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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nas notícias mais importantes desta quinta-feira (18), marcada pelo sinal verde do STF para o inquérito das fake news, pela preocupante situação dos desempregados norte-americanos e pela reação ao pacote de sanções dos EUA imposto à Síria.

    São Paulo bate recorde de mortes diárias, mas deve anunciar cronograma da volta às aulas

    De acordo com o consórcio de veículos de mídia e secretarias estaduais de saúde, o Brasil registrou 1.209 novos óbitos por COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 46.665 mortes pela doença. Com 960 mil casos e cerca de 30 mil novos pacientes identificados diariamente, o Brasil se aproxima rapidamente da marca de um milhão de diagnósticos de COVID-19. Nesta quarta-feira (17), São Paulo registrou número recorde de óbitos, com 389 novos falecimentos. Mesmo assim, o governador João Doria declarou que deve anunciar em 24 de julho o cronograma da volta às aulas presenciais.

    Enfermeira preenche documento com número recorde de pacientes com COVID-19, no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, 17 de junho de 2020
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Enfermeira preenche documento com número recorde de pacientes com COVID-19, no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, 17 de junho de 2020

    Alvo de polêmica, SFT vai dar prosseguimento ao inquérito das 'fake news'

    Nesta quarta-feira (11), oito dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor do prosseguimento do polêmico "inquérito das fake news", iniciado no ano passado por iniciativa do próprio tribunal. O inquérito, que apura a formação de associações criminosas para financiar e disseminar notícias falsas no Brasil, já obteve maioria e deve prosseguir independentemente dos votos de Aurélio Mello, Celso de Mello e Dias Toffoli, que devem ser divulgados hoje (18).

    Norte-americanos enfrentam dificuldades para receber seguro desemprego

    Nesta quarta-feira (18), centenas de pessoas se reuniram na frente da assembleia estadual da cidade de Frankfort, capital do estado norte-americano do Kentucky, para reivindicar o repasse do seguro desemprego. Os estados dos EUA enfrentam dificuldades para administrar os milhares de pedidos de acesso ao benefício: quedas nos sites de registro, falta de recursos e atrasos têm sido a norma ao redor do país, reportou a Reuters. Apesar de mais de 20 milhões de americanos estarem cadastrados para receber o benefício, muitos não ainda não receberam os primeiros cheques.

    Policial tenta organizar fila de desempregados na capital do estado norte-americano de Kentucky, Frankfort, 17 de junho de 2020
    © REUTERS / Bryan Woolston
    Policial tenta organizar fila de desempregados na capital do estado norte-americano de Kentucky, Frankfort, 17 de junho de 2020

    Quase 80 milhões de pessoas estão deslocadas mundialmente, informa a ONU

    Cerca de 79,5 milhões de pessoas tiveram que deixar os seus países em função de conflitos, desastres naturais e econômicos, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O número representa 1% da população mundial e é quase o dobro do número de deslocados em 2011. A situação se agravou principalmente pelos conflitos na Síria, Afeganistão, Sudão do Sul e Mianmar, além do êxodo de venezuelanos. Sem recursos suficientes, o Alto Comissariado fez um apelo para arrecadar US$ 186 milhões (cerca de R$ 925 milhões) para providenciar ajuda humanitária a essa população vulnerável.

    O alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, apresenta relatório da organização sobre o número de pessoas deslocadas e refugiadas, em Genebra, Suíça, 16 de junho de 2020
    © AFP 2020 / Fabrice Coffrini
    O alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, apresenta relatório da organização sobre o número de pessoas deslocadas e refugiadas, em Genebra, Suíça, 16 de junho de 2020

    Irã diz que sanções dos EUA contra a Síria são forma 'cruel' de 'terrorismo econômico'

    Nesta quinta-feira (18), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, disse que Teerã não irá respeitar "as sanções cruéis e unilaterais" impostas pelos EUA para promover o "terrorismo econômico contra o povo da Síria". Para ele, as sanções irão "exacerbar o sofrimento" dos sírios em meio à pandemia de COVID-19. Nesta quarta-feira (17) o pacote de sanções dos EUA chamado de Lei César entrou em vigor, impondo sanções contra empresas e indivíduos sírios, incluindo o presidente do país, Bashar al-Assad.

    • O Ministério das Relações Exteriores da Síria disse que o país irá "resistir às sanções" impostas pelos EUA da mesma maneira que "lutou conta o terrorismo". "O povo sírio e as Forças Armadas têm mostrado resiliência histórica contra o projeto norte-americano, defendendo a sua soberania", declarou o ministério em informe, que classifica as sanções como "violação do direito internacional".
    • O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, disse nesta quinta-feira (18), que as novas sanções impostas pelos EUA contra a Síria não irão impedir Moscou de continuar seus projetos de cooperação com Damasco, inclusive na esfera militar.
    Crianças sírias passeiam em meio às ruínas da cidade de Idlib, no nordeste da Síria, durante o feriado de Eid al Fitr, 24 de maio de 2020
    © REUTERS / Khalil Ashawi
    Crianças sírias passeiam em meio às ruínas da cidade de Idlib, no nordeste da Síria, durante o feriado de Eid al Fitr, 24 de maio de 2020

    China diz que mercados de alimentos devem melhorar e recusa lockdown em Pequim

    As autoridades chinesas reconheceram que o país deve melhorar o padrão de qualidade de seus mercados de alimentos e investigar as vulnerabilidades em sua cadeia de fornecimento de produtos alimentícios. No entanto, a situação em Pequim não se assemelha à de Wuhan e a capital chinesa não deve entrar em regime de quarentena rígida, informou Pan Xuhong, representante do escritório municipal de segurança de Pequim, nesta quinta-feira (18). No entanto, "observando o princípio de responsabilidade perante as outras províncias e cidades" da China, as autoridades pedem que moradores de Pequim evitem deixar a capital, após novo foco de COVID-19 ter sido identificado no mercado de alimentos de Xinfadi.

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    Tags:
    Irã, sanções, Síria, China, desemprego, EUA, Supremo Tribunal Federal, pandemia, COVID-19
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