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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais importantes desta segunda-feira (29), marcada pelo número de mortes por coronavírus que passaram dos 500 mil no mundo, pela campanha de boicote de anúncios no Facebook, e pela queda da economia britânica devido à pandemia.

    Mundo passa marca de 500 mil mortes, com 10 milhões de infectados

    No mundo, as mortes passaram de 501 mil e o número de infectados pelo coronavírus ultrapassou dez milhões, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O Brasil chegou a 57.658 mortes pela COVID-19 e 1.345.254 casos confirmados da doença, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. O balanço considera os dados até as 20h de domingo (28). O Nordeste responde por 44% do total de mortes registradas nas últimas 24 horas, ultrapassando o Sudeste (32%). Apesar do avanço da pandemia, a cidade de São Paulo passa para a fase 3-Amarela da quarentena nesta segunda-feira (29).

    Trabalhadores vestindo roupas de proteção enterram caixão na área de sepultamento muçulmano fornecida pelo governo para vítimas da COVID-19, em Jacarta, 27 de junho de 2020
    © REUTERS / Willy Kurniawan
    Trabalhadores vestindo roupas de proteção enterram caixão na área de sepultamento muçulmano fornecida pelo governo para vítimas da COVID-19, em Jacarta, 27 de junho de 2020

    Vacinas contra a COVID-19 são testadas no Brasil

    No Brasil, vão começar os testes de duas vacinas consideradas bastante promissoras. Três mil voluntários vão participar dos testes. Dentre os voluntários, foram selecionados dois mil profissionais que atuam no combate à pandemia no hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e outros mil voluntários foram recrutados pelo instituto D'or de Pesquisa e Ensino, do Rio de Janeiro. A vacina de Oxford é uma das mais promissoras entre as mais de 140 que estão sendo testadas pelo mundo. Na fase final dos testes, metade do grupo de voluntários receberá a vacina e a outra recebe um placebo para efeito de comparação da sua eficácia nos dois grupos.

    Pessoa usando máscara facial segura cartaz, com Lockdown Já escrito, durante protesto contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e em apoio à democracia, em São Paulo, Brasil, 28 de junho de 2020
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Pessoa usando máscara facial segura cartaz, com Lockdown Já escrito, durante protesto contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e em apoio à democracia, em São Paulo, Brasil, 28 de junho de 2020

    Atos contra Bolsonaro em Brasília e cidades europeias

    Manifestantes fizeram um ato simbólico contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, neste domingo (28) em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. Protestos semelhantes foram realizados em cidades europeias. As manifestações fazem parte de um movimento internacional, liderado por partidos de oposição ao governo e nomeado Stop Bolsonaro (Pare Bolsonaro), e foram registradas em diversas partes do mundo, incluindo Áustria, Alemanha e Reino Unido. Leia mais sobre os atos

    Campanha de boicote de anúncios no Facebook se tornará global

    Organizadores de uma campanha de boicote publicitário no Facebook, que atraiu o apoio de grandes empresas, agora estão se preparando para enfrentar a batalha global para aumentar a pressão sobre a empresa de mídia social para remover as informações falsas e o discurso de ódio, com Pepsi e Starbucks já tendo suspendidos seus anúncios. A campanha Stop Hate for Profit (Pare com o ódio por lucro, em tradução livre) começará a pedir às grandes empresas da Europa que se juntem ao boicote. Free Press e Common Sense, juntamente com os grupos de direitos civis dos EUA, incluindo a Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor, lançaram a campanha após a morte de George Floyd, um negro desarmado morto pela polícia de Minneapolis. Leia mais sobre o boicote

    Trump nega ter sido informado sobre recompensas russas para matar tropas dos EUA no Afeganistão

    O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na noite de domingo (28) que nunca foi informado sobre os supostos relatos dos esforços russos para pagar recompensas a militantes ligados ao Talibã (proibido na Rússia e em vários outros países) para matar tropas dos EUA no Afeganistão. De acordo com a reportagem do jornal The New York Times publicada na sexta-feira (26), Trump teria sido avisado em março de que a inteligência militar russa supostamente ofereceu a terroristas do movimento Talibã recompensa para atacarem soldados norte-americanos no Afeganistão. Por meio do Twitter, o republicano afirmou que o serviço de inteligência dos EUA não considerou as informações credíveis e por isso não repassou o que sabia para ele nem para o vice-presidente, Mike Pence. Leia mais sobre o assunto

    Manifestante usa máscara representando o presidente dos EUA, Donald Trump, durante um protesto pró-polícia após a morte de George Floyd, em Boston, Massachusetts, EUA, 27 de junho de 2020
    © REUTERS / Brian Snyder
    Manifestante usa máscara representando o presidente dos EUA, Donald Trump, durante um protesto pró-polícia após a morte de George Floyd, em Boston, Massachusetts, EUA, 27 de junho de 2020

    Economia do Reino Unido sofre grande queda devido à pandemia

    O Reino Unido sofreu uma "grande queda" devido à pandemia de coronavírus, mas sairá da crise dobrando os investimentos nos próximos meses, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson nesta segunda-feira (29). Segundo dados do governo, a economia britânica encolheu 10,4% nos três meses até o final de abril, incluindo uma queda de 20,4% em abril, o maior declínio desde o início dos registros mensais. Analistas prevêem que a economia encolherá um total de 8% neste ano e é improvável que se recupere até 2023. Quase nove milhões de trabalhadores (mais de um quarto da força de trabalho total) foram beneficiados, o que custou ao governo mais de 24,2 bilhões de euros (R$ 149 bilhões) até o momento.

    Bandeiras e faixas do Reino Unido são exibidas na New Bond Street, em meio à disseminação da COVID-19 em Londres, 28 de junho de 2020
    © REUTERS / Toby Melville
    Bandeiras e faixas do Reino Unido são exibidas na New Bond Street, em meio à disseminação da COVID-19 em Londres, 28 de junho de 2020

    China proibirá vistos a funcionários dos EUA por interferirem em Hong Kong

    A China "reagirá com firmeza" e introduzirá uma proibição de vistos para funcionários dos EUA por interferir em Hong Kong, declarou o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta segunda-feira (29). Pequim pediu a Washington que interrompesse a "intromissão" nos assuntos internos chineses, mas ainda não divulgou uma lista de oficiais norte-americanos sancionados. As contramedidas ocorrem depois que os EUA introduziram restrições de visto às autoridades chinesas sobre a lei de segurança nacional de Hong Kong.

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    Tags:
    Brasil, mortes, COVID-19, novo coronavírus, Talibã, economia, Reino Unido, boicote, Facebook, Donald Trump, protestos, Jair Bolsonaro
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