeitos foram vistos em uma cerca de segurança ao longo da Linha Azul no oeste da Galileia, há pouco", afirmaram as FDI em comunicado à imprensa na noite desta terça-feira (28), acrescentando que os militares israelenses estão "acompanhando o incidente". Na segunda-feira (27), as forças israelenses afirmaram ter frustrado uma tentativa de terroristas de se infiltrar no país pelo Líbano, referindo-se às tropas paramilitares do Hezbollah, que negou as alegações.

    Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, emite declaração no Ministério da Defesa de Israel em Tel Aviv, Israel, 27 de julho de 2020
    © REUTERS / Tal Shahar/Pool
    Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, emite declaração no Ministério da Defesa de Israel em Tel Aviv, Israel, 27 de julho de 2020

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    Tags:
    Líbano, Hezbollah, Israel, Brexit, Unicef, ONU, investidores, economia, Amazon, Apple, Google, Facebook, Hidroxicloroquina, Donald Trump, Brasil, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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