06:24 09 Julho 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nas notícias mais relevantes desta segunda-feira (1º), marcada pelo confronto entre manifestantes na Paulista, pelos protestos violentos nos EUA após a morte de George Floyd e pelo fortalecimento dos laços comerciais entre Irã e Venezuela.

    Brasil atinge 500 mil casos e passa a França em número de mortes

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra 514.849 casos de COVID-19 e 29.341 vítimas fatais. Passados 95 dias desde a confirmação do primeiro caso, o Brasil ultrapassou a França e é o quarto país com maior número de mortes pelo novo coronavírus. De acordo com relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), obtidos pelo jornal Estado de São Paulo, os números de infeções e mortes podem ser muito superiores, uma vez que há fortes inícios de subnotificação generalizada dos indicadores da propagação da COVID-19 no Brasil.

    Polícia investiga causa de confronto na Paulista

    A Polícia Militar (PM) de São Paulo está investigando se o uso de bandeira associada ao neonazismo foi o estopim da briga entre grupos de manifestantes neste domingo (31) na Avenida Paulista, reportou o G1. De acordo com a PM, o grupo de bolsonaristas, que protestavam contra a quarentena e instituições como o Supremo Tribunal Federal e o Congresso nacional, teriam provocado os torcedores de futebol de diversos times reunidos para passeata em favor da democracia. Após início do confronto, a PM fez uso de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.

    Grupo de torcedores em favor da democracia protestam na Avenida Paulista, em São Paulo, 31 de maio de 2020
    © AFP 2020 / Nelson Almeida
    Grupo de torcedores em favor da democracia protestam na Avenida Paulista, em São Paulo, 31 de maio de 2020

    Apesar do toque de recolher, protestos violentos seguem nos EUA, diz Guarda Nacional

    Neste domingo (31), a polícia da capital dos EUA, Washington D.C, usou bombas de gás lacrimogênio contra manifestantes que se aproximavam da sede do governo federal, a Casa Branca, informou o correspondente da Sputnik. Apesar da imposição do toque de recolher em várias cidades, não há sinal de arrefecimento dos protestos em função da morte de George Floyd, disse a Guarda Nacional, mobilizada em 15 estados e no Distrito Federal, em função dos protestos. O ex-jogador de basquete Michael Jordan denunciou o "racismo arraigado". O piloto Lewis Hamilton criticou a Fórmula 1 por não se manifestar contra o racismo, em meio aos protestos nos EUA.

    Irã diz que está disposto a continuar envio de petróleo para a Venezuela

    Nesta segunda-feira (1º), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, declarou que o país está disposto a continuar a enviar gasolina para a Venezuela, apesar das alegações dos EUA de que o comércio entre Teerã e Caracas viola as sanções norte-americanas. "O Irã exerce seus direitos de praticar livre comércio com a Venezuela e está pronto para enviar mais navios, caso Caracas demande", disse Mousavi. Leia mais sobre os envios iranianos

    Veículos fazem fila para abastecer na capital venezuelana, Caracas, que enfrenta escassez de gasolina, 29 de maio de 2020
    © AP Photo / Ariana Cubillos
    Veículos fazem fila para abastecer na capital venezuelana, Caracas, que enfrenta escassez de gasolina, 29 de maio de 2020

    China reporta maior alta em número de casos de COVID-19 das últimas 3 semanas

    Nesta segunda-feira (1º), a China reportou a maior alta em número de casos de COVID-19 das últimas 3 semanas, com dezesseis novas infecções detectadas, todas na província de Sichuan, sudoeste do país. Hong Kong, por sua vez, confirmou uma infecção comunitária por COVID-19, a primeira desde 14 de maio. A confirmação coloca em dúvida o relaxamento da quarentena promovido pela região autônoma. Hong Kong registrou pouco mais de mil casos de COVID-19 desde o início da pandemia e 4 vítimas fatais.

    Jovens se reúnem para comer em restaurante na capital chinesa, Pequim, 29 de maio de 2020
    © REUTERS / Thomas Peter
    Jovens se reúnem para comer em restaurante na capital chinesa, Pequim, 29 de maio de 2020

    Medicamento aprovado pela Rússia tem cerca de 90% de eficácia contra COVID-19

    Medicamento aprovado para o tratamento de COVID-19 na Rússia, testado em mais de 180 pacientes, obteve cerca de 90% de resultados positivos, informou o representante do Ministério da Saúde da Rússia, Vladimir Chulanov. O medicamento japonês Avifavir, que foi modificado por cientistas russos, reduziu os efeitos do novo coronavírus após quatro dias de uso. Nesta segunda-feira (1º) a capital russa, Moscou, inicia a primeira fase de flexibilização da quarentena, com abertura parcial do comércio, autorização para a prática de esportes ao ar livre durante a manhã e reabertura de parques.

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    Tags:
    Venezuela, Irã, China, EUA, polícia, racismo, manifestações, Brasil, pandemia, COVID-19
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