13:38 02 Julho 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as principais notícias desta segunda-feira (8), marcada pela confusão com os dados da COVID-19 no Ministério da Saúde, pela repercussão da retirada de tropas dos EUA da Alemanha e pela eliminação do novo coronavírus na Nova Zelândia.

    Conselho Nacional dos Secretários de Saúde lança portal para divulgar dados

    Neste domingo (7), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) lançou um portal para divulgar os números relacionados à COVID-19 no Brasil, após o Ministério da Saúde retirar dados de seu portal. O Ministério, que divulgou dois boletins com informações diferentes no domingo (7), deixou de divulgar dados como a taxa de letalidade e infecções a cada 100 mil habitantes por COVID-19. De acordo com os dados da Conass, o Brasil registra 680.456 casos de COVID-19 e 36.148 vítimas fatais.

    Brasil tem fim de semana de protestos

    Pelo menos 20 capitais brasileiras registraram protestos neste domingo (7). As manifestações contra o governo foram reforçadas por movimentos contra a violência policial e protestos de profissionais da área da saúde contra o negacionismo frente à COVID-19. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também tiveram manifestações a favor do governo. De acordo com o portal G1, na capital paulista, a polícia usou bombas de efeito moral contra manifestantes anti-governo que tentavam se deslocar rumo à Avenida Paulista, onde cerca de 40 manifestantes pró-Bolsonaro realizavam ato.

    EUA marcham pela reforma do sistema policial

    Neste fim de semana, manifestantes deram continuidade aos protestos em memória de George Floyd nos EUA. Não houve registro de violência durante as manifestações. O movimento pela reforma do sistema policial se fortalece e recebe apoio de diversos estratos da sociedade norte-americana, informou a Reuters. A cidade de Minneapolis informou que irá desmantelar o seu departamento de polícia e repensar a sua política de segurança. A cidade estuda retirar da competência da polícia o trato com os sem-teto, dependentes químicos e pessoas com problemas mentais, assim como redefinir a tipificação de alguns crimes, informou Alondra Cano, membro da assembleia legislativa da cidade norte-americana. Leia mais sobre a decisão

    Criança carrega uma bandeira dos EUA com a frase eu não consigo respirar, em Nova York (EUA), 7 de junho de 2020
    © REUTERS / Eduardo Munoz
    Criança carrega uma bandeira dos EUA com a frase "eu não consigo respirar", em Nova York (EUA), 7 de junho de 2020

    Decisão dos EUA de retirar tropas da Alemanha é 'inaceitável', diz aliado de Merkel

    Nesta segunda (8), o coordenador alemão para assuntos transatlânticos e aliado da chanceler Angela Merkel, Peter Beyer, disse ser "inaceitável" a decisão dos EUA de retirar 9.500 soldados da Alemanha. "Isso é completamente inaceitável, especialmente porque ninguém em Washington pensou em informar a Alemanha, seu aliado da OTAN, com antecedência", lamentou Beyer em entrevista ao Rheinische Post. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, lamentou a decisão da administração Trump e classificou as relações entre Berlim e Washington de "complicadas".

    Nova Zelândia declara que o novo coronavírus foi 'eliminado' no país

    Nesta segunda-feira (8), a Nova Zelândia informou que o último paciente de COVID-19 recebeu alta e que o novo coronavírus foi "eliminado" do país. Todas as medidas de isolamento social serão retiradas, à exceção dos controles de fronteiras, e a Liga Nacional de Rugbi neozelandesa será a primeira do mundo a voltar a jogar com torcida. A primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, lembrou que manter o vírus controlado depende de um "esforço continuado", mas reconheceu que a eliminação "é um marco"."Só posso terminar dizendo: obrigada, Nova Zelândia", concluiu. O arquipélago, que manteve uma quarentena rígida para contenção do vírus, teve 1.154 casos de COVID-19 e 22 vítimas fatais.

    Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante conferência de imprensa em Wellington, Nova Zelândia, 8 de junho de 2020
    © AFP 2020 / Marty MELVILLE
    Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante conferência de imprensa em Wellington, Nova Zelândia, 8 de junho de 2020

    Preço do petróleo em alta após novo acordo OPEP +

    Nesta segunda-feira (8), os preços do petróleo operam em alta, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados como a Rússia renovarem o acordo sobre o corte na produção da commodity. Os preços subiram entre 1% e 2,1%, atingindo US$ 43 (cerca de R$ 213) o barril do Brent. Além disso, a demanda chinesa por petróleo teve um aumento recorde em maio, atingindo 11,3 milhões de barris diários, à medida que os importadores aproveitam os baixos preços para estocar a commodity.

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    Tags:
    Nova Zelândia, Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro, Black Lives Matter, Brasil, eua, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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